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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Descobrir Portugal: Montemor-o-novo

Janeiro 27, 2017

E começou a primeira aventura de Descobrir Portugal por terras alentejanas. O primeiro passo para conhecer o que temos de belo e bom pertinho de nós. Depois de mais uma sexta-feira de trabalho, partir de Lisboa em direcção a Montemor-o-novo, pequena cidade centro alentejana que apesar do pouco desenvolvimento e da pouca população é um dos maiores municípios portugueses em área geográfica. Aproveite o contacto com as simpáticas gentes, a simplicidade da cidade, a brancura das casas, e o avistar dos telhados e janelas rodeadas de azul. Depois suba ao principal ponto turistico da cidade, o castelo de Montemor. Vá até ao centro de interpretação ou às belas igrejas. O frio deste Inverno agreste que queima a pele, mas o por do sol lindo que aquece a alma. Depois da breve paragem as rotas do mundo partem a direcção a Évora.

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Descobrir Portugal : Alentejo Central

Janeiro 27, 2017

Começa hoje o primeiro capítulo de Descobrir Portugal, uma serie de roteiros pelos mais bonitos locais deste nosso pedacinho de terra. Este primeiro post vai ser sobre o Alentejo Central, mais propriamente sobre o concelho de Évora. Vou partir à descoberta das planicies alentejanas, das suas tradições, da sua gastronomia, da sua arquitectura, das suas paisagens, dos seus monumentos mais emblemáticos. Rotas do mundo por Portugal

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Rotas do Caminho Português de Santiago

Junho 01, 2016

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Este pequeno diário não pretende ser um guia do Caminho Português para Santiago, muito menos ensinar alguma coisa sobre ele. Vou tentar retratar as experiencias que passei, as pessoas com que me cruzei e as varias historias com que fui presenteado. Os sentimentos, as emoções, os cheiros e os sons, esses serão impossíveis de descrever na sua plenitude, no entanto ficarão sempre guardados na minha memória.

Para quem pensa que fazer este Caminho é uma ousadia só ao alcance de alguns, deixo aqui uma frase de Fernando Pessoa que poderá faze-lo mudar esse estado de espírito: “Tudo é ousado para quem a nada se atreve”.

Espero que este roteiro desperte em quem o ler a vontade de fazer este Caminho. Será uma viagem que por certo irá recordar para sempre.

 

1º DIA - 26-09-2015 - Lisboa – Ponte Lima

Este Caminho não começa hoje. A ideia de fazer o Caminho para Santiago é uma vontade que cresceu ao longo de 1 ano. Até aqui várias coincidências foram acontecendo que reforçaram a ideia de o fazer.

Eram 7h22m da manhã, a 145km, seguimos em direção a Nine. A vontade de começar esta aventura é muita. Pela janela do comboio a paisagem passa por nós a grande velocidade, o que nos faz desligar do Mundo e tentar compensar as horas de sono em falta.

Tudo muda, quando apanhamos o comboio inter-cidades que faz a ligação de Nine a Viana do Castelo. Deixámos o conforto dos acentos do Alfa Pendular e passámos para o desconforto dos acentos rudimentares do inter-cidades. No entanto a paisagem lá fora faz-nos esquecer este pormenor. A velocidade do comboio permite desfrutar a beleza da paisagem do Norte de Portugal. As vinhas espalham-se pelas encostas como se de uma organização arquitetónica se tratasse.

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 Conseguimos, agora, ver o nome das estações por onde passamos assim como a sua arquitetura, o que nos faz recuar na história dos caminhos-de-ferro em Portugal.

 A ligação entre Viana do Castelo e Ponte de Lima é feita de camioneta.

A chegada a Ponte de Lima, perto das 13h.30, é feita com entusiasmo e alguma apreensão, afinal de contas é aqui que começará a caminhada. Depois de almoça e de fazer uma visita turística pela vila, juntamente com a Alexandra e a Paula fomos tratar do nosso alojamento.

A primeira noite foi feita no Albergue de Ponte de Lima. Dormir num quarto com mais 18 pessoas é uma experiencia nova para quem não foi à tropa.

Uma vez que fomos dos primeiros a chegar podemos ter contacto com alguns dos peregrinos que já vinham alguns dias no seu caminho. O cansaço visível na cara das pessoas, o coxear, os pensos e remendos nos pés, deu-me logo uma perspetiva do que se avizinhava nos dias seguintes.

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Neste dia retenho a frase de um casal português quando se referia às bolhas nos pés nesta caminhada: “ A maior bolha está na nossa cabeça”.

Percebi a mensagem que queriam passar. Tudo está na nossa cabeça. A força física por si só não me ia ajudar a fazer este caminho, iria ser necessário a maior das forças, a força mental e pensei:

“Durante o caminho irás passar por 3 etapas: A etapa onde tu simplesmente caminhas, afinal de contas, é para isso que aqui estás; A etapa onde o cansaço se começa apoderar de ti e onde vais continuar até à exaustão; Por ultimo a etapa onde tu superas a exaustão e entras no Caminho”

 

27-09-2015

Ponte Lima - Cerdal

Eram 6h30, o dia começa cedo, pensei eu. Quando acordei reparei que algumas pessoas já tinham saído do Albergue e iniciado a sua caminhada e as que ainda tinham ficado estavam já numa fase avançada na sua preparação.

Tratei de me preparar o mais rápido possível, arrumar tudo dentro da mochila e dar inicio à minha aventura. O pequeno-almoço foi tomado no café ao lado do albergue e daí parti juntamente com a Alexandra, a Paula, o João, o Luís e o Miguel.

O estipulado por nós era fazermos no primeiro dia 18km, distancia que separa Ponte de Lima de Rubiães. Posso confessar que esta viagem não foi programada ao pormenor e as pesquisas sobre o caminho foram poucas ou nenhumas; não sabia que caminho iria percorrer, nem muito menos qual o tempo que iria demorar a percorrê-lo. A única coisa que ficou alinhavada em Lisboa era em quantos dias iríamos fazer o Caminho e as respetivas etapas. Acho que para ser uma aventura o melhor é ir mesmo à descoberta e foi assim que iniciamos o Caminho.

Há dias na vida que nunca mais esquecemos, este irá ser um deles. Comecei por tentar assimilar tudo aquilo que me rodeava, procurando fazer parte do Caminho e não deixando que o Caminho passasse por mim.

Os primeiros quilómetros são suaves percorridos pelo meio de quintas e vinhas, como nos preparando para a chamada “etapa rainha” do Caminho. Aqui nos despedimos do nosso companheiro João que num ritmo mais lento fez o seu próprio Caminho.

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A Serra da Labruja será o primeiro obstáculo a ser ultrapassado. Esta serra tem tanto de belo como de intransitável. A sua elevada inclinação e as pedras que temos que ultrapassar faz-nos começar a conhecer os nossos limites e saber ultrapassa-los. O cimo da serra dá-nos a recompensa merecida, a paisagem faz-me ganhar todo o folgo perdido na subida. Aqui em cima senti-me livre, de braços dados com a Natureza como se fosse parte integrante da serra. Como depois da tempestade vem a bonança, o trajeto até Rubiães foi a descer.

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Antes mesmo de chegar a Rubiães parámos num café/roulotte onde podemos celebrar a primeira prova superada. A selagem foi feita com um brinde ao sabor de minis Sagres.

Passamos por Rubiães em ritmo de cruzeiro, parando só para carimbar o passaporte do caminhante. Seguimos em direção a Valença. O caminho começa novamente a subir mantendo-se nesta toada durante vários quilometros até à Capela de S. Bento da Porta Aberta. Maioritariamente campestre e florestal e com vários percursos empedrados, esta etapa lembra as estradas romanas. Passámos por vários cursos de águas e pontes romanas.

