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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Whisky ou whiskey: curiosidades da Irlanda

Agosto 10, 2017

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Irlanda é um país conhecido pela sua cerveja mas não podemos também esquecer o seu Whiskey. Mas afinal será whisky ou whiskey?

 

Pois bem, apesar de significarem exatamente o mesmo existe diferenças que se prende com o país produtor e com a fermentação. Neste caso e a maneira mais simples de compreender será a utilização do “E” se o país produtor tiver um “e” no seu nome. Assim sendo enquanto que na “Sctoland” e no “Canada”se produz whisky na “Ireland” e nos “United States” se produz Whiskey. A outra diferença será o número de fermentações – o whisky com 2 fermentações e o whiskey com 3 (esta aliás será uma das maiores diferenças entre o néctar produzido na Escócia e na Irlanda).

 

O whisky escocês continua a ser o mais famoso do mundo, mas o Whiskey irlandês está a ganhar cada vez mais espaço no mercado mundial. Aliás acredita-se que o whiskey irlandês surgiu em primeiro lugar, no passado século VII, criado por monges quando estes trouxeram do médio oriente o alambique. Foi então criado o “uisce beathadh” – água da vida – hoje em dia whiskey.

 

Se no passado existiam inúmeras destilarias, quase uma por cidade (existiram cerca de 150) a partir da década de 20 com a crise na Irlanda, o pós guerras mundiais, a lei seca nos Estados unidos (um dos principais importadores) e o comércio de outras bebidas alcoólicas, esse numero foi reduzindo substancialmente.

 

As destilarias fundiram-se umas às outras para sobreviver à crise e hoje em dia poderemos considerar que apenas existem 7 grandes destilarias em toda a ilha, 3 na Irlanda do Norte: Busmills, Echlinville e Teeling Belfast Distilerry Company, e 4 na República da Irlanda: Cooley, Tullamore, Dingle Distillery e Midleton company.

 

O whiskey irlandês caracteriza-se por ser fermentado 3 vezes, o que faz com que o seu aroma e sabor se torne mais suave e adocicado. Esta suavidade tem aos poucos conquistado o mundo dos fãs do destilado de malte.

 

 

Mas afinal o que é o whiskey?

O whiskey é uma aguardente obtida através da destilação de um mosto fermentado de cereais como a cevada de malte, centeio e milho e posteriormente envelhecido em barris de diversos tipos de vinho (Porto, Jerez, ou outros).

 

Existem diversos tipos de Whiskey dependendo do tipo de grão utilizado: Whiskey de malte feito maioritariamente com cevada malteada podendo ser um single malt ou vatted malt (enquanto que o single malte deriva apenas da cevada de uma destilaria o vated inclui mistura de malte de várias destilarias), o whiskey de grão que utiliza outro tipo de cereal em maioria na sua composição, o Blended Whiskey que é caracterizado por ser uma mistura de whisky dos tipos anteriores de forma a aproximar-se de um whiskey único ou perfeito (consoante aquilo que procuram criar) e o Whiskey não maltado com cevada sem malte (muito predominante na Irlanda).

 

 

Marcas Irlandesas que deve experimentar

Obviamente que as marcas de whiskey detém dentro da sua alçada diversos tipos de whiskey, consoante o tempo de envelhecimento e o tipo de barril onde é envelhecido, bem como a própria duração do envelhecimento.

No entanto tentamos mostrar-vos algumas marcas para poder depois optar pela sua predileta e qual a gama dentro de cada marca.

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Bushmills

Situada na Irlanda do Norte, na cidade com o mesmo nome, foi a primeira destilaria a obter a licença real para fabricar o seu whiskey que data de 1784. Apesar de ter estado estagnada durante algum período em 2005 começa a laborar de novo e com imensa vitalidade.

Uma das marcas irlandesas mais famosas no mundo detém uma elevada gama de whiskey desde os Single Malt - com edição limitada de 21 anos amadurecidos em barris de bourbon e Gerez que se caracteriza-se pela sua tonalidade escura e aroma a caramelo e chocolate, o seu sabor detém notas de passas e nozes, até aos Blended que mistura whiskeys maltados com outros grãos mais ligeiros detendo um aroma frutado com notas de baunilha e avelãs.

 

Jameson

Provavelmente o Whiskey irlandês mais famoso do mundo é um Blended Whisky composto por cevada de malte e sem malte. Existe desde 1780 e foi fundida com outras empresas criando em 1966 as Distillers Group Irish.

Elegemos o Jameson 18 anos por ser um blended whiskey que mistura gamas de 18 e 23 anos amadurecidos em barris de Gerez e que posteriormente são misturados e amadurecidos por mais 6 meses em barris de Bourbon. O resultado é um néctar com sabor abaunilhado com notas de mel, canela e avelãs tostadas.

