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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Exodus: Gods and Kings

Novembro 09, 2015

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A história é antiga, e já foi contada de mil e uma maneiras, desde os primórdios do milénio. Ora com mais ficção, ora assente na fé de algumas religiões. O Êxodo – retrata uma história do Antigo Testamento, a fuga/ libertação do povo escravo hebreu das malhas dos faraós egípcios.

Em 2014, o realizador Ridley Scot (o mesmo do sucesso de bilheteira Gladiador) deu uma nova versão à história de Noé, focando no terror que os hebreus passavam no antigo Egito às mãos brutas e impiedosas dos seus faraós e deuses.

Moisés, interpretado por Christian Bale, é um homem. Esta podia ser a única descrição do personagem que todos nós já vimos inúmeras vezes, ou seja, é um homem verdadeiro com dúvidas, interrogações, força, coragem, um homem que foi escolhido mas que também se elegeu. Um homem que abdicou de ser um príncipe do Egito para se tornar um rei hebraico.

A narrativa é constante, recheada de momentos que chocam, principalmente a excelente abordagem das pragas do Egito. Uma excelente cadeia de consequências deixando um pouco de lado a atitude “milagreia” de Moisés.

Ora para quem não conhece a história, se é que existe alguém, aqui vai: Nos tempos do reinado de Ramsés, este de forma a controlar o crescimento da população escrava hebraica decide matar todos os filhos do povo sem terra, Moisés é largado numa cesta do rio e resgatado pela irmã do Faraó. Desde criança é criado como um príncipe do Egito, como um general desse enorme exército. Um homem que mata, que explora os escravos. Ao debater-se com a realidade foge do seu império e refugia-se junto de berberes casando com Séfora (no filme sucumbida para fora da ação).

É então na montanha sagrada que Deus, o Deus hebraico, o desafia a voltar ao Egito e a salvar o seu povo, que sofre mais que nunca nas mãos do seu falso irmão Ramsés II.

Moisés, cumpre a vontade superior e a sua própria vontade, mas o seu irmão não permite a liberdade do povo escravo. Então a única solução é fazer com que os próprios egípcios se vejam na necessidade de “soltar” os escravos e aí começa a sequência de pragas que terminam com a morte dos filhos primogénitos de todos os egípcios incluindo do faraó.

Dá-se a liberdade do povo hebreu, mas Ramsés II (interpretado por Joel Edgerton) arrepende-se e decide partir atrás dos fugitivos com uma única missão: não deixar nenhum hebreu vivo. Encurrala-os na margem do mar vermelho, mas aí o milagre mais conhecido de Moisés que separa as águas e deixa passar os hebreus salva-os das “garras” faraónicas.

Uma abordagem diferente mas acredito mais próxima de uma possível realidade.

A fotografia e a cenografia são excelentes, mantendo boa dinâmica narrativa que permite uma proximidade com o espetador.

No elenco brilham ainda nomes como Sigourney Weaver (mãe de Ramsés II) e Aaron Paul como Joshua.

Não é o melhor filme de Scot, mas reúne qualidade para os fãs do género.

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Pride

Outubro 29, 2015

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Em 1984, Margaret Tatcher encontrava-se no poder do Reino Unido utilizando políticas extremistas para conseguir recuperar o país da crise financeira em que se encontrava. Uma dessas políticas foi o fecho de muitas das minas existentes no seu território o que originou um sem número de greves por parte dos sindicatos dos mineiros.

Sem romperem greves e logo sem salários as comunidades mineiras atravessaram graves crises económicas e sociais, chegando muitos a não ter o que comer. Entretando em Londres iniciavam-se as primeiras paradas gay onde saiam à rua as consideradas até então aberrações sexuais que eram excomungadas por toda a sociedade.

Quer em Londres quer na pequena vila mineira do País de Gales o desrespeito pelos valores humanos eram exatamente os mesmos. Assim a comunidade gay decidiu criar um grupo de apoio aos mineiros de forma também a terem mais aceitação e visibilidade pública.

Conseguiram verbas significativas para ajudar as famílias dos mineiros, mas o sindicato dos mesmos sentiu-se um pouco envergonhado de receber os valores desta comunidade. Assim o grupo de jovens londrinos decide embarcar numa aventura e partir para Gales para entregar os donativos pessoalmente.

Inicialmente o caos, depois o ínicio de uma amizade que fez com que no ano seguinte a gay parade desfilasse por Londres encabeçada pelos sindicatos dos mineiros.