Antes de começarmos a subir novamente parámos para comer alguma coisa junto ao rio. Aí conhecemos uma nova peregrina a Ana. Uma rapariga de Carcavelos que caminhava sozinha desde sua casa, pretendia chegar a Finisterra, passando claro por Santiago de Compostela. Uma rapariga de coragem, por certo com grandes aventuras para contar.

Uma vez que passámos Rubiães intenção neste dia era chegar a Valença, mas o cansaço de cerca de 9 horas a caminhar, a habituação à mochila e a Serra da Labruja tornou isso impossível. A 8 km de Valença parámos num Albergue à beira do Caminho. Chama-se Quinta Estrada Romana. Fomos recebidos pelo seu dono - o Jeff.

O Jeff é um antigo jornalista Canadiano, que depois de ter sido correspondente na Rússia, na China, no conflito Israelo-árabe decidiu vender as suas casas no Canadá e em Londres e construir este albergue.

Como ele diz, “durante muitos anos andei pelo Mundo, agora é o Mundo que vem até mim”, numa alusão aos peregrinos de todo o Mundo e das histórias que eles lhe trazem. O Jeff lavou-nos a roupa e deu-nos jantar.

Slide5.JPGAo jantar juntaram-se mais 3 peregrinos, duas brasileiras e um checo. Respirava-se um bom ambiente e a conversa fluía com a troca de histórias. A história do Yang é impressionante. Caminhava em direção a Fátima. Vinha da sua terra natal, a poucos quilómetros de Praga. Saiu dia 18 de Abril de 2015 e já levava quase 4.000km nas pernas. Nesta altura todo o meu cansaço de um dia passou a ser irrisório no meio disto: As pessoas não são magnificas, são sim inspiradoras.

 

28-09-2015

Cerdal - Porriño

Hoje o dia começou pelas 6.30h da manha, a preparação das mochilas e a vestimenta já faz parte do no nosso dia-a-dia. O pequeno-almoço foi tomado no Albergue. Às 7.30h começou a nossa caminhada, com a companhia de duas novas caminhantes, a Luciane e a Carmen.

Seguimos então em direção a Valença com o objetivo de ver até onde as nossas forças nos levavam. A partir deste dia qualquer planeamento que se tenha feito da viagem deixou de fazer sentido. Acho que hoje começámos a deixar que o Caminho nos leve.

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 Passamos pela Praça-Forte de Valença, percorremos as muralhas da Cidade, passando de seguida a ponte metálica sobre o Rio Minho que nos encaminha até Tui – Espanha. A travessia desta ponte toma maior significado pois entramos noutro País, o que traduz algumas alterações, tais como idioma, a gastronomia e as tradições. A partir de hoje deixamos de desejar um “Bom Caminho” para passarmos a desejar um “Bon Camiño”.

Em Tui atravessamos as ruas medievais do Burgo que nos leva em direção à Catedral. Um local magnífico que merece sempre uma visita. Aproveitámos para nos sentarmos nas escadas da Catedral e abastecermos o estômago com alguma coisa. Por aqui deixámos a Carmen. Ela caminhava sem mochila, pagava um serviço de transporte de mala até a próxima localidade, teve de tratar do próximo transporte.

Continuámos a nossa caminhada, passando um percurso de estrada, entrámos em paisagens de bosques acompanhados por pequenos riachos.

Enquanto fazíamos uma pausa para aliviar as costas e os pés a Carmen passou por nós. O Albergue de Tui estava fechado e só abria às 15h então ela decidiu seguir sozinha até Porriño.

Voltámos mais à frente a encontra-la mas desta feita em sentido contrario. Só lhe conseguiam entregar a mochila no dia seguinte. Lição do dia: Não esperes que os outros carreguem o que é teu. Sempre que dependeres de alguém para fazer o teu dever, estás bem lixado.

Pelas 14h parámos num café para restabelecer energias, beber umas cañas e comer umas sandes de presunto. Reparei num jovem, sozinho, sentado ao balcão munido de tecnologia avançada a beber uma caña. Convidei-o a juntar-se ao nosso grupo. O Kim é um jovem Sul Coreano que há 5 anos que andava para fazer o Caminho. Este ano decidiu fazê-lo sozinho.

A partir daqui iríamos percorrer uma enorme e extensa reta de asfalto, atravessando um Parque Industrial. O progresso aqui “matou” a história, ou melhor, fez outra história do Caminho. O fresco dos bosques foi substituído pelo calor das fábricas, a ausência de sombra é uma constante, e o caminho empedrado da antiga estrada romana foi substituído pelo alcatrão quente.

A estrada não tinha fim e não havia maneira de chegarmos a Porriño onde iríamos pernoitar. O asfalto deu cabo de mim, a roupa colava ao corpo e o calor do alcatrão fazia-se sentir nos ténis e pés.

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 Chegados à Porriño encontrámos uma cidade em festa. Depois de banho tomado e mazelas remendadas fomos jantar. O grupo estava agora reduzido a mim, à Paula, Xana, Miguel e Luciane, o Kim tinha seguido sozinho até Redondela. Amanhã continuaremos a nossa caminhada. Onde irei parar não sei, como diz o Jeff: “o caminho é que me escolhe.”

 

29-09-2015

Porriño - Arcade

O dia começou com 1 hora de atraso, resultado do fuso horário e respetivo atraso no despertador. Saímos de Porriño em direção à localidade de Mos, respirou-se fundo porque o caminho fazia-se sempre a subir.

Passámos pela Igreja de Santa Eulália, pelo Palácio de Mos e continuámos a subir até ao Monte de Santiago de Anta.

Ao longo dos dias várias foram as mensagens de força e encorajamento, no entanto gostaria de destacar a mensagem de uma amiga que naquela altura que a recebi foi como tivesse tomado um energético ou “atestado” o deposito para o resto do dia: “Nada existe tão alto que o Homem, com a força de vontade, não possa apoiar a sua escada”. É verdade, com força de vontade e querer conseguimos, sem dúvida, superarmo-nos.

A paragem para almoço foi feita na cidade de Redondela. As paragens para almoço, caso sejam extensas, podem ser um dos teus inimigos no Caminho. As tardes nunca são como as manhãs, são sempre mais dolorosas, onde o cansaço se apodera sempre do teu corpo e começas sempre a fazer contas de cabeça. Faltar 3km para qualquer coisa significa sempre mais 1 hora de caminhada.

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 A saída de Redondela é feita pela capela das Angustias, passa-se a ponte sobre o caminho-de-ferro e entra-se numa zona de árvores, subindo até ao Alto da Lomba, um local com uma vista deslumbrante sobre a ria de Vigo.

De seguida começamos a descer suavemente até Arcade.

A chegada a Arcade foi feita em esforço. A cara das pessoas refletia isso mesmo. Antes de sabermos se havia dormida ou se teríamos que continuar a caminhar o chão serviu-nos de assento e nem as malas foram tiradas das costas. Nesta altura a mochila e o seu peso já era um complemento do nosso corpo.

Neste dia passámos a parte do caminhar por caminhar e entrámos na exaustão. Sabia que esta exaustão não iria simplesmente desaparecer, mas daqui para a frente iria entrar na terceira fase do Caminho.

 

30-09-2015

Arcade - Briallos

Saímos de Arcade ainda de noite. O pequeno-almoço foi tomado num hostel ao lado da nossa pensão. Com o dia a nascer entrámos num dos troços mais bonitos do Caminho. Atravessámos as ruelas empedradas de Pontesampaio, descendo até ao Rio Ullo. Apanhámos o nascer do sol enquanto atravessámos a ponte sobre o Rio Ullo. O cenário com que nos deparámos é de rara beleza. Atravessámos a encosta da Conicouba e uma paisagem agrícola que se estende até á estrada de Pontevedra.

