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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Roteiro da “Ville” do Luxemburgo

Junho 29, 2017

 

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Bem no centro da Europa, e de pequena dimensão ergue-se o país e grão ducado do Luxemburgo, que tem como capital a cidade com o mesmo nome. Esta foi a escolha para mais um passeio das Rotas do Mundo: Ville do Luxemburgo.

 

A cidade é pequena, está bem munida de transportes públicos, por isso aconselha-se a descobrir a cidade a pé ou nos muitos autocarros que por ali deambulam. Com base para estes dias escolhemos um pequeno hotel no bairro da Gare Central, Hotel Bristol, que nos permitiu rapidamente chegar ao centro da cidade, a ligação com o aeroporto e até a ligação via comboio até dois destinos encantados que relataremos noutra publicação.

 

Se pensa que a cidade é diminuta e não tem nada para conhecer, está redondamente enganado. É verdade que o seu tamanho facilita a mobilidade e não necessitamos de uma semana para conhecer a maior parte dos pontos de interesse, no entanto conte com dois dias inteiros para realizar esta missão (dois dias no mínimo).

 

Em primeiro lugar convém explicar que a cidade do Luxemburgo é um pouco invulgar devido às suas características geográficas. Assim podemos considerar 4 zonas da cidade: A vila Alta - o centro histórico onde predominam a maior parte dos pontos de interesse, comércio e restauração, bem como o ponto de turismo; A vila Baixa ou Grund – zona da cidade que se encontra no vale do rio Pétrusse; O bairro da Gare Central – zona a sul do rio; e a zona Norte – toda a restante cidade a Norte da Vila alta onde existem os bairros de Clausen, Pfaffenthal e Kirchberg (o famoso bairro europeu).

 

Comecemos então por mostrar algum dos pontos que visitámos e que não poderá perder ao longo destes 2 dias:

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Praça da Constituição – uma das praças principais da Cidade do Luxemburgo com 3 pontos de interesse, um deles a magnifica vista sobre o vale do Grund e os jardins da bandeira, segundo a entrada para as Casemates Pétrusse e por fim o Memorial “Gelle Fra”.

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“Gelle Fra” ou A Mulher Dourada – um memorial composto por um obelisco em forma de pirâmide com 12 metros de alture que está coroada com a já referida “gele fra”, uma estátua dourada da Deusa da Vitória da autoria do luxemburguês Claus Cito. Este memorial homenageia todos os soldados mortos que lutaram pelo Luxemburgo.

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Pétrusse Casemates ou Fortificações Pétrusse – são fortificações que datam de 1644 e que cobrem uma área de 180 hectares. São passagens subterrâneas com uma extensão de 24 quilómetros, 20 destes ainda transitáveis nos dias de hoje. Ao percorrer por estes corredores alcançam algumas das vistas mais belas do Luxemburgo.

 

Ponte Adolphe – também visível da Praça da Constituição esta ponte construída entre 1900 e 1903 com base nos desenhos do arquiteto Paul Séjourné junto as duas partes altas da vila. De cima da ponte têm umas vistas incríveis sobre as grandes áreas do Grund e os parques e jardins que rodeiam o rio Pétrusse.

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Catedral de Nossa Senhora – a catedral nasceu a partir de uma igreja e colégio jesuíta, sendo a primeira pedra “lançada” no dia 7 de Maio de 1613 baseado nos projetos do arquiteto belga Jean du Blocq. A igreja é um exemplo perfeito do estiolo gótico flamengo. Em 1870 a pequena Igreja de nossa senhora dá lugar a Catedral, mas ´so em 1935 iniciam o processo para aumentar as instalações e que ficou concluído em 1937.

De destacar as obras de arte presentes na Catedral, entre elas: os vitrais de Louis Barillet, Oberberger e Emile Probst; e a Porta que dá acesso à Cripta das tumbas dos bispos e grão-duques. O altar principal é ocupado pela estátua de Nossa Senhora, Consoladora dos aflitos, que é a padroeira do país e cujas suas celebrações são na 3º domingo seguinte à Páscoa.