Uma história que nos faz pensar sobre a compreensão face às diferenças dos outros, uma história que nos permite seja qual for o caminho a lutar para alcançar os sonhos, uma história que conclui que A união faz a força. E Força é poder.

Um filme de 2014 que mistura drama, comédia e fatos reais e que nos faz passar bons momentos. Dirigido por Matthew Warchus e com interpretações de Bill Nighy, Imelda Staunton e Paddy Considine.

As críticas foram boas e por isso em breve surge uma sequela – Pride 2.

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Phoenix - O Renascer das Cinzas

Outubro 28, 2015

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Decorria o ano de 1945 na Alemanha quando Nelly Lenz uma sobrevivente dos campos de concentração nazi surge como uma verdadeira fénix renascida das cinzas. Apesar de ter escapado à morte, foi brutalmente espancada o que lhe deixou o rosto completamente desfigurado. É lene Winter que a acolhe e que cuida dela, levando-a para Berlim ajuda-a de todas as maneiras possíveis.

Após diversas cirurgias plásticas e apesar de ter pedido aos seus cirurgiões para lhe darem a própria identidade, fica diferente o que faz com que entre num processo de drama e depressão. Decide então procurar o seu marido que não vê desde o inicio da guerra, Johny, que tudo indica ter sido o próprio a denunciá-la às autoridades alemãs.

O encontro acaba mesmo por acontecer, mas o marido apesar de a achar parecida com a mulher que julgava morta, não a reconhece verdadeiramente, decide então utilizar esta mulher como sua falsa esposa para poder reclamar a herança e a indemnização correspondente. Nelly de forma a descobrir a verdade aceita o desafio de se fingir de uma mulher que é ela realmente.

A partir daí estão dos dados lançados para um arrepiante drama de Chritian Petzold, baseado na obra “Le Retour dês Cendres” de Hubert Monteihet.

Interpretações maravilhosas e desafiantes de Nina Hoss, Ronald Zehrfeld e Nina Kunzendorf que conseguiram obter em 2014 o Prémio da crítica Internacional no Festival de Cinema de San Sebastián – País Basco – Espanha.

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Mulheres nomeada para Emmy Internacional

Outubro 06, 2015

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E o que será que vão dizer os famosos críticos intelectualóides de esquerda a mais uma nomeação dos Emmys Internacionais a uma telenovela portuguesa?

Afinal a ficção portuguesa não deve ser assim tão má.

As mulheres telenovela da TVI acaba de ser nomeada para o prémio de melhor telenovela aos Emmys internacionais, ao lado de uma produção brasileira- Império exibida na SIC, a uma produção angolana que a RTP exibiu e a uma produção de lingua espanhola.

Uma coisa é certa existe 75% do vencedor falar português.

Mulheres é uma telenovela que conta a história de um grupo de mulheres e dos seus problemas diários que acabam por se unir numa imobiliária e em conjunto além do sucesso profissional conseguem atingir a felicidade pessoal. Protagonizada por sofia Alves e Fernanda Serrano conta ainda no elenco com Paula Lobo antunes, Jessica Athayde, Gabriela Barros, Maria Ruef, Susana Arrais e Sofia Ribeiro.

Se conseguirmos vencer será o 3º Emmy para a ficção portuguesa, mas a nomeação já é positiva e por isso parabéns a todas as produtoras de televisão

 

Mil Vezes Boa noite

Outubro 01, 2015

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A vida desenrola-se à frente de todos, todos vemos as mesmas coisas, os mesmos factos, os mesmos acontecimentos, mas há uns que apesar de verem não acreditam ou simplesmente não querem ver. Depois há aqueles que realmente não viram, e há aqueles que nada fazem para evitar o que estão haver. Depois existem olhares que vêm, que sofrem e que querem mudar as coisas que viram, querem fazer parte da mudança para não as ver mais.

Mil vezes Boa noite, é um filme que retrata esse desejo de mudança de ver e fazer mais do que isso. Rebecca é uma fotojornalista de renome internacional, uma das melhores fotojornalistas do mundo que se encontra permanente em cenários agrestes de guerra. Um dia na sua obsessão de captar o final trágico de uma mulher bombista no Afeganistão acaba por ficar gravemente ferida.

Em recuperação na sua Irlanda, Rebecca depara-se com um dilema de vida a escolha da sua profissão que a deixa sempre em perigo ou a sua família. De forma a aproximar-se da família, especialmente da sua filha mais velha que partilha com ela os mesmos gostos humanitários, parte para o Quénia para fotografarem um campo de refugiados.