Neste momento, melhor que encontrar um Bar para beber umas cañas e refrescar, só mesmo encontrar uma Farmácia para reabastecimento dos “remendos”.

Perdi a noção dos dias, não sei quantos dias levo de Caminho, nem que dia da semana é. Não pensei que isto fosse possível acontecer, mas a verdade é que aconteceu. Apesar de não ter noção do tempo, sinto que estou a viver o momento: o que me faz sentir vivo.

O que nos “ mata” nos nossos dias é o relógio. Somos reféns deste pequeno aparelho e acabamos por viver em função dele. Tudo na vida real é feito com horários. O Caminho tem esse dom, permite-nos viver livres de horários.  

Atravessámos o centro histórico de Pontevedra, que tem origens medievais, passando pela Igreja da Virgem Peregrina, cuja planta é em forma de Vieira. Trata-se de um dos pontos de referência para as devoções dos peregrinos. Passámos pela ponte milenária de “O Burgo” que atravessa o Rio Lérez.

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O almoço hoje foi feito em género de pic-nic à saída de Pontevedra, momento aproveitado para restabelecer forças e reabastecer as garrafas de água. Deixámos agora de caminhar em cidade e voltámos aos campos agrícolas e florestas até chegar a Barro. O passo a que caminhámos é lento mas nada que nos preocupe. Como diz uma famosa frase local: Una tortuga conocemejor el camino que una libere.

Até Briallos fomos alternando a paisagem entre caminhar em estrada nacional e caminhar pelo meio das vinhas. Escusado será dizer qual o cenário é aproveitado para tirar fotografias. Chegados a Briallos, o nosso dia já leva cerca de 10 horas de caminhada e nesta pequena localidade encontra-se o ultimo albergue antes de chegar a Caldas de Reis. É notório que ali vamos ter que ficar, quer seja no albergue quer seja no chão. Não há força para mais.

Chegados ao Albergue, parecia que tínhamos encontrado um sítio abandonado. Fomos recebidos por um peregrino que nos encaminhou para os dormitórios e disse “estejam à vontade”. Tudo aquilo era no mínimo estranho, mas com o cansaço do dia, nada disso importava. Tem cama, tem casa de banho, então ficamos.

Depois de instalados enquanto esticava as pernas fui presenteado com mais uma história de um peregrino. Trata-se do senhor José António Garcia, pescador de 65 anos, há alguns anos atrás a embarcação onde seguia, na pesca do bacalhau nos mares da Noruega, naufragou tendo morrido 16 dos 17 tripulantes. O dia 1 de Janeiro de 1999 mudou a sua vida. Somente o Sr. António Garcia escapou a este acidente, os minutos que permaneceu nas águas da Noruega foram decisivos para a sua vida. A promessa feita à Santa Padroeira dos marinheiros, Virgem Carmen foi percorrer todos os caminhos peregrinos que o levem a todos os santuários, de todas as religiões do Mundo. Atualmente leva 105.000km nas pernas.

Estava na hora de ir arranjar alguma coisa para jantar. Estamos em Briallos, uma localidade onde não existem restaurantes, os cafés estão fechados e a única coisa que está aberta é uma pequena mercearia. Chegados ao local o pensamento que me ocorreu foi “hoje não há jantar para ninguém”. A mercearia resumia-se a uma única prateleira. Lá conseguimos encontrar um pacote de massa, umas latas de atum e uma tablete de chocolate. Lá seguimos nós para o albergue para jantar o que havia.

Nesse dia conseguimos do pouco fazer o muito, do simples fazer o luxo e o que parecia ser uma noite de pesadelo transformou-se num banquete divertido e até musica conseguimos arranjar (milagre dos smartphones).

O Caminho também é isto. São as pessoas com quem nos cruzamos, as histórias que ouvimos e as experiencias por que passamos.

 

01-10-2015

Briallos - Padron

Hoje levantei-me e não conseguia descobrir um ponto do corpo que não doesse, no entanto esta preocupação não dura muito tempo pois só temos uma solução, continuar o nosso caminho. Ainda faltava caminhar 5km para encontrar um local para tomar o pequeno-almoço.

Começámos a caminhar ainda de lanternas ligadas. Se o cansaço à chegada a Briallos era muito, a noite de descanso não parece ter ajudado a curá-lo.

A Luciane e a sua boa disposição, típica do povo brasileiro, foi a lufada de ar fresco que nós precisávamos para começar a ganhar ritmo. A música que ela inventou só faltava ser acompanhada com o ritmo de samba.

Desta forma pelo meio de vinhas e de pequenas aldeias seguimos em direção a Caldas de Reis. Chegados a esta cidade parámos logo para tomar o pequeno-almoço, junto á ponte do rio Umia. Esta jornada tem a particularidade de levar-te a Padron que é onde começa a última etapa antes de chegar a Santiago. Mas antes disso ainda iríamos passar por 2 montes e 3 rios.

Depois de percorrermos Caldas de Reis entrámos numa subida, por entre prados e bosques, que nos leva à povoação de Carracedo. Aqui aconteceu a surpresa do dia. Fomos convidados a entrar na creche da aldeia e interagirmos com as crianças. O projeto desta escola é no mínimo inovador, pelo menos para mim. Os peregrinos são convidados a entrar na sala de aulas, a participar nas atividades escolares juntamente com o resto das crianças e a falar sobre o seu país ou cidade. O intuito é dar a conhecer às crianças que o Mundo não é só a aldeia onde vivem e que existem culturas, pessoas e países diferentes daquelas com que estão habituadas a conviver.

O final deste convite inesperado foi selado com uma foto de grupo e com uma imagem que jamais se poderei esquecer: as crianças à janela da escola a despedirem-se e a desejar um “Bon Camiño”.

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 Continuámos o nosso caminho por entre florestas, onde podemos encontrar alguns moinhos de água, algumas subidas até começarmos a descer para Pontecesures. Aqui parámos para almoçar. A fome era muita, mas nada que o menu peregrino não resolva. Dois ovos estrelados, duas cañas, salsicha e batata frita fazem as delicias de qualquer um.

Já não faltava muito para Padrón. À chegada à cidade passámos pelo monumento alusivo às senhoras responsáveis pela apanha dos famosos Pimentos Padrón. Caminhámos até ao centro da localidade com o intuito de arranjar alojamento. Chegados à ponte podemos avistar no cimo a Igreja e uma quantidade de ruelas para visitar.

Depois de alojamento garantido e banho tomado fomos descobrir um pouco mais sobre Padrón e a sua história. Visitámos a Igreja de Santiago onde nos foi contada a lenda da chegada dos restos mortais de Santiago a Padrón.

“A chegada de Santiago Maior, proveniente da Terra Santa, é o ponto de partida da tradição Jacobeia. Desde que os seus restos mortais foram levados para Santiago Compostela, Padrón tornou-se o início da rota até ao sepulcro para os peregrinos que chegam por mar. A barca que transportou o corpo do Apóstolo foi presa ao antigo “O Pedrón”, pedra romana situada no cais para prender os barcos, que deu origem ao nome do concelho (Padrón).”

De seguida percorremos as ruas e ruelas de Padron até encontrar um local para jantar. Amanhã será a última etapa do Caminho. A vontade de chegar a Santiago é grande, mas o sentimento desta aventura não acabar é ainda maior.

 

02-10-2015

Padron – Santiago Compostela

Quem fez estas etapas todas, já percorreu tantos quilómetros por caminhos de terra, pedras e asfalto não pode desistir agora. Sabemos que o cansaço, as bolhas e as dores no corpo continuam a massacrar, mas continuamos ligados à “ficha”, à “ficha” de adrenalina de estarmos a viver esta aventura.