 

Praça da Armas – esta praça herdou o nome da antiga Casa dos guardas do Regimento de 1685. Hoje em dia é a praça central da cidade, um local repleto de cafés, restaurantes e comércio. As estátuas de homenagem aos poetas nacionais foi aqui erigida em 1903, homenageando Dicks e Michel Lentz.

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Casemates do Bock – tal como as casemates de Pétrusse são túneis subterrâneos que percorrem o Luxemburgo, neste caso outra zona da cidade. Também com vistas impressionantes para o Grund e para o vale do Rio Alzette.

 

Praça Guilherme II – uma praça de bastante vida e cultural (com concertos ao ar livre durante todo o verão), que é dominada pela estátua equestre de Guilherme II, rei dos países baixos e fundador do Grão Ducado do Luxemburgo.

 

Palácio Grão Ducal – este palácio é um monumento histórico e uma beleza arquitetónica. A parte esquerda do complexo é a mais antiga e data de 1572 e foi mandada construir por Pierre Ernest de Mansfeld, governador do Grão Ducado, desconhece-se o arquiteto. O palácio foi embelezado com duas pequenas mas elegantes torres que serviram para falar à população.

No século 17 transforma-se e alberga o parlamento e a casa da guarda civil. No século 19 o edifício sofre remodelações de decoração e é aumentado tendo como base os desenhos do belga Bordiau, trazendo assim um estilo renascentista francês ao edifício. Hoje serve de escritório aos grãos duques e também como parlamento. É daqui que se celebra o dia nacional a 23 de junho.

 

Praça de Clairefontaine – Uma pequena praça que foi alterada em 1980 para albergar edifícios governamentais e que “ganhou” em 1990 uma estátua de bronze do escultor francês Jean Cardot retratando a Grã Duquesa Charlotte (que reinou de 1919 a 1964) e que era muita amada pelos luxemburgueses. Poderá ler-se na estátua “Mir hun Lech gaër” que significa: Nós Amamos-te.

 

Igreja do Espírito Santo – pequena mas de uma beleza extraordinária é a igreja da congregação protestante onde se destaca um magnifico portal barroco. A igreja data de 1739.

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Promenade de La Corniche – é um passadiço que percorre grande parte da vila alta e de onde se vislumbra o Grund. Ao longo desta rua são vários os edifícios com interesse arquitetónico e histórico. Situado na Promenade ergue-se também o Museu da Cidade que data do século 16.

 

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Museu História Natural e Arte – um museu situado no coração da cidade que alberga exposições permanentes de pintura, belas artes e arqueologia.

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Monumento Nacional da Solidariedade – situado na colina dos canhões bem pertinho do viaduc foi erigido em 1971 para comemorar e homenagear a vitória na Segunda guerra Mundial. Dentro do monumento foi recreado uma atmosfera de prisão e campos de concentração. Na capela uma pedra que serve de memorial a todas as vitimas luxemburguesas desta guerra. E na entrada um chama que arde eternamente.

 

Igreja de São Miguel – provavelmente a mais antiga igreja da cidade, mandada construir no século 10 pelo conde Sigefroi. Foi decorada no século 16 com uma igreja gótica. No século 17 a igreja é totalmente destruída por um fogo “lançado” pelas tropas francesas aquando a ocupação e mais tarde a mando do Rei Luís XIV foi totalmente recuperada.

 

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Viaduc – è a ponte que liga diretamente a Gare Central à Praça do Santo Espírito. Mais um local onde alcança magnifica vista sobre o Grund.

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Banco do Luxemburgo – O banco de poupanças do grão-ducado foi fundado em 1856, ocupa um edifica de relevante interesse histórico e arquitetónico datado de 1913 desenhado por Jean Pierre Koening e detém um estilo neo-renascentista francês de onde se destaca a torre principal de 46 metros. É aqui que se encontra o Museu da Banca.

