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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Simple Alice – O meu nome é Alice

Março 31, 2015

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E ontem decorreu mais uma noite de Cinema em Casa, já há alguns tempos que andava para ver este filme – O meu Nome é Alice, filme que deu a Juliane Moore o Óscar de melhor Actriz este ano.

O filme conta a história de Alice, uma professora catedrática de Linguística de grande sucesso, que exercia funções na Universidade de Columbia, Nova Iorque, e escritora de alguns livros de investigação.

A história começa com o primeiro sintoma de uma doença neurologia aos 50 anos da personagem, mas como este filme é uma história que aborda as memórias, rapidamente percebemos o passado de Alice. Uma jovem lutadora que com 18 anos vê morrer a sua mãe e a sua única irmã, e que vive com o seu pai alcoólico até este falecer de Hepatite.

A jovem lutadora conseguiu tirar o seu curso com dedicação, estudo e um QI acima da média, e ao mesmo tempo criar uma estrutura familiar nova composta por um esposo dedicado e 3 filhos diferentes mas que em comum amam a sua mãe.

E é numa simples corrida que se perde, no espaço que percorrera tantas e tantas vezes. Começa a esquecer-se de algumas palavras, de algumas situações, e BUMB!!! Descobre que tem Alzheimer – doença neurológica que tantos de nós utiliza para brincadeiras e piadas mas com que não é nada fácil de conviver.

A partir vê-se o declínio desta mulher, desta mãe, desta força da natureza, até se perder num mero corpo sem memória.

Juliane Moore têm uma interpretação notável, que lhe valeu o Óscar, e foi merecido. Fantástico Desempenho.

A todos aqueles que um dia possam chegar a esta fase, espero verdadeiramente que consigam abrir o filme colocado na pasta da borboleta e que cumpram as suas próprias instruções. A nossa condição humana não deveria chegar até à vergonha da Alzheimer.

Enquanto não há cura que haja esperança.

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Dia Mundial do Teatro: O meu primeiro passo no Teatro

Março 28, 2015

Já lá vão muitos anos desde que a minha paixão pelo teatro despertou... Era bem pequenino, quando assistia às muitas emissões de serieados gravados ao vivo na televisão, e mais tarde com a Grande Noite do La Féria... Eu queria aquilo, representar um sem numero de personagens, cantar dançar, Viver...

Mais tarde na Escola Primária as minhas saudosas professoras Guilhermina Santos e Celeste Sabóia sempre apostaram em mim para abrilhantar as festinhas de Escola. Mas a minha estreia em palco ocorreu no salão dos BVColares durante a 4ª classe.

A partir daí e a viver a alguma distância de Lisboa, portanto longe do meio cultural o Teatro que me surgia seria na Escola, na televisão, em livros que poderia comprar, nos teatros amadores da zona Malveira da Serra e Fontanelas coma as suas revistas...

Quando sigo para a Escola Secundária teria oportunidade de brilhar, mas como há uns anos atrás ainda antes de ter estreado os morangos com açucar, havia muito poucos rapazes interessados em representar a peça escolhida pela encenadora foi "A Casa de Bernanda de Alba", logo fiquei de fora pois não há elenco masculino. 

Não participei, mas mais perto da cultura e com amigas mais velhas já tinha acesso às salas de espetáculo de Lisboa. Obrigado Alda sempre pelo gosto que partilhámos - ainda me recordo tão bem da petição para não deixar o Maria Vitória vir abaixo... Uma coisa é certa apesar do esforço reconhecido pela equipa da Maria João e do José Raposo, não fizemos muito... Ou quem sabe, o teatro continua de pé e a funcionar!!

Por sorte as minhas amigas gémeas Cátia e Célia Ramos e a minha Sónia Louçada convidaram-me para ir uma noite a Almoçageme para experimentar  o grupo de Teatro que estava a começar depois de mais de 20 anos parado.

E lá fui... à noite, sosinho, lembro-me como se fosse hoje, vestia um macacão de ganga (que vintage!) e uma camisola azul e entrei com o pé direito, literalmente, numa casa que não era minha mas que me adoptou...

E lá começamos em 2000 a ensaiar a Maluquinha de Arroios... Foi uma loucura, foi um sitio onde cresci, onde me tornei um homem, eu tinha 16 anos quando comecei. 

Ali constitui uma familia adoptiva, muitos amigos, alguns até já partiram de entre nós...

Quando em Março de 2001 as pancadas de Moliére ecoaram no Cine Teatro José Gomes da Silva em Almoçageme, o meu corpo tremeu, o meu coração saltou, o meu padrinho Domingos Simões deu a deixa e lá entrou o Lourenço de Avelar, Visconde da Maluquinha de Arroios...

