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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Teatro SAX-Tenor no D. Maria II

Maio 22, 2015

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Ontem foi dia de Teatro, a escolha recaiu na peça Sax-Tenor em exibição no Teatro D. Maria II.

Uma história verdadeiramente arrepiante, com uma carga dramática, por vezes mesmo trágica.

A história é simples, num qualquer degredo, num bairro dos arredores de Santiago de Compostela em Espanha, num beco de prostitutas, loucos, chulos e oportunistas acontece um assassinato de um jovem “músico” de saxofone tenor... esta é a premissa para o início do espetáculo.

Sempre debaixo de chuva, tal como lágrimas derramadas pelo jovem, ou pelo contrário refletindo a falta destas lágrimas de compaixão, a história vai-se desenrolando ao jeito de flashback durante uma entrevista ao personagem principal da peça, aquele galego que se denomina Tio Sam.

É este homem, que não pertence verdadeiramente ao bairro mas que aqui se sente bem, bêbado, gasto, mas com um coração de oiro que vai apresentando toda a história e todos os personagens.

A partir daí, nós próprios nos sentimos uns detetives, para tentar perceber quem? Quem matou o jovem sax-tenor?

Tudo isto num primeiro ato regado de mistério, onde Passarinha a prostituta mor do bairro se evidencia no meio de todos os outros, a Pranhuda, o Sinatra, o Almirante louco, o pequeno Gigante, o Judeu, Hortense a louca e velha prostituta, a Lola – filha do Judeu, Valentim que aqui é valentão.

Um grupo de personagens riquíssimo, que depois é ainda completado pela mãe e pai do morto.

Num 2º ato também misterioso e depois de desvendarmos quem matou o sax-tenor, ficará a questão e quem matou a sua mãe.

Uma história fabulosa, cheio de tristeza, tragédia, drama, loucura, amargura que todos deviam ver. Nós próprios nos podemos comparar a esses personagens, cada um é quase como que um defeito nosso ou uma nossa virtude. É isso que permite este espetáculo, analisar-mos a nossa sociedade. No final de contas, poetas e loucos todos somos um pouco!

Tenho de salientar dois pontos negativos na minha perspetiva, a tradução do texto poderia conter menos asneiras, ou alterá-las, chocariam na mesma mas não cansava. Depois os 2 polícias bêbados, ignorantes, corruptos e que buscam no fim da noite as putas deste bairro, funcionaria melhor se fossem verdadeiramente 2 homens em vezes de figuras femininas encobertas por capuzes.

Mas tenho que salientar o excelente trabalho de ator, as excelentes interpretações de Paula Mora, João Grosso e da Passarinha (não sei o nome da atriz lamento). A encenação é fabulosa, muito bem pensada e criativa, o desenho de luz ténue e sombrio é maravilhoso, o cenário está perfeito para este drama e depois os figurinos que são vistosos, adaptados, contemporâneos, são brilhantes.

É ver até final do mês.

The water Diviner - Promessa de uma vida

Abril 26, 2015

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Nos tempos passados, algures em 1900, na Austrália um homem rude e corajoso é o descobridor de aguas subterraneas no meio do deserto vermelho australiano. Ali debaixo de calor e tempestades de areia infernais educa os seus 3 filhos com força, coragem e sonhos. A magia dos contos das mil e uma noites fazem-nos voar para terras árabes em cima de tapetes mágicos.

Não foi um tapete mas uma guerra que anos mais tarde e de forma a honrar o Reino Unido que os jovens entram na Turquia para conquistar o antigo império Otomano.

Mesmo gritando as palavras mágicas, acabam á partida por morrer os 3 numa das batalhas que pôs turcos contra britânicos.

Na Austrália o desespero leva a mãe a suicidar-se num dos poços descoberto pelo pai. E sobre o leito da mulher que amava promete ir buscar os corpos dos seus filhos que se encontravam desaparecidos.

Esta é a premissa para o desenrolar desta história emocionante e fantástica, onde o advingador de águas vai também ser o descobridor dos seus próprios filhos.

Tendo como cenário a fantástica cidade de Istambul vamos sonhando e acreditando como a personagem brilhantemente interpretada por Russel.

Uma história de esperança, crença, valores.

Gostei... E para saber mais é só ir a uma sala de cinema mais próxima.

BoyHood: Cinema em Casa

Março 24, 2015

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Uma noite de cinema, desta vez em casa, sentado no sofá enquanto lá fora o vento soprava como se chegasse o fim do mundo.

A escolha recaiu sobre o tão falado filme BoyHood, que conseguiu nos festivais de cinema alguns prémios, de salientar o personagem de Patricia Arquette.

A ação desenrola-se nos Estados Unidos da América, mais propriamente em Houston e cidades vizinhas. Um ambiente texano que confere imagens bonitas e uma cor avermelhada à película. Segue-se a vida de um jovem, desde tenra idade até se tornar um jovem adulto quando entra para a faculdade.

O filme é excelente? Não. É um filme simples, como há muitos, que aborda o tema da família e do quotidiano do personagem principal. Podemos ver a sua evolução, e estudarmos um pouco a psicologia humana. Se não soubéssemos como foi rodado, e quanto tempo durou a rodagem, era um filme que passaria despercebido.

Por isso, para mim, o prémio será mesmo entregue à realização e á produção que com os mesmos atores desenrolou esta história e acompanhou a vida destes personagens ao longo de vários anos. Parabéns por isso.

Depois à atriz que arrecadou a estatueta dourada para melhor atriz secundária, saliento o empenho e a interpretação. Teve sorte, este ano a concorrência era fraca, mas valeu-lhe o discurso ao receber o seu prémio.

Vê-se, mas esperava melhor.

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