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Igreja de São João Baptista – encontra-se no Grund nas margens do Rio Pétrusse conhecida pela sua torre sineira bem alta. Foi antigamente uma igreja da abadia de Münster. Alberga um interior riquíssimo em estilo barroco, um órgão do século 18 e a imagem da Virgem Negra, esculpida em nogueira e datada também do mesmo período.

 

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Grund – como já mencionado anteriormente é a Vila Baixa do Luxemburgo, que é serpenteada pelo Rio Pétrusse. Uma coleção de edifícios do século 14 povoam este bairro, transportando-nos para a idade média, era aliás exatamente nesse período que aqui trabalhavam e viviam muito dos artesãos do Luxemburgo. A água do rio contrasta com os edifícios e com os muitos jardins, parques e pequenos bosques que existem.

 

Capela de São Quirin – encontra-se no vale de Pétrusse e é a zona mais antiga da cidade que data do século 10. É um local muito importante para peregrinos devido a acreditarem que aqui existe um poder milagroso para curar doenças de olhos.

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Porta do Grund – vestígios da antiga fortaleza, foi construído por Vauban e ainda hoje serve para entrada no Grund vindo da vila alta.

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Forte Thüngen – encontra-se na zona norte do Luxemburgo, mais propriamente em Clausen, já fora do centro da vila alta e que é acessível rapidamente através da Ponte da Grã Duquesa Charlotte, é uma antiga parte da fortaleza da cidade, um forte construído pelos austríacos em 1732 e é o edifício principal de um complexo “Trois Glands”. Em frente um jardim que serve como varanda sobre o Luxemburgo. Vista impressionante de toda a cidade

 

MUDAM Museu de Arte Moderna – situado em Clausen alberga diversas coleções de arte moderna e algumas exposições temporárias. Foi inaugurado em 2006 e apresenta traços modernistas.

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Philharmonie – É a casa de espetáculos da vila do Luxemburgo mas a sua arquitetura moderna é algo também a ser observado.

 

Kirchberg – é conhecido pelo bairro europeu, aqui existem muitos edificos modernos que albergam instituições europeias. A apenas 2km da “ville” encontra espaços modernos com jardins e áreas de lazer.

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Importa referir que a maior parte dos pontos mencionados são totalmente gratuitos, mesmo a maior parte dos museus e os elevadores que acedem a parte alta da vila ao Grund.

 

Agora podes acompanhar toda a aventura no maravilhoso país do luxemburgo

O país das Montanhas Negras

Setembro 05, 2016

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 Montenegro é um pequeno país montanhoso com data de independência em 2006, após ter pertencido à Jugoslávia, situado no leste Europeu, fazendo fronteira com Croácia, Albânia, Kosovo, Bósnia Herzegovina e banhada pelo maravilhoso Mar Adriático.

Neste país pode encontrar paisagens das mais variadas, sendo que as montanhas de elevada dimensão, os lagos e as cascatas e a planície junto ao adriático serão as mais impressionantes. Assim pode subir à montanha mais alta denominada de Zla Kolata com 2534 metros, percorrer a maior praia de nome Velika Plaza (13km), nadar no lago Skadar, observar as cascatas do rio Tara (1300 metros), saborear as muitas florestas e parques naturais.

É de salientar que o Montenegro é o único país que detém fiordes no sul da Europa (Mediterrâneo).

O clima é variado na zona costeira um clima mediterrâneo com temperaturas amenas e nas montanhas um clima continental (que chega a atingir temperaturas gélidas). Um país de elevada precipitação.

Apenas com pouco mais de 700 mil habitantes, e um território considerável (13810km2) detém apenas cerca de 50 habitantes por Km2.

Apenas 43% da população considera-se montenegrina, sendo que a maioria são expatriados da Sérvia (32%) sendo maioritariamente cristã (sendo 75% ortodoxos) adotando como língua oficial o montenegrino, apesar de 50% da população só falar o sérvio.

A tentar entrar na União europeia desde a sua independência, continua a ter um aumento ligeiro na economia muito sustentada pelo turismo. Apesar de não pertencer à UE detém como moeda oficial o Euro.