Acordámos cedo para aproveitar bem o dia. Esta etapa não será o fim, mas o início de um novo começo. Até Santiago Compostela aguarda-nos uma caminhada de 5 horas, sem haver grandes paragens. A etapa começa com um troço suave onde cruzámos campos e pequenas aldeias rurais. No entanto não se chega a Santiago sem antes ter que fazer duas grandes subidas. A 3 km da cidade de Santiago, no cimo de um dos montes, conseguimos avistar pela primeira vez a Catedral de Santiago. Depois de tantos quilómetros percorridos ali está um dos motivos deste Caminho.

Na cidade a paisagem rural que nos acompanhou ao longo da etapa é substituída pelas avenidas movimentadas e congestionadas de pessoas. A presença de outros peregrinos que chegam de outros tantos caminhos é uma constante, encaminhando-se toda a gente para um só lugar, a Praça da Catedral de Santiago.

Chegar a este local é sinónimo de emoção e descarregar de toda a adrenalina de uma longa viagem. Sentar no chão da praça contemplando tamanho monumento, apreciar a chegada, entre choros e abraços, de outros peregrinos e olhar para trás, tentando num curto espaço de tempo resumir esta viagem é um sentimento único, que não se descreve, nem se explica, simplesmente vive-se.

A chegada a Santiago de Compostela pelas 13.30 permitiu fazer um almoço com tudo o que tínhamos direito. O momento foi animado, como seria de esperar, com muitos brindes e saboreando a gastronomia local. O resto da tarde foi passado a visitar a cidade, recolher o diploma do Caminho e tratar de alojamento.

No fim do dia fomos assistir à missa do peregrino, um dos momentos ímpares deste dia. Uma cerimónia carregada de simbolismo, onde tive oportunidade de pedir por todos aqueles que vieram comigo na mochila. Durante a missa a bênção dos peregrinos, através de um fumeiro gigante é um ritual com muitos anos e que torna aquele momento ainda mais especial.

Á noite, já deitado na cama, senti-me como se tivesse a desligar da ficha deixando que todo o cansaço, de uma longa caminhada, me vencesse.

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Na verdade a chama que me ia dando força todos os dias tinha-se apagado, afinal de contas a razão para ela se manter acesa tinha terminado.

O dia seguinte será de regresso a Lisboa, na minha opinião, uma nova etapa do Caminho. Nos próximos tempos vamos sentir os efeitos desta viagem em nós.

 

Por Hugo Veloso

Por Terras de Idanha e seus Adufes

Março 14, 2016

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 Esta pequena vila com os seus 2100 habitantes está situada na região centro do nosso país, mais propriamente na sub-região da Beira Interior sul, ou seja n Beira Baixa, distrito de Castelo Branco. Idanha-a-Nova é a sede do quarto município mais extenso de Portugal continental, mas que conta apenas com cerca de 9720 habitantes, rodeado a norte por Penamacor, a oeste por Castelo Branco, a noroeste pelas cerejas do Fundão e a leste e sul por Espanha, daí as suas raízes raianas,

A bela vila conta com tradições bastante antigas, quer a nível patrimoniais (onde podemos ver o património arquitetónico como o de Monsanto – uma das aldeias mais antigas do nosso país), quer a nível gastronómico e cultural – por isso em 11 Dezembro de 2015 Idanha-a-Nova é considerada pela UNESCO Cidade da Música.

A apenas 286km de Lisboa, os idanhenses ou egitanenses, como também são conhecidos, esperam por si com a sua excelente gastronomia e um mundo de afetos.

A história de Idanha é bastante antiga, não se reconhecendo com precisão, mas julga-se que remonta a 1187 com a construção do seu castelo. Mais tarde em 1206, o rei D. Sancho I atribui-lhe o título de vila.

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Mas Idanha não é apenas uma vila, pelo contrário, Idanha-a-Nova é a freguesia das aldeias históricas que por perto se edificaram. Cada uma com as suas características, são ótimos locais para descobrir.

Idanha-a-Velha, fundada pelos romanos em finais do século I AC, resistiu às invasões dos povos germânicos, quer com os suevos, quer com os visigodos, que a tornaram num bispado. A este período remete uma das suas lendas mais conhecidas, a do Rei Wamba.

Monsanto nasce no alto de um monte, onde os templários construíram uma cerca com uma torre de menagem. Mais tarde acrescentam-lhe dois recintos desnivelados, um deles com cisterna e a Igreja de Santa Maria, outro com a porta do recinto. Fora de muros destaca-se o amontoado de casebres primitivos e a capela de São Miguel, pequeno tesouro de arquitetura românica. Do cimo da Torre do Pião avista-se todo um Portugal e uma planície espanhola.

Além destas aldeias seculares tem muito para descobrir no património de Idanha.

Um património riquíssimo que começa logo nas suas paisagens e geografia. Elegemos os Canhões Fluviais do rio Erges, ou a falha do Ponsul, onde nas águas cristalinas e gélidas pode nadar e deliciar-se aproveitando um verão quente raiano.

Consegue ainda apreciar as Minas de Segura ou descobrir o vasto Parque Iconóligico de Penha Garcia. Onde as aguás das barragens de misturam com os íngremes montes e montanhas.

É também nesta freguesia que poderá entrar no Parque Natural do Tejo Internacional, onde predominam sobreiros, azinheiras e salgueiros ao longos dos rios. Ainda pode avistar lontras europeias, gatos bravos, veados vermelhos e ginetas bem como as raras cegonhas-pretas que por aqui nidificam.

Mas o património de Idanha-a-Nova não é só natureza, é também museológico onde alberga vários museus que refletem a história e as tradições desta vila à beira Espanha.

O museu do Paelozóico é um destes casos, onde consegue apreender toda a história deste período. Depois temos museus que refletem muito as tradições e a agricultura desta região: o complexo moageiro de Penha Garcia, o Centro cultural Raiano e o Núcleo do Azeite de Proença-a-velha.

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Mas acima de tudo Idanha é conhecida pelas festas tradicionais e romarias seculares, destacamos a Romaria de Nossa Senhora do Almortão, Festas das Cruzes, Romaria de Santa Catarina de Sena e claro, as muitas festas pascais.

Aqui festeja-se a Páscoa como em poucos locais do mundo, desde procissões noturnas ou diurnas, grandes festas religiosas, num misto de rituais e cânticos populares. É já visível o crescimento do numero de turistas portugueses e estrangeiros nesta altura do ano.

Tradições como os madeiros de Dezembro que ardem em frente às igrejas de cada povoação enquanto que o povo canta as alegres canções natalícias populares, e as Festas do Espírito Santo são algo que não pode perder.

Em todas estas celebrações não pode faltar o adufe, uma espécie de pandeireta ou tambor feita de madeira e com pele animal que tocam no alto de um dançar de mãos da adufeira.

A Gastronomia é outro dos pontos fortes desta região, com pratos simples mas que trazem consigo o gosto milenar de gerações passadas, destacamos a Sopa da matança, a caldeirada de borrego, o ensopado de javali, pernil de javali, arroz de lebre, borrego assado no forno, uma panóplia de enchidos, chouriços, morcelas e buchos, queijos de cabra ou ovelha e espargos silvestres. Não esquecendo que facilmente ainda pode degustar estes petiscos cozinhados lentamente em fornos a lenha.

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E são nesses mesmos forno que nascem alguns dos doces mais conhecidos desta região como os borrachões, broas de mel, bolos de leite, esquecidos, bolos de azeite e bolo doce da Páscoa.

Mas se além disto pretende mais não precisa de desesperar, em Idanha-a-Nova há oferta para todos os gostos: caça, pesca, belíssimas praias fluviais e albufeiras, desportos de aventura, passeios de 4x4, trilhos para caminhar ou até o festival Boom que se realiza sob a lua cheia de agosto de 2 em 2 anos e que mistura música, artes, workshops, é um festival intercultural.