Quando estava garantido que não existia nenhum perigo, nesse mesmo campo de refugiados surgem guerrilhas de tribos diversas e começa um tiroteio. No meio da chuva de balas, obriga a sua filha a fugir e fica no local do conflito mais uma vez em busca da realidade, do relato do real, de documentar a Vida.

Um filme dramático assinado pelo norueguês Erik Poppe, que se inspirou nas muitas experiências como repórter fotográfico (algumas obras do autor: Schpaaa e águas agitadas).

Um filme de 2014 fabuloso, mágico, intrigante e fascinante com Juliette Binoche, Nikolaj Coster-Waldau (que a maioria conhece da Guerra dos Tronos) e Lauryn Canny nos principais papeis. De destacar Binoche que é irrepreensível neste desafio.

Apenas posso concluir como Brutalmente bom.

Trailer oficial

 

Le Profs - os piores professores de França

Outubro 01, 2015

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E se uma escola secundária tiver maus resultados nos exames nacionais? A escolha acertada do ministério de educação seria reforçar e garantir a competência dos professores que lá lecionam e garantir a qualidade do ensino.

Poderia ser esta se não existisse nos corredores do ministério secretários que ambicionam o mal do ministro e que querem a cadeira do poder, aí a solução é simples: contratar os piores professores do país e coloca-los à frente dos alunos finalistas do secundário.

Esta é a premissa para Les Profs, filme francês de 2013 do realizador Pierre François Martin-La Val baseado na banda desenhada francesa com o mesmo nome.

Uma comédia que não colheu as melhores críticas cinematográficas, mas que na minha opinião é uma excelente comédia para nos divertirmos, aliás acho que seja essa a verdadeira função de um filme cómico.

A história é simples, mas está recheada de personagens fantásticas e que daria a qualquer actor muito gosto em as trabalhar. Claro que além dos alunos do liceu, em especial Boulard o repetente e indiscplinado aluno, quem realmente brilha são os “profs” – os 7 magnificos – Amina, A bonita e gostosa professora de Francês, o enigmático Maurice professor de Filosofia, o louco e desastrado Albert professor de química, o fatigado e zen professor de matemática Cutiro, o exigente e militarizado professor de desporto Eric, a doida-varrida professora de Inglês e o pretende a professor de história e apaixonado por Napoleão Polochon. Os 7 vão virar a escola do avesso mas no final…

O final pode ser surpreendente por isso deixo em aberto para quem o queira ver.

Destaque para Pierre François Martin La Val que desempenha o papel de Polochon, Christian clavier no papel de Cutiro e Isabelle Nanty na louca Gladys.

Apesar das críticas este ano vai haver sequela – prof 2.

Um pequeno trailer do filme. Divirtam-se

 

Yves Saint Laurent - o génio criador

Setembro 29, 2015

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Yves Saint Laurens com apenas 21 anos era o designer criador da casa Christian Dior, jovem, tímido mas com um génio artístico sem limites tornou-se num dos maiores criadores de moda do século passado.

YSL é um filme de 2014 realizado por Jalil Lespert que retrata a vida e obra deste criador falecido já neste século, é um ponto de vista do realizador que gerou algumas críticas especialmente dos familiares e dos grandes amigos de Yves.

Contar a história do filme é basicamente acompanhar a evolução do criador desde o seu tempo como designer da casa Dior até à criação da sua própria marca de alta costura e posteriormente do pret a porter, sempre acompanhado pelo homem da sua vida Pierre Bergé, que com a sua habilidade de gestão consegue transformar YSL num império da moda.

Assistimos aos momentos de timidez, aos momentos de inspiração e criação, às revoluções na moda e aos podres deste génio – o seu vicio em sexo, cocaína e álcool.

Todos os grandes artistas passam por momentos de fraqueza e Yves não foi exceção.

Uma história apaixonante e extremamente bem contada pelo realizador e acompanhada com brilhantes interpretações por parte do elenco.

De destacar Gulaume Gaulliere (Pierre), Charlotte Le Bon, Marie de Villepin e ainda a participação do luso-francês Ruben alves (realizador do filme de sucesso Gaiola Dourada). Mas é Pierre Niney, o jovem ator francês que interpreta Yves que brilha nesta película mostrando todo o seu talento. E prova disso é ser o ator mais novo de sempre do Teatro Nacional Francês/ Comedie Françoise.

Um bom filme para assistir nas tardes ou noites de chuva que se avizinham.

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O melhor filme português dos últimos tempos - Os gatos não têm vertigens

Setembro 02, 2015

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Há já um ano que estreou nas salas de cinema o filme realizado por António Pedro Vasconcelos Os gatos não têm vertigens e que é protagonizado por Maria do Céu Guerra e por João Jesus.