A gastronomia montenegrina está bastante influenciada pela cozinha italiana e pela cozinha turca devido aos motivos históricos. Na zona costeira proliferam os pratos típicos mediterrâneos com muito peixe e frutos do mar, a norte devido ao frio e à proximidade com a Sérvia os guisados e a sopas “consistentes” serão os pratos habituais.

Como pratos típicos temos então a Kacamak: uma espécie de gnocci, Japraci: vaca e arroz, Brav u Mlijeku: Cordeiro cozinhado com leite, Popeci: bife de vitela com queijo e presunto, Cufte: almôndegas. As sobremesas ganham expressão com influências turcas e gregas com o Baklava, os pasteis de mel e nozes, e os Krempita: pasteis de baunilha.

As Rotas do Mundo passarão por Perast, Baía de Kotor, Podvgorica e Budva

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Roteiro de Viagem por Bruxelas

Agosto 18, 2016

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Guia de Viagem a Bruxelas

Bruxelas é a capital da Bélgica, pequeno país no centro da Europa, e também a capital da zona da Flandres.

Teve a sua criação no século X fundada por Carlos Magno até se transformar na metrópole de hoje em dia com cerca de 1,8 milhões de habitantes.

Durante a 2ª guerra mundial esta cidade foi brutalmente fustigada, mas depressa se recompôs e tornou-se no centro da política internacional, sendo a sede da NATO e da Comissão e Parlamento Europeu.

Uma cidade onde pode falar 2 línguas, sendo ambas oficiais, ou opta pelo holandês ou pelo francês. No entanto a língua inglesa é dominada pela maior parte da população.

Uma cidade com um clima temperado, atinge temperaturas muito baixas durante o período de Inverno ((Novembro a Março) e temperaturas amenas no Verão (Julho e Agosto). As chuvas são constantes durante todo o ano sendo com mais incidência no Inverno.

A cidade está servida por dois aeroportos, sendo o de Zaverten (BRU) o principal para ligações internacionais. A níveis de transportes são muitas as linhas de metro, elétrico, comboio e autocarro que percorrem toda a cidade e fazendo-o chegar rapidamente a qualquer local. No entanto, tem ainda a opção da bicicleta que consegue alugar em qualquer parque/ jardim por um dia ou mais, é barato e cómodo uma vez que a cidade é bastante plana e detém vias de circulação por todo o lado.

Mas afinal o que podemos ver e fazer em Bruxelas?

Bruxelas é uma cidade pequena mas com muito para ver e fazer, desde igrejas, palácios, jardins, museus, passeios, provas gastronómicas entre outros.

Vou relatar o roteiro que optei por fazer nestes dois dias de forma a conhecer o maior número de monumentos, atrações e museus possíveis. Este roteiro foi feito através de metro, bicicleta e principalmente a pé (ainda são alguns quilómetros por isso toca a usar calçado confortável e adequado).

Atomium

Uma das atrações mais turísticas e conhecidas desta cidade, situa-se na parte norte de Bruxelas portanto o metro é uma excelente opção (Linha 6 estação de Heysel). Este edifício conhecido pelas suas 8 esferas e com 103 metros de altura foi uma das obras criadas para a EXPO 58. Do topo tem-se uma vista magnifica sobre a cidade e em cada esfera poderá além de conhecer a história deste edifício, desfrutar de exposições temporárias.

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 Mini Europa/ Mini Europe

Um parque temático, situado bem ao lado do Atomium, que reproduz em ponto miniatura vários edifícios e monumentos dos países da União europeia. Com cerca de 80 cidades e 350 edifícios representados consegue rapidamente e de forma divertida conhecer um pouco da história dos países da UE.

Nota: Caso tenha interesse em visitar ambas atrações aconselho a compra do bilhete combinado, poupando uns euros que servirão para o almoço.