O Teatro verdadeiramente tornou-se uma das partes mais importantes da minha vida...

Agora e depois de muitas peças feitas, de muitas peças a que assisti no mundo inteiro, a muitos livros que li, a alguns cursos que fiz, a 3 peças que encenei, a obra tem de continuar...

Obrigado Teatro por fazeres parte da minha Vida!

Viva o Teatro!

BoyHood: Cinema em Casa

Março 24, 2015

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Uma noite de cinema, desta vez em casa, sentado no sofá enquanto lá fora o vento soprava como se chegasse o fim do mundo.

A escolha recaiu sobre o tão falado filme BoyHood, que conseguiu nos festivais de cinema alguns prémios, de salientar o personagem de Patricia Arquette.

A ação desenrola-se nos Estados Unidos da América, mais propriamente em Houston e cidades vizinhas. Um ambiente texano que confere imagens bonitas e uma cor avermelhada à película. Segue-se a vida de um jovem, desde tenra idade até se tornar um jovem adulto quando entra para a faculdade.

O filme é excelente? Não. É um filme simples, como há muitos, que aborda o tema da família e do quotidiano do personagem principal. Podemos ver a sua evolução, e estudarmos um pouco a psicologia humana. Se não soubéssemos como foi rodado, e quanto tempo durou a rodagem, era um filme que passaria despercebido.

Por isso, para mim, o prémio será mesmo entregue à realização e á produção que com os mesmos atores desenrolou esta história e acompanhou a vida destes personagens ao longo de vários anos. Parabéns por isso.

Depois à atriz que arrecadou a estatueta dourada para melhor atriz secundária, saliento o empenho e a interpretação. Teve sorte, este ano a concorrência era fraca, mas valeu-lhe o discurso ao receber o seu prémio.

Vê-se, mas esperava melhor.

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As histórias de Backstage do Hotel Royal

Março 23, 2015

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As histórias e peripécias que acontecem por detrás de um cenário não está ao alcance da maioria dos mortais, mas quem faz parte de um elenco ou técnica de um grupo de teatro, seja ele amador ou profissional sabe do que falo.

Ouve-se uma voz a dar inicio ao espetáculo pedindo para que os aparelhos de telecomunicações sejam desligados ou silenciados, a luz da sala escurece, por detrás do pano o respirar dos atores acelera prontos para entrar em ebulição em mais um espetáculo. Não é medo, são os nervos miúdos de respeito por um público que enche mais uma vez a nossa plateia.

O encenador entra em palco ainda com as cortinas fechadas a dar o ultimo incentivo... Vamos rebentar, ritmos alegria, muita merda, divirtam-se. O pano começa a subir os atores perfilam-se para entrar em palco repletos de concentração para nada falhar... E não são só os atores.

Em cada esquina do palco por detrás do cenário amontoam-se chapéus, vestidos, cabides, as assistentes de palco estão prontas, pois em intervalos de 2 minutos têm de ajudar a trocar a roupa a 12 ou mais atores...

E é assim todas as noites, num espírito de união estas mulheres sentem-se em palco, sentem os nervos, sentem o amor ao teatro. Numa troca de despe e veste, Poe peruca, troca de bigode, pinturas e maquiagem, adereços, troca de cenário, desce o pano, é uma loucura infernal.

Por vezes vêm ver o que se passa amigos e familiares, e quando chega às partes de maior stress, por exemplo quando em 1 minuto 22 pessoas têm de trocar de vestidos e entrar em palco a dançar e a cantar, eles dizem: Mas o que é isto? Loucura!

Loucura! Loucura! Este é o Hotel Royal! Diz uma das nossas músicas. E é mesmo!

Lá em cima na régie 7 homens todos os espetáculos prontos para darem som e luz à cena. São microfones que ligam e desligam, uma banda sonora com mais de 70 músicas. Mais de uma centena de desenhos de luz, troca, liga, desliga, acende follow spot e roda, desce pano, acende dvd e é assim todas as noites.

Há momentos mágicos, em que à técnica se junta todos os atores, durante 1 cena de pano fechado. Lá atrás o stress: fecha cenário, desce escadas, sobe pano, sobe lustre, vira as mobílias... tirem as cadeiras, desapareçam os candelabros, sobe o pano... Está calmo outra vez.

A vocês técnicos e assistentes de palco quero agradecer... esta peça vive de muita coisa, mas vocês são uma peça fundamental...

E agora começa outro espetáculo... a Loucura do Hotel royal vai continuar.

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bully - um excelente documentario

Março 21, 2015

Destinado a todos os que gostem de assistir a um bom documentario. Bully como o proprio indica segue a vida de alguns jovens e familias que sofrem do bulling.

