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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Diário viagem Índia - Day 4

Março 16, 2017

Depois da capital indiana, nova dehli, chegou a vez de entrar no apogeu da cultura hindu.

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O destino foi Varanasi, antiga Benares, cidade sagrada onde a deusa Ganga desceu dos céus no dorso do seu crocodilo e transformou o rio Ganges na água sagrada.

Visitar esta cidade é por si só razão suficiente para vir à Índia. 

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Depois do trânsito louco serpenteando tudo e todos lá conseguimos chegar aos ghats, desde o central até pisar o local da cremação. Aqui tal como Shiva destruidora, a morte transforma-se em vida, o calor aumenta pelos fogos que queimam os corpos.

Depois de entrarmos na barcaça e percorrer o Ganges durante o por do sol, assistir à celebração Ganga Arti é arrepiante.

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Experiências inexplicáveis e que marcam uma pessoa para sempre. 

Acompanha tudo.

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Os sabores da Índia

Março 01, 2017

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 A gastronomia indiana é, de facto, uma junção das variadas culinárias regionais dos vários povos que habitam a Índia. Apesar de ser caracterizada por muita diversidade, tem algumas tendências gerais na maioria das culinárias indianas.

 

Uma grande parte da gastronomia indiana toma a forma de “caril”, pedaços de carne, legumes, verduras, ou outros alimentos temperados – tipicamente em um molho temperado. (Na verdade, a palavra “caril” originalmente denominou o molho). O “pó de caril” que se encontra no ocidente é uma criação recente que não é indiana, mas que foi inspirada pelas várias misturas de especiarias que são normalmente utilizadas na Índia – garam masala é a mistura mais famosa do norte, enquanto a mistura utilizada para preparar o condimento sambar se destaca no sul.

 

Muito comum também é o thali, um prato grande com várias tigelinhas pequenas em que são colocados “caris” e “chutneys” de legumes e verduras, dal (lentilhas), iogurte, molhos, entre outras iguarias. Vem acompanhado em norma por arroz e os tradicionais pães Naan. O thali é muito popular na Índia por oferecer uma variedade de comidas em um prato só, geralmente por um preço económico. A comida que os indianos comem geralmente é muita temperada, aproveitando da riqueza de especiarias e ervas que se encontram no país.

Entre as especiarias indianas mais comuns estão: açafrão, canela, cardamomo, coentros, cominhos, cravinho, curcuma, erva-doce, gengibre, hortelã, louro, mostarda, noz-moscada, pimentas várias. Alho, gengibre, coco, tamarindo, e vários tipos de chilis também estão entre os temperos indianos predominantes. Alguns estrangeiros acham que toda comida indiana é picante, e é verdade, mas isso varia muito entre as diferentes regiões do país.

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Os indianos comem sempre com a mão direita (nunca a esquerda), geralmente utilizando pão (no norte) ou arroz (no sul) como “talher”. A mão esquerda é utilizada para coisas “sujas” – então nunca se usa para comer. No norte, a pessoa usa o polegar e os dedos da mão direita para separar um pedaço do pão, e depois usa esse pedaço de pão para pegar os pedaços de carne, legumes, etc.

 

Os pães indianos são achatados – os mais comuns são roti, chapati, naan, e paratha. Nos restaurantes, é comum para todos na mesa dividirem toda a comida, cada um colocando um pouco de cada coisa nos seus pratos para comer com os pães. No sul, a pessoa usa os dedos da mão direita para fazer uma bolinha de arroz com os legumes, molhos, iogurte, etc.

 

Também muito comum na gastronomia do sul é o dosa, um tipo de crepe que pode ser feito de vários grãos diferentes e recheado com misturas ou simplesmente molhado com sambar e/ou chutney (uma classe de molhos que são comuns em várias regiões do país, feitos de tomate, coco, hortelã, ou outras ervas e frutas).

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A Índia é o país com a maior taxa de vegetarianismo no mundo (entre 20-40% da população); a religião hindu tem muita influência nisso. No entanto existe divergências nas várias comunidades da Índia – o vegetarianismo é menos comum nos estados do litoral, no nordeste, e entre os muçulmanos do país inteiro, e mais comum entre os jainistas e todos os hindus.

A vaca é sagrada na religião hindu, então a carne de vaca não é muito comum na Índia – as carnes mais comuns são as de frango e cabra. Peixe e camarão também são muito populares, sobretudo nas regiões litorais do país, como Kerala, Goa, e Bengala Ocidental. A carne de porco não é muito comum na maioria da Índia – os hindus acham o porco um animal sujo e os muçulmanos também não comem.