Basílica do Sagrado Coração/ Basilique Nationale du Sacré Coeur à Koekelberg

A basílica Nacional de Bruxelas inspirada na Sacre Coeur de Paris, detém grande imponência e dimensão. Foi construída em 1905, mas só concluída em 1969. Está situada no topo do Parque da colina de Koekelberg. O seu interior riquíssimo e repleto de vitrais vai ser do seu agrado bem como a sua inspiração Art Deco. Se tiver tempo aproveite e suba ao topo da cúpula principal, onde vai ter um “panorama” da cidade. A basílica pode ser alcançada através de elétrico mas a maneira mais simples é mesmo de metro e depois percorrer o jardim a pé (linha 1 estação Gare L’Oust).

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Igreja de São João Baptista/ Église Saint-Jean-Baptiste au Béguinage

Uma igreja modesta que detém a sua origem em 1577 no período gótico, no entanto ao longo dos tempos tem vindo a ser atualizada com novos estilos arquitetónicos. Recentemente no ano 2000 foi dizimada por um incêndio, mas rapidamente construída segundo os desenhos originais do arquiteto da Flandres Lucas Faydherbe (século XVII). Para chegar aqui o melhor será ainda percorrer umas estações de metro (Linha 1 estação Comte de Flandre).

Nota: A partir daqui pode dispensar o metro e andar sobre o seu próprio pé.

Igreja de Santa Catarina/ Église de Saint Catherine

Uma Igreja cujas suas fundações remontam a 1200, será em 1854 que se torna no que hoje é. Uma mistura de géneros arquitetónicos que misturam o românico, o gótico e o barroco. Uma igreja mais simples mas rodeada de uma praça e fontanário cheio de vida. Aqui não vai ver muitos turistas mas estar bem perto da vida local. As ruas ora dos padeiros, ora dos peixeiros, ora dos talhantes (como os próprios nomes indicam) são o sitio ideal para aquisição de produtos frescos.

Igreja de São Nicolau/ Église de Saint Nicolas

Uma pequena mas bela igreja com cerca de 1000 anos, com linhas românicas e góticas. Após os bombardeamentos franceses de 1695 foi reconstruída, e ainda podemos ver num dos seus pilares uma bala de canhão desse período. Dentro da igreja pode ver uma das obras-primas de Rubens (pintor flamenco) “A virgem e a Criança”.

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 Het Zinneke e Jeanneke Pis

Dois pontos turísticos que atraem milhares de visitantes. Het Zinneke é uma estátua de um cão que faz o seu “xi-xi” no meio da via pública (Rue de Chartreux 35) foi criada em 1998 pelo artista Tom Frantzen.

A segunda é uma fonte, considerada a versão feminina da atração mais famosa de Bruxelas Manneken Pis. Esta fonte retrata uma menina a urinar, está escondida numa ruela perdida entre esplanadas de restaurantes a abarrotar de turistas (Impasse de la Fidelité). Foi criada em 1985 por Adrien Debouverie. Diz-se que foi especialmente colocada neste recôndito local para atrair turistas aos inúmeros bares e restaurantes.

Grande Praça de Bruxelas/ Grand Place

É a praça principal da cidade de Bruxelas, além de cafés e chocolatarias de grande prestígio é nela que se encontram alguns dos edifícios mais icónicos da cidade. Pertence à Lista de Património Mundial da UNESCO.

Poderá aqui encontrar o hotel de Ville/ Paços do Concelho, único edifício que se manteve intacto nos bombardeamentos franceses de 1659, e a Câmara municipal de Bruxelas.

Como praça principal é óbvio que vai tropeçar em centenas de turistas, mas como é óbvio é um local obrigatório de visitar. Dependendo da altura do ano em que viajar poderá encontrar inúmeras exposições nos edifícios mencionados, bem como atrações especiais. Eu tive a sorte de visitar a cidade no fim de semana em que a praça se veste com o seu tapete floral.

É nesta praça também que pode visitar o museu da cerveja onde conhece a importância desta bebida por toda a Bélgica, saiba como é feita e prove os muitos tipos de cerveja disponíveis (cerca de 200).

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 Manneken Pis

A estátua mais famosa de Bruxelas é um pequeno menino de bronze que está a verter as suas águas para a bacia da fonte. Escondida numa esquina é hoje em dia um dos pontos mais importantes para os turistas. A sua criação em 1619 por Jerôme Duquesnoy. As histórias e fábulas que se contam acerca da criação desta estátua são várias mas a mais acreditada será a ironia do seu design para lembrar a necessidade de falta de água potável naquela zona (nos anos de 1600).