Portanto para quê esperar mais, escolha uma data e parte para descobrir esta pérola raiana.

Nós tentamos ajudar com algumas sugestões para se hospedar como a Casa das Jardas – uma quinta a 7km de Idanha em regime de turismo rural com piscina exterior e que pratica preços na ordem dos 61 euros por noite.

A Quinta dos Trevos no Ladoeiro que além de turismo rural oferece um sem número de atividades nas suas oficinas é uma outra opção com preços desde 56 euros por noite.

Poderá ainda por optar por passar uma noite no hotel das Termas de Monfortinho por apenas 37 euros por noite. Ou se quiser ainda uma opção mais barata poderá escolher ficar no Parque de Campismo ou na Pousada de juventude.

O preço não poderá ser um fator que o proíba de ficar hospedado nesta freguesia.

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E para todos os bolsos são também os muitos restaurantes que Idanha oferece, entre eles estão por exemplo o Restaurante Baroa, o Restaurante Zé do Pipo ou ainda o Restaurante Helana considerado o melhor restaurante em Idanha pelo Trip Advisor.

Seja em época da apanha da azeitona, seja para ver os salgueiros em flor, Idanha-a-Nova espera por si. Pode consultar mais informações em:

www.turismodocentro.pt

www.turismo denatureza.com

www.cm-idanhanova.pt

www.guiadacidade.pt

www.boomfestival.org

www.zomato.com

www.tripadvisor.com

www.booking.com

 

Rotas do Mundo

Aqui me Encontro

 

As fotografias utilizadas neste artigo não têm qualquer uso com fim comercial, a sua maioria foram retirados de arquivos de sites abaixo indicados , e que tem como único objetivo promover a região de Idanha-a-Nova.

www.umdiavoupedalar.worldpress.com

www.panoramica.com – foto de JoeFalco

www.snpcultura.org – foto de Aníbal Gonçalves

www.beira.pt

www.radiomonsanto.pt

 

Recantos de uma Serra Mágica

Novembro 21, 2015

A beleza é algo difícil de explicar, pois o que para mim é belo pode causar outro qualquer sentimento a um indíviduo diferente. Mas uma coisa tenho a certeza, a minha Serra de Sintra é mágica, acordar cedo e ver o levantar do nevoeiro destapar a Serra e o Mar é milagroso.

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Aqui neste pequeno recanto do país, onde a terra acaba e o mar começa, podemos encontrar recantos mágicos, calmos, lindos, românticos ou melancólicos.

Do abrir da minha janela vejo ao fundo o mar, e aquele imponente farol que outrora gritava aos barcos que passavam ao largo da costa que aqui era a terra da magia.

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Os rochedos ingremes protegem-nos das bravuras do Atlântico e no sopé da serra, as altas e centenárias árvores, fazem com que este recanto mergulhe na sombra da magia.

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Por entre elas, os raios de sol brilham, o musgo e as heras crescem num enrolado sem fim, as pedras choram gotas de orvalho, e as fontes riem ao som do cair da água.

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Nos lagos podemos imaginar o nascer das ninfas e deusas de outros tempos, as palavras não precisam de ecoar, basta o silêncio, o mágico silêncio.

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Aqui na Serra de Sintra, por entre o verde emergem castelos, conventos, ermidas. Os mouros por aqui viveram, os reis por aqui reinaram, os deuses por aqui permanecem mantendo a vitalidade da natureza. Até Baco, ou outro quaslquer deus, deu o doce às uvas para nascer o vinho de Colares.

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É deste recanto de sonho que parto nas rotas do mundo, que voo e conheço outras culturas, que saio para o reboliço de uma cidade, que gozo por ver tudo e aprender mais. Mas este desejo de partir está sempre assente no gosto de regressar.

Festas em Honra de Nossa Senhora da Graça

Setembro 29, 2015

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Reza a lenda que o terramoto de 1755, além de Lisboa, destruiu totalmente a aldeia de Santo André, aldeia de camponeses situada na atual freguesia de Colares.

Com a total destruição, os sobreviventes foram forçados a mudarem e reconstruírem as suas casas um pouco mais a sul, no cimo da encosta e aí nasceu Almoçageme.

Desde essa época que prestaram culto a Nossa Senhora da Graça que com a graça de Deus os protegeu e abençoou e lhes proporcionou novas vidas.

Assim em 1768 o povo começou a realizar as primeiras festividades em honra da padroeira, e desde essa data até hoje a Festa nunca ficou por celebrar. Se bem que habitualmente eram os jovens casais que tinham casado no ano anterior aos festejos que organizavam os mesmos, há alguns anos que essa situação se alterou. Assim por várias vezes, as instituições da terra ou grupos de amigos se juntaram para não deixarem morrer este espírito, o que aconteceu mais uma vez este ano.

Quase com 250 anos de tradição, as Festas em honra da Senhora da Graça vão voltar ao Largo de Almoçageme e abrilhantar as próximas noites.

Dia 02 de Outubro os Festejos abrem com chave de ouro e atuação da Cantora Popular Romana. As festas duram até dia 06 e pelo recinto das festas vão ainda passar o cantor popular Toy, a cantora/ fadista Filipa Sousa além de um sem número de grupos de baile, bandas filarmónicas, orquestras, animação musical com DJ’s. Um local a visitar para se divertir quer a ouvir música, quer a tentar a sua sorte na quermesse e na tômbola, ou degustar uns bons petiscos e pratos regionais nos bares e restaurante.

E como diria: Festa é Festa.

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Restaurante A Cidade em Lisboa

Agosto 13, 2015

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As Rotas do mundo como tem sido habitual, tem dado a conhecer alguns restaurantes que tem frequentado, alguns deles já muito na berra, outros que estão agora a começar a sua travessia.

Aqui na Praça Sá Carneiro, no Areeiro, Lisboa, abriu há alguns/ poucos meses o Restaurante A Cidade, em estilo jovem e moderno mas que mistura também o tradicional.

Um restaurante pequeno mas bastante acolhedor que mistura o mobiliário rústico em cores brancas com padrões tradicionais mais modernos, e uma envolvência de tradicionais azulejos portugueses. Na rua uma boa esplanada para umas tardes e noites quentes oferecem mais alguns lugares a este local.

A ementa não é muito diversificada centrando-se numa saudável e moderna fast food, mas aparenta boa qualidade, sabor e originalidade. Aqui os pratos variam entre pizzas com nomes de bairros de Lisboa, saladas com nomes de fadistas, francesinhas à moda do Porto, os seus rissóis da cidade (em massa de pizza que não deixam de ser uma espécie de calzones) e os hambúrgueres em estilo “light gourmet”.

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De tudo o que já experimentei, pois é um excelente e acessível restaurante para frequentar também à hora de almoço destaco a francesinha à bulhão bem recheada de boas carnes e com um molho bastante saboroso, e as pizzas de massa fina mas bastante “recheadas” de saborosos ingredientes.

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Na carta poderá encontrar diversas bebidas, desde o fresquinho vinho verde à pressão, às caipirinhas ou aos gins (que tanto estão na moda).

A equipa é bastante jovem mas muito dedicada e simpática, sempre disponível e que prima pela qualidade do serviço.

Uma boa e barata opção quer para almoçar, jantar, ou simplesmente beber um copo ao final da tarde.

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Nas margens do Paraíso: Terras de Ferreira do Zêzere

Julho 28, 2015

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Segunda semana, segundo artigo sobre uma das zonas mais bonitas do nosso Portugal. Conhecer Portugal continua no Rotas do Mundo desta vez sobre as Terras de Ferreira do Zêzere - nas margens do Paraíso.

