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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

As Portas que se fecham

Novembro 21, 2015

Existem momentos na vida em que pensamos que temos todas as liberdades do mundo à distância de um estalar de dedos. Há momentos depois que nos apercebemos que somos pequenos insectos levados com a força da corrente, uma corrente de ar ou de água, ou uma corrente de ideiasbe forças que nos ultrapassam. Mas quando o medo, o terror nos pode assombrar só temos de ter garra, coragem, ousadia e confiança para o futuro que está para chegar. Assim temos de estar preparados para tudo, e para nos debater contra todos. Por isso, por mais que nos fechem uma porta na cara, há que tentar a porta do lado, e se todas as portas se fecharem é ousar entrar pela janela que se mantém entreaberta. Não vale a pena desistir, não vale a pena apontar dedos aos culpado, basta arregaçar as mangas e lutar por aquilo que queremos. Por isso mesmo que se fechem mil portas eu vou continuar a lutar pela minha liberdade, pela minha felicidade, por os meus sonhos. Vou fazer o favor de ser feliz.

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Auto-de-fé é a minha próxima leitura

Novembro 10, 2015

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O único drama do Nobel da literatura Elias Canetti é a minha próxima leitura, um livro proibido pelo regime nazi advinha-se fabuloso.

Auto de fé narra a história do professor Peter Kien, erudito especializado em sinologia, proprietário da maior biblioteca privada da cidade. É no seu apartamento, rodeado de livros, que Kien se refugia, evitando todo e qualquer contacto físico e social. Misantropo, solitário, excêntrico, Kien é um ser “composto de livros”, interpretando o mundo através da sua vasta biblioteca, que transporta zelosamente consigo, armazenada no interior da sua cabeça.

O ponto de viragem da sua vida é o casamento com Teresa, a sua ignorante e ávida governanta. Expulso da sua própria casa, Kien vê-se obrigado a percorrer o mundo exterior, travando conhecimento com inúmeras das suas personagens, que o acompanharão neste seu longo exílio. Figuras sombrias, medíocres, grotescas e memoráveis como o anão Fischerte a prostituta, ou o porteiro Plaff. Pela mão destes, Kien descerá pouco a pouco ao inferno, apressando o passo para um final sublime e trágico: um verdadeiro auto-de-fé.

O teu voo, gaivota

Agosto 27, 2015

gaivotas.jpg

 

Há vidas perdidas em terras distantes,

Há minutos que correm incessantes,

Há sonhos que tornam olhos lacrimejantes,

Há gaivotas que podiam nunca ter voado antes.

 

Portanto, tu gaivota que desafias o céu, a terra e o mar,

Toma cuidado com tudo o que te quer parar de voar.

Voa em busca do bem precioso,

Que pode ser um galho, um seixo ou uma lata a brilhar.

 

Chega de ficar parada na rocha a ver as ondas a rebentar,

Chega de ficar especada a observar,

Reage, acorda e levanta voo

E assim talvez os teus sonhos consigas alcançar.

 

PMC 08/2015

Adeus África: A História do Soldado Esquecido

Julho 07, 2015

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E estou a começar a ler um livrinho novo. Um livro de João Céu e silva, escritor português e jornalista desde 1989 no diário de notícias. Este é 3º romance do autor editado recentemente, depois de em 2013 ter recebido o Prémio alves Redol com a sua obra “A Sereia Mulçumana”.

Adeus África é uma história de amor e guerra que atravessa os vários cenários de conflito colonial e regressa a Portugal com Afonso, um soldado que ficara esquecido por 20 anos na guerra da Ultramar.

“10 Novembro de 1975: ao cair da noite, as últimas autoridades militares portuguesas abandonam Angola no paquete Niassa, horas antes da independência. O atirador especial Afonso está nas praias de Porto Amboim a vigiar a chegada de centenas de cubanos e não embarca no navio português que deixa para trás uma presença de quase cinco séculos. Afonso sobreviverá à guerra civil escondido durante onze anos, até ser capturado e repatriado. O psiquiatra que o acompanha no regresso a Lisboa quer saber tudo o que lhe aconteceu durante as sucessivas comissões nos três cenários de Guerra colonial e não vai descansar enquanto não desvendar a história por detrás do soldado esquecido.

Recorrendo a testemunhos de cinco amigos e a consultas com o atirador especial para compreender o passado de quem se vai confrontar no regresso com um país tão distante do império colonial como é o Portugal de 1986, Adeus África – A história do soldado Esquecido refaz o mundo brutal dos jovens que foram combater sem saber o que lhes estava reservado – guerras em que matar inocentes e morrer em emboscadas eram situações triviais. Pelo meio, a história de amor a uma mulher que divide dois irmãos, um encontro com Che Guevara, um affaire com a jornalista francesa que encantou Salazar e muitas outras peripécias, numa narrativa baseada em factos e testemunhos reais.”

As Três Vidas de João Tordo

Junho 17, 2015

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Tempo de férias é também sinónimo de mais tempo para pôr as leituras em dia, e este ano apesar de não ter cá estado para ir à Feira do Livro de Lisboa arrecadar boas pechinchas, fui até à Livraria Barata comprar alguns dos livros Low cost da Leya.

E descobri um autor português que não conhecia – João tordo, escritor e argumentista, que já alcançou alguns feitos com Prémios nacionais como o Prémio José Saramago em 2009.

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Li “As Três Vidas” um romance escrito num jeito biográfico, mas que nada tem com a vida do autor mas sim de um personagem criado pelo próprio que vai contando a sua vida, principalmente a sua vida profissional com um grande mentalista português que vivia no Alentejo, dos seus crimes, dos seus negócios obscuros.

Depois como em todos os romances uma história de amor, por uma mulher meia aluada que vivia em obsessão pelo funambulismo.

Um livro que se lê facilmente e que nos transporta para épocas passadas de Portugal e do Mundo.

No meio de muitas personagens há priori certas e estáveis, é sobre a corda do equilíbrio que resvala todas as suas vidas.

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