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A bebida preferida dos indianos é o chá, que bebem com muito leite e açúcar, e tipicamente também com especiarias como cardamomo ou gengibre. É servido em copinhos pequenos, em quase todas as esquinas do país.

 

Para aqueles que não são muito conhecedores dos pratos indianos, uma pequena lista d epratos típicos e de expressões que vão predominar nos menus dos diversos restaurantes:

Achar - Conservas que frequentemente acompanham as refeições na maior parte da Índia. Nas diferentes regiões do país, são feitas de uma grande variedade de legumes e frutos;

Aloo (ou alu) - Batata

Appam - Um tipo de panqueca muito comum no sul da Índia, feita de arroz com leite de coco.

Barfi - Um doce tradicional denso à base de leite condensado e açúcar, frequentemente com outros sabores como castanha de caju ou coco.

Biryani - Um prato muito popular de arroz com frango, cabra, camarão, ovo, ou legumes, e muitas especiarias. 

Chaat - Um termo geral para vários tipos de salgados típicos bastante temperados.

Chai - O chá típico indiano é feito com muito leite e açúcar, e também com especiarias como cardamomo e gengibre.

Chana - Grão-de-bico.  

Chapati - Um tipo comum de pão achatado indiano.

Chhole Bhature - Um prato que consiste em uma preparação de grão-de-bico em um molho temperado, com um tipo de pão frito chamado bhatura. 

Chutney - Um de vários molhos usados na Índia como condimentos. 

Dal - Lentilhas e outras leguminosas. 

Dosa - Um tipo de crepe muito popular no sul da Índia – e também em restaurantes no país inteiro que têm comida do sul no cardápio.  Um dosa pode ser feito de vários tipos diferentes de grãos e recheado com vários tipos de recheios (ou não).  O dosa básico é feito a base de arroz fermentado com um tipo de dal.

Garam Masala - Uma mistura de especiarias que é muito comum na culinária indiana, especialmente no norte.  Um garam masala típico tem cominho, cravo, canela, cardamomo, pimenta preta, noz-moscada, louro, e às vezes outros ingredientes.

Ghee - Um tipo de manteiga clarificada, utilizado em uma grande variedade de pratos indianos.

Gulab Jamun - Uma sobremesa doce que é muito popular na Índia – bolas à base de leite, cobertas com um xarope doce feito de açúcar, cardamomo, e água de rosas.

Idli - É um tipo de bolinho feito de farinha de arroz, tipicamente consumido com chutney e sambar.

Jeera rice - Arroz com cominho.

Kesar - Açafrão.  

Kheer - Um tipo de arroz-doce, muito popular como sobremesa na Índia.

Khichdi - Um prato muito popular, feito de arroz com dal (lentilhas). 

Kofta - Bolas de carne moída temperada, embora versões vegetarianas também sejam muito comuns na Índia hoje em dia.

Kulcha - Um tipo de pão achatado indiano, especialmente comum no estado de Punjab.

Kulfi - Um tipo de gelado tradicional indiano, mais denso que os nossos gelados. 

Laddu - Vários tipos de bolinhas doces. 

Lassi - Um tipo de bebida de iogurte.  A versão com manga é especialmente popular entre estrangeiros na Índia.

Masala - Literalmente “mistura” – no contexto de comida, a palavra masala geralmente refere-se a uma mistura de especiarias ou outros temperos.

Mirch - Pimenta.  

Mutter Paneer é um prato de ervilhas com paneer em um molho temperado.

Mutton - é carne de cabra.

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Naan - Um tipo comum de pão achatado indiano.

Paneer - O tipo de queijo mais comum na Índia.  Geralmente cortado em cubinhos e servido em um molho temperado, frequentemente com legumes, embora existam pratos “secos” com paneer também.  Paneer é utilizado como uma alternativa a carne nas versões vegetarianas de muitos pratos tradicionais.

Paratha - Um tipo comum de pão achatado indiano.

Pav Bhaji - Uma mistura de legumes

Pongal - Um prato à base de arroz

Pulao - Um prato de arroz com vários legumes.

Puri - Um tipo de pão indiano tradicional

Rajma - Um tipo de feijão. 

Rasgulla, Rasmalai - Doces tradicionais da região de Bengala.