Esta pequena vila com cerca de 2000 habitantes está situada na região centro do nosso país, mais propriamente na sub-região do médio Tejo, distrito de Santarém. Ferreira do Zêzere é um pequeno município com 190 km2 de área e cerca de 8600 habitantes, que está localizado entre Tomar, Sertã, Ourém e Alvaiázere.

Terra de extrema beleza é por muitos conhecida das obras de Alfredo Kheil (autor de A Portuguesa) que por estas bandas se inspirou para a criação de telas e músicas como a ópera serrana. Desta terra são também figuras ilustres o historiador António Baião, que foi diretor da Torre do Tombo, e a grandiosa atriz portuguesa Ivone Silva.

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A apenas 120km de Lisboa e a 170km do Porto a albufeira mais bonita da Europa está pronta para ser descoberta.

A História de Ferreira do Zêzere é bastante antiga, remonta mesmo ao período pré-histórico, bem visível nas grutas de Avecasta e nas sepulturas antropomórficas da Serra de São Paulo. Junto a este rio, e nestas encostas percorrem diversos povos, desde os romanos - vestígios que podemos apreciar na Serra de São Pedro Castro - até às aos mouros cuja sua permanência é visível em muitas heranças mouriscas.

Por estas bandas percorrem ainda senhores feudais, e ordens religiosas como os templários, tudo isto pode ser visto e estudado nos muitos monumentos, nas torres medievais, nos pelourinhos, nas igrejas, nas ermidas e nas casas e quintas senhoriais que estão erguidas por toda esta terra.

Ferreira do Zêzere não é apenas a vila, é um conjunto de pequenos lugares, aldeias e vilarejos que caracterizam estas paisagens e que faz desta albufeira natural do Zêzere um paraíso. Aconselho vivamente a partirem em busca de algumas.

Dornes é uma pequena vila pitoresca que está sentada à beira rio. O seu nome deriva dos drones que por ali eram transportados em chatas e barcaças (são barris de vinho) e tem também a sua origem na lenda medieval de Nossa Senhora do Pranto, a virgem que ainda hoje e desde há muitos anos acolhe multidões nos seus círios anuais que vêm dos mais variados locais do país.

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Lago Azul, por muitos conhecidos pela sua praia fluvial, oferece aqui também o seu clube náutico para inúmeras práticas desportivas e tem pontos de turismo para todos os gostos – hotéis, restaurantes e cafés. É um pouco turístico e nos meses de Época alta pode ser confuso, mas é uma alternativa.

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Martinela é um pequeno sítio perdido nas serras de Ferreira do Zêzere mas que é visitável nem que seja apenas para apreciar as paisagens e o marco milenar que lá se encontra.

Rio Cimeiro este pequeno lugar é um mundo por descobrir. Aqui onde em tempos antigos se encontrava a ponte do vale da ursa, hoje submersa, é um local mágico. E para os mais aventureiros algo a explorar debaixo das águas do rio.

Pombeira é a aldeia ribeirinha do qual se obtém uma vista luxuriante sobre um grande pedaço deste rio. Aqui detém um parque de merendas bem equipado para quem quer relaxar debaixo das sombras das árvores ou um pequeno porto de embarcações para partir pelo rio adentro.

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Mas além destes vilarejos e lugares, Ferreira do Zêzere tem um património riquíssimo desde as casas e quintas senhoriais, muitas delas visitáveis, até às inúmeras igrejas e ermidas, templos e grutas. Apresento algumas que na minha opinião são obrigatórias.

Visite São Pedro de Castro, neste local pode apreciar os vestígios de um castro romano além de obter uma fabulosa vista panorâmica sobre a região.

A Gruta de Avecasta situado na vila de Areias é um ótimo local onde poderá apreciar os vestígios do neolítico e idade média. Diz-se que por estas terras viveu um povo da Idade do Bronze. Vá até lá e confirme.

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Torre de Dornes visitável na vila com o mesmo nome é uma Torre pentagonal erigida pela ordem dos templários que data do século XII.

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Igreja de Santo Aleixo fica sediada na vila do Beco, foi erigida no século XVI e tem como ex-líbris a capela-mor revista a talha dourada e os painéis de azulejos setecentistas com cenas do velho testamento.

Situada na vila de Ferreira do Zêzere, e com grandioso destaque encontra a Igreja de São Miguel, com a sua fachada maneiristas do século XVI e com um interior riquíssimo com pinturas, talha dourada e telas como A Última Ceia ou a Aclamação da Nossa Senhora.

A Igreja de Nossa Senhora da Graça erigida em Areias no século XVI é um fabuloso templo medieval que foi mandado ampliar pelo rei D. Manuel I e que tem ainda como característica a fachada do arquiteto João Castilho, arquiteto responsável por muitas obras no Convento de Cristo em Tomar.

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Mandada erigir pela Rainha Santa Isabel e com o apoio do senhor de Dornes D. Gonçalo Sousa, encontra-se a Igreja de Nossa Senhora do Pranto. Este local é alvo de peregrinação de diversos círios de todo o Portugal que por norma ocorrem desde o domingo da Pascoela (Domingo a seguir à Páscoa) até às Festas do Espírito Santo.

Na pequena aldeia de Águas Belas pode sobre um beiral de uma casa oitocentista apreciar o fabuloso relógio de sol. Um pormenor que passa despercebido aos mais desatentos mas que você não pode deixar fugir.

Além do Património histórico que estas terras oferecem há muito mais para ver e fazer. Se o seu espírito é mais aventureiro então aconselho atividades mais desportistas e radicais. É fácil aceder a elas, existem para todos os preços e caso não tenha espírito e paciência para as organizarem há já diversas empresas que tratam de tudo por si.

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Desde um simples passeio de barco a motor onde poderá descer todo o rio e apreciar as diversas paisagens das margens do rio Zêzere, até entrar no Barco de três tábuas (chatas ou abrangel) que eram usados antigamente para pescar e que hoje estão à disposição de qualquer um, as opções são diversas.

Pode por exemplo praticar ski aquático, aqui a expressão voar sobre o rio ganha outro significado, pode munir-se de equipamento de mergulho e partir à descoberta subaquática das antigas aldeias submersas pelas águas aquando a criação da barragem de Castelo de Bode.

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Pode simplesmente subir o rio através de uma expedição em canoagem ou descontrair nas praias fluviais do Lago Azul ou de Dornes.

Aqui e com uma fauna e flora rica pode também desfrutar do sossego quer através de um belo passeio pedestre (existem inúmeros percursos sinalizados), ou sentar-se junto ao rio e praticar um pouco de pesca – aqui os achigãs saltam do rio para a mesa.

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Se é apreciador de algo mais radical pode ainda subir e descer as serras montado numa bicicleta de BTT (trilhos bem pensados e com paisagens fabulosas) ou arriscar-se na modalidade de geocaching (encontre os vários pontos de referência onde pode deixar o seu testemunho).

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Portanto as atividades de lazer que pode fazer são mesmo muitas, além de que pode apenas relaxar a ouvir os passarinhos numa varanda com vista sobre o Zêzere, ou ler um livro com os pés a chapinhar nestas águas cristalinas.

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Além da história, do património e das atividades lúdicas que as terras do Zêzere oferecem um ex-líbris da região é sem dúvida a sua gastronomia. Aqui pode optar por pratos de carne com extrema qualidade e muito variada, pelo peixe de rio ou pelos doces tradicionais que são divinais. O javali, o leitão, o cabrito e os bifinhos no chapéu são os petiscos para os mais carnívoros, enquanto que o peixe do rio e os lagostins oferecem um requinte para os apreciadores destes sabores.

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Além dos pratos salgados é também de salientar a fabulosa qualidade de queijo, mel, azeite e vinho DOC característicos desta região. Além disto podemos ainda encontrar os doces típicos como as tigeladas, os espera-maridos, ou as estrelas do Zêzere.