Hoje em dia sendo o ex-líbris da cidade, são muitas as festas e homenagens que os belgas lhe prestam. Em alturas de grandes festividades, o pequeno menino de bronze veste-se a rigor, quer de pai natal ou outro. Como curiosidade saliento que a 28 Abril de 2007 o menino vestiu o trágico típico do Minho, de forma a homenagear a comunidade portuguesa na Bélgica.

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 Galerias Reais / Galeries Royales Saint-Hubert

As galerias reais estão divididas entre a Galeria do Rei, Galeria da Rainha e a dos Príncipes, são 3 corredores de galerias e arcadas comercias cobertas no centro da cidade, bem próxima da Gran Place, construídas no século XIX. Albergam algumas das chocolaterias, lojas e restaurantes mais conceituados e caros do mundo.

Capela da Madalena/ Chapelle de La Madeleine

Uma pequena igreja do século XV com o seu estilo gótico que anexa também a capela de Santa Ana. Estes locais são geridos pela irmandade da Assunção.

Estação Central / Buxelles Gare Central

A mais movimentada estação de comboios da Bélgica, apesar de só deter 6 linhas férreas e 2 de metro. É um verdadeiro reboliço de locais e turistas que atingem mais de 55 milhões de passageiros por ano. Vale a pena passar por lá para ver o seu estilo Arte Nova e a arquitetura de Victor Horta um dos maiores arquitetos belgas desse período.

Catedral de São Miguel e Santa Gudula/ Cathédral dês Sts Michel et Gudule

Uma das maiores catedrais da Bélgica foi construída em 1047 e presta homenagem a São Miguel Arcanjo, através da sua imagem dourada e à mártir Santa Gudula, mantendo no local as suas relíquias. São estes santos também os padroeiros de Bruxelas.

Do alto do monte Treuberg, onde está situada, a Catedral oferece também uma vista sensacional sobre o centro e casco histórico de Bruxelas.

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 Parque Real/ Quartier Royal

Este quarteirão oferece-nos alguns dos mais bonitos edíficios de Bruxelas, que circudam um cuidado e verde jardim repleto de fontanários e pequenos lagos.

Para começar o Teatro do Parque/ Théatre Royal du Parc, com arquitetura de Loius Montoyer, oferece uma sala riquíssima e luxuosa para assistir a alguns dos melhores espetáculos teatrais de Bruxelas.

O palácio Real/ Palais Royal, com o seu estilo neo-clássico de 1783 é o palácio oficial dos reis da Bélgica, apesar de não ser a sua residência habitual, é utilizado para reuniões com os chefes de estado e reuniões diplomáticas. É um edifício visitável onde podemos percorrer as salas reais repletas de mobiliário faustoso, candeeiros, estátuas e pinturas de artistas mundialmente famosos. Um local a não perder.

O Palácio de Coudenberg/ Coudenberg anexo ao palácio real é local de exposições temporárias, e bem ao seu lado consegue também aceder ao Museu das belas artes/ Palais dês beaus-arts de Bruxelles, que como o nome indica é o museu que alberga muitas das obras de arte reais, especialmente da Arte antiga.

Igreja de Nossa Senhora do Sablon/ Notre Dame du Sablon

Uma igreja católica do século XV situada no característico bairro do Sablon, caracterizada pela sua fachada gótica e as suas duas capelas barrocas, bem como pelos seus vitrais do artista flamenco Michiel Coxier.

Grande Sinagoga da Europa/ Grande Synagogue de Europe

É a maior sinagoga de Bruxelas e detém o nome de grande sinagoga da Europa desde 2008, cerimónia dirigada por Durão Barroso e dois dos rabinos lideres europeus que a decretaram como centro judaico da Europa. Está inserida num edifício bizantino, e ao passar À sua porta ninguém dirá que se trata de uma sinagoga. A população judaica na Bélgica é aproximadamente de 42 mil pessoas, uma comunidade não muito extensa mas bastante antiga, uma vez que face a países vizinhos ocupados pelos nazis na 2ª guerra, os belgas albergaram e esconderam muitos judeus no pequeno país.