Rogan Josh - Um prato tradicional de Kashmir (Caxemira), feito de carne de cordeiro ou cabra.

Roti - Um tipo comum de pão achatado indiano.  Tandoori roti é feito em um forno chamado tandoor; 

Sambar - Um condimento tradicional do sul da Índia, às vezes picante, a base de legumes.  

Samosa – A tradicional Chamuça, é um salgado tipicamente recheado de uma mistura de batatas, cebolas, ervilhas, e várias especiarias.

Tandoor - Um tipo de forno tradicional indiano, utilizado para pães (tandoori roti), frango (tandoori chicken), e vários outros pratos.

Tava - Um tipo de panela tradicional indiana.

Tulsi - Um tipo de manjericão indiano.

Vada Pav - Um tipo de sanduíche típica de Bombaim (mas que agora se encontra no país inteiro), com um tipo de “hambúrguer” frito de batata (batata vada) em um pãozinho (pav).  É uma típica “comida da rua” e o lanche mais popular de Mumbai.

Vindaloo - Também chamado de “Vinha de Alhos” em português, o vindaloo é um caril tradicional da ex-colónia portuguesa de Goa.  O nome vem do prato português “carne de vinha-d’alhos”.  Tradicionalmente é feito com carne de porco, embora muitos restaurantes fora de Goa utilizem outras carnes. 

 

Acompanha tudo em Aventura das 1001 noites.

O Hinduísmo é a Índia

Fevereiro 10, 2017

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A Índia é um país extremamente religioso, crente em “Deus” e todos os seus derivantes. Foi aqui que nasceu o Hinduísmo, o budismo, o jainismo e o sikhismo, sendo que a maior parte da população é hindu. Ou seja, 80% da população é hindu, perto de 15% é islâmica (trazida pela Dinastia Mogul desde o início do século XIV) e apenas 2% da população segue o sikhismo (mais propriamente no território norte do país).

 

Seguindo maioritariamente o hinduísmo conseguimos perceber verdadeiramente o que é a Índia, a sua cultura, a sua sociedade, a sua arte e principalmente as suas “estranhas” características – digo estranhas para nós ocidentais e cristãos, mas serão tão estranhas como são os nossos próprios rituais para os hindus.

 

O hinduísmo é assim uma das religiões mais antigas do mundo, alguns dos manuscritos sagrados datam de 1500 AC. As suas crenças podem ser complexas pois acreditam em imensos deuses (politeísta), detêm uma grande variedade de crenças e contêm muitas seitas diferentes. Os textos sagrados são vários, mas Veda é o mais importante, mas tem outros como Upanishadas, Mahabharata, o Ramayana, os Brahmana, os sutras e os Aranyakas. São escrituras com hinos, filosofias, rituais e histórias que influenciam as crenças hindus.

 

Mas existindo tantas escrituras sagradas e tantas variantes (monísticas – apenas uma coisa existe na escola Sankara, Panteísta – apenas uma coisa divina existe por isso Deus é idêntico ao mundo com Brahmanismo, Panenteísmo – o mundo faz parte de Deus com a escola Ramanuja e Teísta – apenas um Deus, distinto da Criação com Bhakti) torna-se difícil perceber o que são verdadeiramente os hindus. A maneira mais fácil de identificar os hindus é mesmo perguntar se segue a escritura de Veda. Se sim, não resta dúvidas.

 

Os Vedas são mais do que livros de teologia, contém uma mitologia religiosa que se mistura deliberadamente com mitos, teologia e história para atingir uma base em forma de histórias. Esta “Theo-mitologia” é tão bem fixada à história e cultura da índia, que rejeitá-la será o mesmo que rejeitar a Índia.

 

Para os Hindus, e apesar de muitos deuses, Brahma é o Deus supremo, Brahma é Tudo e cada ser é como Brahma – pessoa, animal, ou criatura – deste modo deixa de existir a individualidade. A forma eterna e a realização são assim alcançadas com o moksha, e até o atingir a alma vai reencarnando as vezes que for necessárias em todos os seres. Ao reencarnar num outro corpo ou casta será autodeterminada pelo Karma – assim o que fizeres hoje influenciará a tua reincarnação.