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E para degustar todas estas iguarias nada melhor do que visitar alguns dos melhores restaurantes da região. Elejo 4 restaurantes com os mais variados pratos e para todas as carteiras.

A Grelha do Zêzere situado na Rua Maria Vasques nº37 em pela vila de Ferreira do Zêzere oferece bom ambiente rodeado pelas suas paredes de pedra, aqui pode degustar um excelente naco de vitela ou os tradicionais bifinhos no chapéu – além de um prato é toda uma experiência.

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A Casa dos Leitões – pois não é só na Bairrada ou nos negrais que o leitão tem outro encanto, aqui na vila de Águas Belas pode apreciar desde o belo leitão assado no forno ou provar um dos muitos pratos caseiros. Quer o gerente do restaurante quer dos empregados vai obter a maior simpatia, e com sorte até pode pedir uma prova com vários pratos tradicionais.

Situado na Estalagem do Lago Azul, encontra-se um dos melhores restaurantes da região, um pouco mais caro que os anteriores, detém extremo requinte, bom gosto, elegância e um serviço de atendimento fantástico. Os pratos tradicionais ganham destaque tal como a vista que tem das grandes vidraças do Restaurante da Estalagem do Lago Azul.

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A Pastelaria Pérola do Zêzere, situada na rua do casal do além na vila de Ferreira do Zêzere é um pequeno café e snack-bar que serve pratos do dia, comida ligeira mas de boa qualidade. É barato e acessível a todas as bolsas. O Arroz de Pato dourado é o prato de destaque que pode acompanhar com uma cerveja artesanal. Aqui é um ótimo local para provar as fabulosas tigeladas ferreirenses ou as estrelas do Zêzere. Pode ainda levar para casa alguns doces e compotas caseiras.

Está comprovado que a gastronomia é um dos pontos fortes desta região, aliás além do turismo são exatamente atividades como a apicultura, a vinha, a agropecuária e a agricultura que são as principais atividades económicas de Ferreira do Zêzere.

Depois de tantas atividades e passeios é hora de relaxar e nada melhor que optar por um dos hotéis e espaços de turismo que esta zona oferece.

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Os apartamentos do Lago é considerado um empreendimento de 4 estrelas com preços por noite me época alta de cerca de 120 euros. Os apartamentos detêm cozinha equipada caso queira confecionar as suas próprias refeições, detém rede wi-fi, piscina e ginásio. Mas pode simplesmente deliciar-se com a paisagem que estas varandas oferecem.

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A Estalagem do Lago Azul, além do fabuloso restaurante detém quartos luminosos com excelente vista rio, um ótimo solário com espreguiçadeiras e uma piscina exterior. Uma boa opção para pernoitar com preços a partir dos 60euros a noite.

Outra alternativa é o Hotel da Nossa Senhora do Pranto, situado no vale serrão em Dornes, com praia privada e a 100 mt de Castelo de Bode. Uma opção acessível por 50 euros a noite.

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Para finalizar encontramos a Casa da Ladeira, na Rua da Cabecinha em Matagosinho, onde pode optar por suites ou apartamentos de turismo rural, com ambiente rústico mas cheio de charme. Uma fantástica opção para os meses quentes devido à sua localização na barragem e piscina exterior ou nos meses mais frios onde se pode sentar à lareira e apreciar estas belas paisagens. Preços desde 55 euros a noite na suíte ou 75 euros em apartamento.

Ferreira do Zêzere tem assim muito para oferecer e muito para ser descoberto. É um local fabuloso em qualquer altura do ano desde os meses mais frios, aos meses de Verão. Se vier em Maio pode ainda apreciar a Anual Feira da Cereja, ou se for um bom apreciador de vinho pode vir em Dezembro para o Rally das Adegas.

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Existe ainda o Festival do Lagostim do Rio, onde os apreciadores podem degustar esta iguaria ou divertir-se nas Festas em honras de Nossa Senhora do Pranto.

Para quem se quiser aventurar para fora deste idilico local pode rapidamente aceder a Tomar, à Sertã e a Fátima, tão perto e com tanta oferta cultural.

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Ferreira do Zêzere, não é uma simples vila, não é uma simples região, é um conjunto de vilas, lugares e paisagens que tornam as margens do Zêzere num Paraíso.

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Lê os restantes artigos de Conhecer Portugal. 

 

Pode consultar mais informações em:

www.terra-oculta.com

www.kaventura.com

www.cm-ferreiradozezere.pt

www.ferreiradozezere.net

www.booking.com

www.tripadvisor.com

As fotografias utilizadas neste artigo não têm qualquer uso com fim comercial, a sua maioria foram retiradas de arquivos dos sites disponibilizados acima, e tem como único objetivo promover a região de Ferreira do Zêzere.

Vila Nova de Mil Fontes: a Princesa do Alentejo

Julho 20, 2015

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 Compete a todos nós viajantes, exploradores e turistas conhecer, saborear, aprender as diferentes culturas e países que visitamos, mas o nosso pequeno país consegue também ter culturas, paisagens e tradições muito diferentes consoante o local que visitamos.

Vila Nova de Mil Fontes é considerada por muitos como a Princesa do Alentejo, uma pequena vila piscatória pertencente ao concelho de Odemira, distrito de Beja, situado ma margem norte do Rio Mira e rodeada de belezas atlânticas e terrestres sem igual. Encontra-se inserida no Parque Natural do sudoeste alentejano e Costa Vicentina.

 

O seu nome deriva das mil fontes, ou seja, em períodos antepassados parece ter existido imensas nascentes de água doce espalhadas por toda a região o que fez com que esta vila ganhasse o nome das mil fontes.

A sua história remete a 1486, após a reconquista do sul do país aos mouros, e a sua entrega a diversos nobres para desenvolverem esta vila, foi fundada por D. João II.

 

 

Bem situada de fronte para o atlântico e com um rio navegável, rapidamente Vila Nova de Mil Fontes se desenvolveu em diversas atividades económicas como a agricultura, as pescas, a pecuária. Hoje juntam-se a estas o Turismo que torna a vila numa pérola do Litoral Alentejano.

Devido à sua localização, esta pequena vila foi muitas vezes alvo de ataques piratas durante os séculos XVI a XVIII, daí a necessidade de construírem o Forte de São Clemente, para evitarem os ataques dos corsários do Magreb. Hoje este forte é conhecido pela maioria dos seus visitantes e mesmo pelos milfontenses como o Castelo de Mil Fontes.

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 A história desta terra passa também pela história da aviação portuguesa. Foi daqui, mais propriamente do Campo das Coitas que em 1924 partiu Brito Paes e Sarmento Beires para a primeira travessia aérea de Portugal até Macau. Podemos verificar este feito com o monumento erguido na Praça Barbacã.

Mas Mil Fontes não é só passado, é acima de tudo presente e esperamos um futuro promissor.

Se no Inverno, com o frio atlântico a cidade se encontra apenas com os seus 5000 habitantes espalhados pelos 75km2 de área, em épocas festivas e principalmente no Verão a vila torna-se pequena para tantos turistas estrangeiro mas acima de tudo portugueses que aqui chegam para gozarem os seus merecidos dias de descanso.

E o que podemos ver, fazer e conhecer nesta vila?

Comecemos então por tentar explorar um pouco o património de Mil fontes. Não será muito, nem extravagante mas com a sua simplicidade e humildade oferece uma boa alternativa a umas férias de sol e mar.

Comecemos então pelo Forte de São Clemente, mais conhecido pelo Castelo da vila, é simples, eram antigas fortalezas que foram erigidas para evitar os ataques dos piratas mouros e daqui poderá apreciar uma paisagem sem igual.