Palácio da Justiça/ Palais de Justice

O palácio da Justiça alberga diversos tribunais nacionais, é um dos mais importantes edíficos da Bélgica e é o maior tribunal do mundo. Foi construído em 1866 com desenhos do arquiteto Joseph Poelaert. Devido à sua dimensão e estilo arquitetónico, tendo sido o maior edifico construído no século XIX, pertence á lista de património mundial da Unesco.

Memorial da Infantaria/ Monument a la gloire de l’infanterie e Memorial da Guerra/ Brits Oorlogsmonument in Dutch

Os memoriais presta homenagem aos exércitos franceses e ingleses durante a primeira grande guerra. Estão situados na praça em frente ao Palacio da justiça.

Nota: Aqui será um ótimo local para alugar uma bicicleta e percorrer o restante percurso ou parte dele sem ser tão cansativo, uma vez que a partir daqui a distância entre locais e pontos de interesse serão superiores.

Porta da cidade/ Port de Hal

São as fortificações medievais da cidade de Bruxelas, albergam atualmente o Museu real da história e da Arte.

Praça do Luxemburgo/ Place du Luxembourg

Uma praça repleta de pastelarias de estilo francês que não deixa de ser o ponto central do bairro europeu, onde pode visitar o Parlamento europeu e perto dali a comissão Europeia.

Um bom local para lanchar ou almoçar, dependo das opções que tem tomado na escolha do percurso e da altura do dia em que visitar o parlamento europeu. O parlamento tem um edifício bonito e moderno mas é apenas um edifício com importância política. Ali bem perto tem também a Casa da história Europeia se for um europeísta ferrenho não perca a hipótese de ver a exposições permanentes, temporárias e a observar grande acervo histórico sobre a criação da Europa.

Parque Leopoldo/ Parc Léopold

Um parque ajardinado de 10 hectares com lagos e muitos bancos de jardim para relaxar, apanhar um pouco de sol ou nos tempos que correm para apanhar Pokémon’s. O jardim tem o nome graças ao rei Leopoldo e ocupa o espaço do extinto e fracasso jardim zoológico real. O parque alberga ainda o Instituto de Ciências Naturais.

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 Cinquentenário/ Cinquantenaire

O parque do cinquetenário é um complexo composto por um jardim urbano no leste da cidade e vários edifícios que datam de 1880 mandados erigir pelo rei Leopoldo II para a EXPO, e que serviu também para comemorar como o próprio nome indica o cinquentenário da independência da Bélgica. Neste complexo é de salientar o arco do triunfo do cinquentenário/ Les Arcades du Cinquantenaire, o Museu Real do Exército/ Musée Royal de l’Armée et d’Histoire militaire, Museu de Arte e História/ Musees Royaux d’art et d’Histoire, Museu Autoworld/ Autoworld musée, Pavilhão das Paixões humanas/ Pavillon des Passions humaines de Victor Horta e a Grande Mesquita/ Grande Mosquée de Bruxelles.

Nota: Este complexo é muito grande portanto se pretende visitar todos os museus reserve bastante tempo. Caso contrário opte por ver aquilo que vai mais ao encontro do seu agrado, ou simplesmente desfrute do jardim magnífico repleto de lagos, fontes e pequenas cascatas enquanto se delicia com uma Waffle.

Coluna do Congresso

Esta coluna simples datada de 1850 pelo escultor Charles Rogier, com os leões belgas a ladearem-na e a chama de fogo sempre presente representa o início da Bélgica, ou seja, o congresso que em 1830 proclamou a independência da Bélgica e a eleição de Leopoldo de Saxe Coburgo Gota como o primeiro rei belga. Do topo da coluna Leopoldo I observa a cidade.