Andei para ir ver, mas não consegui, depois mais tarde tive para alugar no vídeo on demand e pensei: Se calhar não vale a pena, agora o filme já está disponível nos canais TV cine e na passada 2ª feira à noite decidi vê-lo.

Quando cheguei ao fim apenas tive uma certeza: Este é sem dúvida um dos melhores filmes portugueses dos últimos tempos.

A história e o argumento de Tiago Santos (autor do próximo filme de Leonel Vieira Canção de Lisboa) é de uma simplicidade e de uma beleza fora do comum.

Rosa (Maria Céu Guerra) torna-se viúva do seu marido sonhador e escritor Joaquim (Nicolau Breyner), e desde essa hora que se vê isolada no seu apartamento num prédio no Castelo em Lisboa. Isola-se do mundo e apenas na aparição do fantasma do seu marido, com ele continua a ter os mesmos comportamentos, a mesma relação as mesmas conversas. Talvez por este rasgo de loucura a sua família (Fernanda Serrano e Ricardo Carriço) tentam levar a velhota para um lar.

Num qualquer outro bairro degradado de Lisboa, existe Jó (João Jesus) um rapaz de 18 anos que se vê abandonado por uma mãe que não o quer, por um pai alcoólico que o espanca e abusa, e por isso isola-se também num mundo só seu – os seus diários.

Num dia de fúria Jó foge de casa e vai pernoitar num terraço de Lisboa, num terraço alto de um prédio no Castelo, na casa de Rosa. Aí tal como a um gato vadio, Rosa protege Jó.

A partir daí um sem numero de histórias repletas de uma beleza e de um bom gosto tremendo caracterizam a relação destes dois personagens.

Um filme único, um filme belo.

Este ano arrebatou nos prémios Sophia os 4 prémios principais: Melhor filme, ator, atriz e realização. E muito mais era merecido. Maria do Céu Guerra vai sublime, João Jesus na sua estreia no cinema está brilhante, o personagem de Nicolau tremendamente bem construído e a mesquinhez e maldade de Ricardo Carriço muito verdadeira.

A fotografia é fabulosa, a banda sonora arrepiante e a grande música “Clandestinos do amor” de Ana Moura é lindíssima.

A quem não viu apenas tenho a dizer que está a perder um dos melhores filmes portugueses de todo o sempre.

Mesmo no alto de um terraço não há medo, porque os gatos não têm vertigens, e este vagabundo gato escolheu o telhado de uma bondosa, genuína e fantástica velhota.

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O som de Cristal - estreou valentemente

Setembro 02, 2015

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Tenho andado ausente e por isso hoje falo de algo que já estreou há 5 dias.

O programa Som de Cristal da SIC com Bruno Nogueira e um leque de artistas de música popular portuguesa, ou mais conhecido por Pimba.

Depois do Bruno ter estado dois anos a percorrer o país com Manuela Azevedo (clã) no seu espetáculo “deixem o Pimba em paz” onde estes 2 deram uma nova roupagem a musicas consideradas pimbas de vários artistas, agora este humorista decidiu criar um programa onde seguem a vida dos artistas populares.

Em jeito de documentário Bruno Nogueira acompanha a vida, os bastidores, e aquilo que ninguém conhece da vida de alguns ar4tistas populares portugueses.

O primeiro programa estreou no sábado e contou com o protagonismo do mestre da culinária, Quim Barreiros. Vi o programa e adorei quer o conceito quer o Quim.

Em jeito divertido e cómico, o programa não está feito para ridicularizar o artista, o que seria fácil e óbvio. Chama-se a isto inteligência no humor.

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Parabéns à SIC por apostar em algo diferente e ao Bruno e seus convidados por mostrar um Portugal popular, que tantas críticas tem mas que na realidade toda a gente acaba por gostar.

Artistas como Roberto Leal, Marante, ágata, Romana e o pequeno Saul vão abrilhantar os próximos episódios desta temporada.

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Nelson Evora Campeão Mundial

Agosto 28, 2015

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Não podia deixar de parabenizar a grande vitória de ontem do Nélson Évora, que conquistou a medalha de Bronze na prova do Triplo salto dos Campeonatos do Mundo do Atletismo.

Mais uma grande marca para este já não tão jovem português, que conseguiu alcançar o seu melhor resultado da época com um salto de 17,52 metros.

Depois de ter passado os últimos anos com lesões Évora provou que com esforço tudo é possível.

E agora coragem e força no caminho para os jogos olímpicos – Rio 2016.

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