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Pode visitar alguns edifícios religiosos, quer a Ermida de São Sebastião quer a Igreja de Nossa Senhora da Graça, esta última uma igreja matriz típica alentejana com as suas paredes caiadas e a sua faixa azul. A Senhora da Graça é também a padroeira da vila que no dia 08 de Agosto sai da sua igreja e percorre o Rio Mira em barcos de pesca engalanados, nos seus festejos anuais.

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Depois tem ainda todo o Parque natural, inserido no Parque Natural da costa Vicentina pode deambular por paisagens verdejantes, caminhos que atravessam montes verdes ou dunas doiradas, praias longas e de beleza sem igual, muitas delas guardadas por rochedos e falésias imponentes.

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Mil Fontes está junto ao mar e ao rio o que permite agradar a gregos que prefiram praias de água salgada, ou a troianos que prefiram as fluviais. Escondido no meio dos vales ainda se encontram algumas cascatas, mas essas são segredos só para alguns.

Como Praias para se poder visitar escolhi 4:

Praia das Furnas – para mim e para os meus amigos, o nosso spot, onde passámos grandes verões com alegria e diversão. Para lá chegar terá de sair da vila e dirigir-se à parte sul do rio Mira, ou caso pretenda poderá apanhar um barco que o faz transpor de margem.

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Praia do Malhão – um pouco mais afastada pode ser visitada especialmente por que gosta de apanhar umas boas ondas, um local exótico e paradísiaco.

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Depois temos ainda a Praia de Mil Fontes – quer rio, quer mar – e a Praia do Farol, duas praias belas que pode explorar.

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Para aqueles que apreciam estar mais livres, mais sossegados ou que sejam adeptos de naturismo, tem extensos areais a sul da Praia das Furnas.

Mas além de estar esticado ao sol, ou mergulhar nas águas salgadas e cristalinas do Atlântico tem diversas opções para uns dias bem passados. Existem diversas empresas de turismo que realizam várias atividades ou podem partir à descoberta.

Aconselho então fazerem o Trilho dos Pescadores – de Porto Covo a Mil Fontes – vai poder calmamente e em caminhada (longa) ou bicicleta conhecer as paisagens circundantes.

Se é adepto de desportos aquáticos tem muita opção nestas águas, Surf, Bodyboard ou K-Surf para dias mais ventosos.

Se lhe apetece fugir da rotina e partir em direção ao mar, vá até ao Porto das barcas, pegue num barco e parte atlântico fora. As paisagens do lado mar são verdadeiramente incríveis.

 

 

Depois tem a pesca, quer no rio quer no mar, poderá descontrair um pouco pescando à cana uns belos peixes para o jantar. Se gostar e tiver paciência poderá ainda recolher nas rochas umas suculentas lapas e mexilhão (cuidado vá preparado para não se aleijar).

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Além das caminhadas e BTT que pode fazer por todo o Parque Natural, tendo rotas próprias para cada desporto tem a possibilidade de fazer geocaching – em expansão e bastante divertido – existem organizações desta atividade durante todo o ano. Além de poder dedicar-se a observar a extensa fauna e flora, para os amantes de BirdWatching esta é uma zona fabulosa.

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Por fim porque não descer ou subir o rio Mira, poderá então escolher a canoagem como a atividade eleita para um belo dia de Verão.

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Ora com tantas atividades, tanto exercício, tanta energia gasta é necessário recuperar calorias. Então chegou ao sítio certo: Mil fontes é detentora de uma gastronomia riquíssima onde conjuga os pratos tradicionais de um litoral português às iguarias do Alentejo. Pode degustar fabulosas cataplanas de Peixe, Arroz de Marisco, Peixe grelhado fresquíssimo de água doce ou salgada, além de poder deliciar com as famosas migas alentejanas, a Sopa de Cação, a carne de Porco alentejano (Porco Preto DOP) ou a charcutaria alentejana e seus queijos.

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As opções são muitas, e os locais onde as poderá degustar também. Faço apenas a eleição de alguns bons restaurantes, acessíveis monetariamente à maior parte dos mortais:

No Restaurante O Pescador situado na Rua da Praça, nº18, poderá degustar um rico e saboroso arroz de marisco, ou um peixe fresco grelhado.

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No Restaurante A Choupana, situado na Praia do Farol é mais um local para fãs de peixe fresco, aqui elege-se a Cataplana de Marisco como prato de sonho.

Para apreciadores de carne e peixe temos o Restaurante A Telha, na rua do Pinhal nº3, onde se vai deliciar com o fabuloso churrasco.

Por fim tem a possibilidade de provar as iguarias alentejanas, as migas e a espetada de porco preto são deliciosas, tudo no Restaurante Tasca da Vila.

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Vila Nova de Mil fontes é um sitio ideal para passar umas semanas, em qualquer altura do ano, além das muitas atividades já mencionadas e da gastronomia fabulosa, pode ficar hospedado em locais mágicos. Em qualquer recanto pode alugar um quarto, uma casa ou um apartamento, pode optar pelo Parque de Campismo – aliás uma boa opção depois da sua renovação – mas poderá escolher algo mais requintado e a preços bastante acessíveis.

O hotel Rural Moira Mar, hotel de 3 estrelas preços para agosto até 100e noite, está situado a 2 km do centro e pode aproveitar as belezas rurais e campestres disponíveis neste espaço hoteleiro.

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Temos o Moinho da Asneira, mais um espaço de turismo a 3km de Mil Fontes e que oferece uma boa opção para o seu descanso. Consegue facilmente preços até 60€ a noite.

A Quinta da Samoqueirinha a 5km da vila e com preços a rondar os 60€ a noite é uma boa opção para quem além do descanso quer usufruir de uma boa piscina exterior.

Depois temos a Pousada das Três Marias, um paraíso a 4km da Praia dos Aivados onde é recebido pelos hóspedes permanentes umas mulas e uma vestruz. Um tradiconal e rural monte alentejano, situado numa área de beleza sem igual onde além do conforto e do requinte pdoe ainda degustar-se com um excelentes pratos típicos e deliciosas iguarias quer no buffet de pequeno-almoço como no menu fico ao jantar. Pode ainda explorar a Pousada a pé, de bicicleta ou até percorrer os trilhos a cavalo.

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Para finalizar não poderia deixar de mencionar alguns locais onde se poderá divertir e beber uns copos até altas horas. Como diria alguém – já fui tão feliz em Mil Fontes.

Pode optar pelo Blush – um Clube de música ao vivo com bom ambiente e sempre com uma escolha musical de referência.

O New Villa Café é um bar bem centralizado (largo central) onde poderá beber uns bons cocktails, caipinhas e agora os gins da moda. Para quem já não visita Mil Fontes há algum tempo este é o mesmo bar do antigo Ao Largo.

Tem ainda o Bar Azul que prima pela decoração e boa música, e se é adepto de shots é uma boa opção.

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Para finalizar a noite pode ir dançar para a tradicional discoteca Sudwest, bastante famosa por estas paragens. Para quem é adepto de loucura aconselho as tradicionais festas da Espuma que se realizam por norma 1 vez por semana.

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Não podia finalizar sem uma opção quer para um pequeno-almoço, lanche, ou seia os famosos e deliciosos croissants da mabi. São divinais e a escolha quer de doce ou salgados é enorme.

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E cá está apresentada a Princesa do Alentejo. A quem conhecer é sempre bom voltar, a quem gostaria de conhecer é bastante fácil, é escolher a data e partir.

Mais artigos dipsoníveis em  conhecer portugal

Para mais informações pode ainda consultar alguns sites bastantes uteís:

www.vnmilfontes.info

www.aventuraactiva.pt

www.turismo.cm-odemira.pt

www.rotavicentina.com

Aproveite e divirta-se.

 

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