Nota: Para a deslocalização do Parque do cinquentenário para continuar caminho aconselha-se o uso do metro pois a distância já fará ressentir as suas pernas (Linha 2 e 6 estação Rogier).

Museu da banda Desenhada/ Musée belge de la bande dessinée

Este museu, situado bem perto da praça do congresso (rue dês Sables), como o próprio nome indica foi um museu criado para dignificar os artistas de banda desenhada belga de renome internacional. Aqui poderá ter contacto com as obras-primas desses artistas como é o caso de Hergé, Franquin, Peyo, Morris, Greg, Hubinon, Roba entre outros. Para os fãs de BD saberão de quem falo, para os restantes menciono então alguma sobras emblemáticas que toda a gente conhece quer dos livrinhos aos quadradinhos quer dos posteriores desenhos animados televisivos: Tintin, Gastão/ Gaston Lagaffe, Marsupilami, Les Schtroumpfs/ Smurfs.

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Jardim Botânico/ Le Botanique

Além do grande e tropical jardim botânico repleto de árvores e plantas de diversas espécies, as colunas, fontes, estátuas e cascatas imergem do meio da natureza. Ali, naquele edíficio emblemático, que outrora fora uma estufa real, realizam-se quase diariamente concertos, exposições, teatro, palestras. Le Botanique além de um jardim ocupa um lugar multicultural na vida de todos os belgas.

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Nota: Nada melhor do que terminar estes dois dias como assistir ao pôr-do-sol neste local mágico enquanto que ascite a um espetáculo de música clássica ao ar livre.

Bruxelas é muito mais do que monumentos, palácios e museus. A gastronomia é riquíssima e por isso nada melhor do que esquecer a dieta. Onde e o que deveremos provar?

Devida à sua localização no centro da Europa, e devido à sua importância política europeia e mundial, a Bélgica sofreu na sua gastronomia uma influência variada da França, Alemanha, Holanda e mais recentemente de culturas árabes, além das raízes da zona de Flandres e Valónia.

Apesar de uma costa diminuta, o peixe e o marisco é sem duvida uma grande influência nos pratos belgas, considero mesmo o Mexilhoes/ Moules frites como o prato da nação. No entanto, os mexilhões além de acompanhados com batata frita poderão ser servidos de mil e uma maneiras. O Waterzooi, é outro dos pratos típicos e caracteriza-se por ser um guisado de peixe ou de galinha. Depois temos a batata frita, em todas as esquinas se encontram as fritarias, onde saem milhares de cones de papel cheios de batatas fritas para irmos “picando” enquanto caminhamos.

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Depois temos ainda os queijos, tal como em França, que neste caso saliento a importância do Limburger, que se vende em todas as mercearias, charcutarias ou queijarias.

Por fim as sobremesas e doces. Conhecido no mundo inteiro o famoso chocolate belga, que é reconhecido pela sua extrema qualidade e pureza de cacau. As marcas são muitas e as chocolatarias com produção artesanal estão ao alcance de todos (desde que a carteira vá bem recheada). Outro dos doces de eleição, de preço acessível e que está ao dispor também em todos os locais são as Waffles, ora simples, ora cobertas com chocolate e fruta, ora cobertas com chantili, cremes, natas, chocolates e praliné.

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Por fim a Cerveja é eleita a bebida de eleição, são muitas as marcas, e mais ainda os sabores que cada marca oferece. Vá ao museu da cerveja ou procure uma prova de cervejas. Vale a pena. Na minha opinião a cerveja Leffe, Kriek e LA Binchoise são as melhores.

Para provar algumas destas iguarias basta andar pelas ruas de Bruxelas e em qualquer esquina ou rulote compra um cone de batatas fritas ou waffles , que para mim são melhores do que nas pastelarias de topo.

Depois temos mil e um restaurantes ao dispor de cada carteira, sendo que fique certo que os preços baratos e económicos não existem num restaurante de “faca e garfo”.

Bruxelas sem dúvida que é uma cidade a visitar. Portanto não fique em casa e parta a descoberta.

Esta foi a minha Rota em Rotas do Mundo. Sabem, Aqui me encontro.

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