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Rotas do Mundo

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O Deus da Carnificina

Março 12, 2018

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Em cena no teatro da Trindade desde de dia 1 de Março, O Deus da Carnificina é uma comédia negra de Yamina Reza, autora francesa de ascendência iraniana.

 

Dizer que esta peça é uma comédia negra talvez seja vulgarizar um pouco a sua essência, direi antes que se encontra no registo de uma tragicomédia que assenta na análise do lado negro de todas as pessoas, aquele lado infernal que todos tentamos esconder por detrás de uma máscara qualquer.

 

Ao longo da peça são estas máscaras que vão caindo e que vão revelando a essência verdadeira de cada personagem, mas acima de tudo que nos revela a todos nós a nossa verdadeira essência.

 

Ali deixam de existir filtros, deixa de haver bom senso, os personagens tornam-se genuínos.

 

Diogo Infante encenador e ator da peça disse à agência Lusa que "Gostava que as pessoas levassem um pequeno murro no estômago”, e penso que no meio das gargalhas dissimuladas, nervosas ou espontâneas todo o público vai levando lentamente ao longo dos 80 minutos de duração pequenas pancadas com um pau que nos vai desfigurando a essência.

 

A história da peça é simples mas eficaz: dois jovens de 11 anos que se magoam na escola. Um agride verbalmente, o outro desfaz-lhe literalmente a boca. Assim surgem dois casais, pais dos respetivos jovens, supostamente são completamente diferentes e com a sua personalidade bastante vincada, que lutam em defesa do seu rebento. São os pais transformados em predadores para defender a sua cria.

 

Com tradução, versão e encenação de Diogo Infante, O Deus da Carnificina tem cenografia e adereços de Catarina Amaro, desenho de luz de Tânia Neto e sonoplastia de Rui Rebelo.

 

A desempenhar brilhantemente as 4 personagens estão Diogo Infante, Jorge Mourato, Rita Salema e Patricia Tavares. A interpretação de todos é brilhante mas tenho de reconhecer a Patricia que segue nesta peça de forma magistral.

Globos de Ouro - adorei o inesperado

Maio 25, 2015

Não podia deixar de comentar 3 simples estatuetas da categoria de teatro.

Numa entrega de prémios como os globos de ouro que é encenada, criada e estupidamente organizada por um grupo de comunicação, em que apenas neste grupo existe linhas disponíveis para a obtenção de votos, é natural e habitual que premeie as suas figuras de cartaz, aliás o que tem vindo a acontecer sempre.

Por essa razão acabaram com a categoria de televisão - era um absurdo.

No entanto, este ano adorei a entrega dos prémios de teatro, se os votos de Diogo Infante não foram surpresa, fiquei de queixo caído com a escolha da melhor atriz que foi entregue merecidamente a Sara Carinhas.

Mas a entrega do prémio a Tropa Fandanga como melhor espetáculo foi arrebatador. Uma revista á portuguesa moderna, radical, sem preconceitos, arrojada e com tudo para poder falhar. Mas são estes os riscos que compensam. Merecido. E para quem não viu tem oportunidade de ver novamente em Lisboa no final de junho. Parabéns. Afinal está provado que pode haver qualidade aliado a público.

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