 

Kilbeggan Irish Whiskey

Esta destilaria foi fundada em 1757, no entanto fechou portas em 1957 devido à crise do whiskey irlandês. Em 2007, começa novamente a produzir o whiskey na Destilaria de Cooley que se caracteriza por ter um sabor suave e um aroma forte, este whiskey é envelhecido em barris de Bourbon.

 

Tullamore Dew

A marca existe desde 1829, posteriormente foi fundida com outras companhias e hoje o seu whiskey é destilado em Midleton Company, na cidade de Cork. Caracteriza-se por ter um sabor adocicado e frutado devido a ser um blended, identificamos um ligeiro travo a noz-moscada e mel.

 

Green Spot

A marca pertence aos Irish Distillers, utiliza a destilaria de Midleton para a sua fabricação e caracteriza-se por ser um Whiskey não maltado envelhecido durante 8 ou 9 anos em barris de de Jerez o que lhe confere um sabor complexo com notas de mel e madeira e um pouco mentolado. Pode adquirir este néctar na loja Mitchell & Son em Dublin

 

Midleton Very Rare

Este whiskey é uma edição limitada que existe desde 1984 para comemorar a união das Irish Distillers, é produzido na Midleton em Cork. Apenas existem 50 barris por ano o que encarece o whiskey sendo destinado maioritariamente para colecionadores. Detém um aroma floral relembrando os campos irlandeses e um sabor suave a mel, ervas e amêndoas.

Tyrconnell

Uma marca de 1762 que encerrou portas em 1925. No ano de 1988 as Destilarias Cooley adquiriram a marca e começaram a fabricar novamente este whiskey, caracterizado por ser do tipo single malte e com envelhecimento de 10 anos que lhe confere um aroma fresco e frutado e um sabor doce e suave que no final se torna seco e delicado. Um whiskey bastante medalhado.

 

Redbreast

Esta marca existe desde 1857, mas após um interregno as Irish distillers começam em 1991 a produzir novamente esta bebida. Rebbreast caracteriza-se por ser um whiskey velho (12 ou 15 anos) amadurecido em barris de Jerez com um sabor frutado e a madeira fumada

 

Connemara

Um Whiskey da região de Connemara, costa atlântica, que apesar de existir desde o século 18 é atualmente propriedade da Destilaria de Cooley. Este whiskey de malte (single) é apenas fermentado 2 vezes (como os escoceses) e envelhecido posteriormente em barris de Bourbon durante 12 anos. Caracteriza-se por ser suave e com um sabor encorpado e doce com notas de pistacho, anis e passas.

 

Como não poderia deixar de ser, nesta nossa nova aventura pela ilha esmeralda da Irlanda já está "agendada" a visita a Destilaria de Bushmills, exatamente na localidade com o mesmo nome na Irlanda do Norte.

 

Vamos então à prova!

 

Acompanha toda a viagem e informação relativa à mesa através dos tag #ilhaesmeralda e #irelandtrip

 

Afinal o que é o Sushi?

Setembro 06, 2016

afinal o que e o sushi.jpg

Cada vez mais na moda, depois de se ter estendido por terras americanas e mais tarde a introdução na Europa. A sua maior dinamização em Portugal ocorreu há cerca de 10 anos com a proliferação de vários restaurantes de comida japonesa, e alguns chineses que dão um “all you can eat” misturando pratos de sushi de fusão e comida oriental.

O Prato sushi teve a sua criação há muitos anos e não é nada como o conhecemos. O sushi de forma tradicional é apenas peixe fermentado (e não cru) e arroz, conservado com sal, ao estilo originário do sudeste asiático (que por lá ainda nos dias de hoje se mantém assim).

Atualmente, o sushi japonês é muito pouco semelhante ao original, iniciou-se me 1799, pelas mãos e facas de Hanaya Yohei, quando ao jeito de “fast food” nas barraquinhas de rua necessitava de produzir sushi mais rapidamente, vai daí deixa de fermentar o peixe e passa a colocá-lo cru no arroz, agora avinagrado e acompanhado de wasabi.

Além desta alteração existe ainda a fusão que hoje mina todos os pratos de sushi, com a introdução de queijo creme, abacate e outros produtos que aproximam os paladares ocidentais à cultura japonesa.

O sushi puro é assim bastante rico nutricionalmente, quase sem gorduras e com elevada taxa de proteína, vitaminas, minerais e ómega-3. Claro, que o sushi ao “estilo ocidental e contemporâneo” acrescenta gordura quer na maionese ou no queijo creme utilizado.

O sushi é bastante nutricional mas pode deter alguns riscos para a saúde, e é preciso ter isso em atenção. Pode existir alto teor de mercúrio em peixe grandes como o atum, reações alérgicas a frutos do mar ou a contaminação por bactérias por manusear peixe cru. Por cá não é comum, mas existem pratos de sushi com a utilização de peixes venenosos como o fugu que se não for preparado devidamente é letal para quem o provar.

