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Rotas do Mundo

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Reportagem TVI: Vidas debaixo da Ponte

Março 18, 2015

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Na passada 2ª feira à noite assisti à emissão da grande reportagem da TVI sobre um par de amigos mendigos que vivem debaixo da ponte na Cruz Quebrada.

Uma reportagem a apelar à falta de solidariedade com quem passa dificuldades e que todos os dias encontramos no nosso caminho de casa para o trabalho.

Chocou-me realmente as condições desumanas onde estes dois homens vivem e o que fazem para sobreviver. Debaixo de uma ponte com o barulho infernal dos carros que por ali deambulam, dispostos à mãe natureza quer faça chuva, muito frio ou muito calor, recolhem ferro velho dos lixos para ganhar uns cobres e depenicam restos para comer.

Dormem praticamente ao relento, tapados com cobertores velhos bem encostados ao corpo para que as ratazanas que sobem Tejo acima não os mordam.

Enfim, ali na Cruz quebrada, estão vizinhos, que os ajudam consoante as disponibilidades, pelo menos foram essas as palavras em dias de gravação.

Fernando um homem de 70 anos a entrar no térmito da sua vida foi quem mais me chocou, com 4 filhos, vê-se abandonado debaixo de uma ponte, mesmo tendo a filha mais nova, pouco maior de idade, que o apoia e que o visita de tempo em tempo. O que faz este homem ali? Será que não há outra solução? Será que já procurou ajuda numa instituição? Ao que parece os outros filhos não lhe ligam. Noticia desmentida no dia de ontem em comunicado do seu filho mais velho no dia de ontem.

Ao Sr. Juan, quer desertar para fora do país porque o que vinha há procura não encontrou. A embaixada não consegue providenciar uma viagem de regresso ao país de origem? Acho que sim.

E é assim a TVI conseguiu chocar, conseguiu sensibilizar, conseguiu audiências. E estes 2 homens conseguiram por uns breves dias uma ação de solidariedade que lhes possibilitou umas roupas novas em 2ª mão e alguns sacos com alimentos. Face a isto Bravo.

Agora proponho à mesma jornalista que faça uma reportagem sobre o outro lado da moeda. O que realmente aconteceu a estes homens para escolherem viver assim? Não devia ser este o trabalho jornalístico de uma reportagem, ver as duas faces da moeda?

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