Chega de criticar as diferencas, neste seculo de mudanca nao sera a normalidade e a suposta perfeicao algo a temer.

A quem tem filhos atencao aos sintomas, depois pode ser tarde demais.

Aos supostos agressores pensem que a vida e longa e tudo pode mudar.

Discussoes, pequenas partidas e algumas lutas sempre vao existir. Fazem parte do crescimento. Mas extremos sao para terminar.

Hoje e dia de mudar.

Maurícias: Destino de sonho... agora tão perto

Março 19, 2015

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O charme e a elegância da antiga França colonial, o ambiente colorido da Índia, o decoro e a polidez da China, a espontaneidade e descontração africanas. O resultado chama-se Maurícias.

Plantado no meio do Índico, a este  de Madagáscar, situa-se as Mauricias, conjunto de ilhas idílicas com tantas tradições e paisagens de arrepiar.

Aqui misturam-se cheiros e sabores dos 4 cantos do planeta - China, Índia, França, África juntam-se para a criação desta cultura unica.

As paisagens variam das praias de água azul turqueza cristalina, repleta por uma fauna e flora invejável com a sua barreira de corais, o verdejante de uma floresta virgem, as cascatas desafiadoras e vulcões desativos pelos tempos.

Depois as fazendas de açucar e rum, os templos hindús que convivem ao som dos tambores crioulos da dança Séga, as plantações de chá e cacau, os lémures trazidos de madagáscar e as tartarugas marinha.

No prato estará delicioso marisco das águas quentes do Índico, guizados crioulos a lembrar as nossas antigas colónias, chamussas originadas da Índia com toques tropicais.

Acho que é um sonho!

Acho que vai ser mais um sonho concretizado!

Até já Mauricias.

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Reportagem TVI: Vidas debaixo da Ponte

Março 18, 2015

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Na passada 2ª feira à noite assisti à emissão da grande reportagem da TVI sobre um par de amigos mendigos que vivem debaixo da ponte na Cruz Quebrada.

Uma reportagem a apelar à falta de solidariedade com quem passa dificuldades e que todos os dias encontramos no nosso caminho de casa para o trabalho.

Chocou-me realmente as condições desumanas onde estes dois homens vivem e o que fazem para sobreviver. Debaixo de uma ponte com o barulho infernal dos carros que por ali deambulam, dispostos à mãe natureza quer faça chuva, muito frio ou muito calor, recolhem ferro velho dos lixos para ganhar uns cobres e depenicam restos para comer.

Dormem praticamente ao relento, tapados com cobertores velhos bem encostados ao corpo para que as ratazanas que sobem Tejo acima não os mordam.

Enfim, ali na Cruz quebrada, estão vizinhos, que os ajudam consoante as disponibilidades, pelo menos foram essas as palavras em dias de gravação.

Fernando um homem de 70 anos a entrar no térmito da sua vida foi quem mais me chocou, com 4 filhos, vê-se abandonado debaixo de uma ponte, mesmo tendo a filha mais nova, pouco maior de idade, que o apoia e que o visita de tempo em tempo. O que faz este homem ali? Será que não há outra solução? Será que já procurou ajuda numa instituição? Ao que parece os outros filhos não lhe ligam. Noticia desmentida no dia de ontem em comunicado do seu filho mais velho no dia de ontem.

Ao Sr. Juan, quer desertar para fora do país porque o que vinha há procura não encontrou. A embaixada não consegue providenciar uma viagem de regresso ao país de origem? Acho que sim.

E é assim a TVI conseguiu chocar, conseguiu sensibilizar, conseguiu audiências. E estes 2 homens conseguiram por uns breves dias uma ação de solidariedade que lhes possibilitou umas roupas novas em 2ª mão e alguns sacos com alimentos. Face a isto Bravo.

Agora proponho à mesma jornalista que faça uma reportagem sobre o outro lado da moeda. O que realmente aconteceu a estes homens para escolherem viver assim? Não devia ser este o trabalho jornalístico de uma reportagem, ver as duas faces da moeda?

E quem bate à porta? Outra vez,Sr. Inverno!

Março 17, 2015

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E depois de uns dias lindos de Primavera antecipada, parece que chegou novamente o Sr. Inverno.

Este dia repleto de aguaceiros e de vento pode desmotivar qualquer um. É a cor cinzenta que esconde a luz do sol, é o gotejar constante que penetra a pele, é o frio que arrepia sentimentos. Hoje é mesmo dia de Inverno.

Talvez por isso seja um bom dia para, quando acabar mais um dia intenso de trabalho, me esticar no sofá a ouvir uma música calma e a ler um livro, tenho ainda alguns para ler daqueles que me ofereçam no Natal.

É isso está decidido. Dia de Inverno. Hábito de Inverno.

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