O sushi poderá ter como já mencionado anteriormente vários recheios e coberturas mas sempre presente está o arroz, os diferentes tipos de sushi diferem assim não pelo ingrediente usado mas pela forma de enrolar da peça:

Makisushi – Maki: um pedaço cilíndrico enrolado com a ajuda de uma esteira de bambu (makisu), é embrulhado em nori (folha de alga) desidratada que abriga o arroz e o recheio;

Futomaki: são makis de grandes dimensão que podem ter um ou mais recheios;

Hosomaki: são makis de pequena dimensão, por volta de 2cm de espessura e 2cm de diâmetro, contem apenas um ingrediente;

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Kappamaki: são hosomakis apenas recheados com pepino, o seu nome deriva de uma homenagem ao Kappa (figura folclórica japonesa que tinha o pepino como alimento preferido);     

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Tekkamaki: são hosomakis apenas com atum;

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Temaki: são ligeiramente diferentes, pois são rolinhos de mão em forma de cone com um ou mais recheios, por norma devem medir cerca de 10cm, e são comidos à mão;

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Uramaki: são rolos invertidos, basicamente são futomakis invetidos, deste modo o recheio fica enrolado com a nori e por fora fica o arroz, que por norma depois é salpicado com outro ingrediente como por exemplio sementes de sésamo ou ovas;

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Oshizuhi: É sushi prensado numa forma de madeira chamada de oshibako. Não é tão diculgado por cá, mas existem boas alternativas;

NigiriZushi –Nigiri: pequenos pedaços circulares mas não são feitos com esteira, são moldados à mão. Por norma o o arroz é coberto com wasabi e uma cobertura sobre ele, possivelmente poderá vir amarrada com uma tira de nori;

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 Gunkanzushi: também conhecido como gunkanmaki é semalhante a um maki mas enrolado à mão, pequeno, embrulhado em nori, mas o recheio em vez de ficar no centro por norma é colocado por cima;

tipo-sushi-gukan-maki-misaki-2.pngInarizushi: é um pequeno pacote de tofu frito ou omelete em que é recheado com o arroz e outros ingredientes;

Chirazhizushi: é basicamente uma tigela de arroz misturado com sushi;

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O sushi é difícil de preparar?

Claro que requer alguma prática, principalmente no manuseamento da faca e no arranjar do peixe depois é preparar devidamente o arroz e enrolar...

No erro e nas tentativas estará a virtude e a criação de um belo rolo de sushi. Boa sorte

Agora que sabes mais alguma coisa de sushi está na hora de ir comer...Bom proveito

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O país das Montanhas Negras

Setembro 05, 2016

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 Montenegro é um pequeno país montanhoso com data de independência em 2006, após ter pertencido à Jugoslávia, situado no leste Europeu, fazendo fronteira com Croácia, Albânia, Kosovo, Bósnia Herzegovina e banhada pelo maravilhoso Mar Adriático.

Neste país pode encontrar paisagens das mais variadas, sendo que as montanhas de elevada dimensão, os lagos e as cascatas e a planície junto ao adriático serão as mais impressionantes. Assim pode subir à montanha mais alta denominada de Zla Kolata com 2534 metros, percorrer a maior praia de nome Velika Plaza (13km), nadar no lago Skadar, observar as cascatas do rio Tara (1300 metros), saborear as muitas florestas e parques naturais.

É de salientar que o Montenegro é o único país que detém fiordes no sul da Europa (Mediterrâneo).

O clima é variado na zona costeira um clima mediterrâneo com temperaturas amenas e nas montanhas um clima continental (que chega a atingir temperaturas gélidas). Um país de elevada precipitação.

Apenas com pouco mais de 700 mil habitantes, e um território considerável (13810km2) detém apenas cerca de 50 habitantes por Km2.

Apenas 43% da população considera-se montenegrina, sendo que a maioria são expatriados da Sérvia (32%) sendo maioritariamente cristã (sendo 75% ortodoxos) adotando como língua oficial o montenegrino, apesar de 50% da população só falar o sérvio.

A tentar entrar na União europeia desde a sua independência, continua a ter um aumento ligeiro na economia muito sustentada pelo turismo. Apesar de não pertencer à UE detém como moeda oficial o Euro.

A gastronomia montenegrina está bastante influenciada pela cozinha italiana e pela cozinha turca devido aos motivos históricos. Na zona costeira proliferam os pratos típicos mediterrâneos com muito peixe e frutos do mar, a norte devido ao frio e à proximidade com a Sérvia os guisados e a sopas “consistentes” serão os pratos habituais.

Como pratos típicos temos então a Kacamak: uma espécie de gnocci, Japraci: vaca e arroz, Brav u Mlijeku: Cordeiro cozinhado com leite, Popeci: bife de vitela com queijo e presunto, Cufte: almôndegas. As sobremesas ganham expressão com influências turcas e gregas com o Baklava, os pasteis de mel e nozes, e os Krempita: pasteis de baunilha.

As Rotas do Mundo passarão por Perast, Baía de Kotor, Podvgorica e Budva

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