 

É aqui que surge então as castas que caracterizam a Índia, misturando a religião hindu e Brahma e também segundo muitos historiadores a própria história da Índia. Por volta de 1600AC a Índia (ou melhor será dizer o subcontinente indiano) é invadido pelos migrantes arianos (cor clara) que escravizou os nativos (daysa) mais morenos. Como aqui a estratificação da sociedade consoante a cor e consoante as suas funções na sociedade. Mas vamos acreditar que é o hinduísmo que estratifica a sociedade. Assim sendo, e baseando-se em Brahma o deus maior.

 

Da cabeça de Brahma saiu a casta Brama, ou sejam serão sacerdotes e a classe mais elevada da sociedade. Do tronco e braços de Brahma nasceu a classe Xátrias – os guerreiros e os que detêm poder (hoje em dia político), das pernas de Brahma foram criados os Vaíxás a força da Índia, ou seja os comerciantes e os artesãos, por fim dos pés de Brahma nasceram os Sudras – ou seja os servos, os operários, os camponeses. Á margem desta estrutura social existem ainda os Párias (Quem segue a Guerra dos Tronos sabem o que são), são os intocáveis, são aqueles que nasceram apenas da poeira. São aqueles que são invisíveis para a sociedade.

 

Esta estrutura é extremamente endógama, ou seja, quem nasce num extrato social não passará a outro, nem poderá integrar outro através do casamento. Claro que nos dias que correm, com o estudo e a alfabetização já se vai encontrando diferenças nesta rígida luta de classes, mas mesmo que um Sudra consiga alcançar poder através da sua profissão, moralmente nunca passará de um Sudra.

 

Os cinco princípios fundamentais do hinduísmo são assim:

- Um Deus único com Tríplice Manifestação: O ser supremos se divide para produzir a vida universal

- A Natureza Eterna do Mundo: O mundo e os seus seres saídos de Deus voltam a Ele por uma evolução constante

- A Reencarnação: Há uma parte imortal do homem que voltará sempre

- O Karma: Aquilo que fizeres nesta vida influenciará a próxima

- O Nirvana: o estado do não desejo, o mais puro e íntegro da alam.

 

Os Deuses Hindus, são mais do que imensos, cada um que influenciará uma área ou proteção específica. Será assim tão diferente dos santos cristãos? Não acredito.

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 Brahma é sem dúvida o Deus maior dos hindus, é o Deus criador, o primeiro Deus da Trindade dos Deuses do Hinduísmo (Brahma, Vishnu e Shiva). Representa a força do Universo.

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Vishnu – simboliza o vigor, é capaz de suportar qualquer coisa e acima de tudo é capaz de fazer possível os impossíveis.

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Shiva – Deusa da Destruição, a dançarina cósmica que destrói para brahma conseguir criar.

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Krishna é o Deus do Amor, é o Deus atraente e íntimo, é o deus que protege todas as entidades vivas.

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Ganesha – um dos deuses mais conhecidos do mundo derivado de mistura feições humanas com elefante – é o Deus da Educação, da Sabedoria e do Conhecimento.

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Saraswati – A Deusa das artes e da música

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Lakshmi – É uma deusa mãe, a deusa da prosperidade, a deusa da beleza e deusa que reflete o feminino.

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Hanuman – É o deus macaco, aquele que representa o espírito Neandertal dos humanos, o animal que há em todas as pessoas.

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Rama – é o deus guerreiro e o administrador ideal, reflete a moralidade e as ações corretas ideais para uma governação.

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Ganga – Deusa do Rio Ganges.

 

O rio Ganges é torna-se assim na materialização da Deusa Ganga e nasce assim com o local sagrado dos hindus., é a divindade materna é um conjunto de tradições, o Ganges é tudo. Reza a lenda que um rei muito famoso praticou de forma muito fervorosa a sua religião com o objetivo de trazer à terra a Deusa Ganga para que encontrasse a salvação dos seus ancestrais amaldiçoados. Ganga acaba por ceder e desce à terra através de uma trança de cabelo de Shiva para lavar os pecados humanos e torná-la pia e fértil. É assim que Ganges é leito, é ali que os hindus vão lavar os seus pecados, é ali que querem contactar com o divino é ali que querem ser cremados para estar perto de Brahma, é ali que querem ser curados bebendo a sua água.

 

É no Rio Ganges e mais propriamente na cidade de Benares ou Varanasi que se encontra o local sagrado dos hindus.

"O Ganges, acima de tudo, é o rio da Índia, que manteve cativo o coração da Índia e atraiu incontáveis milhões às suas margens desde a alvorada da história. A história do Ganges, de sua fonte ao mar, dos tempos antigos aos modernos, é a história da civilização e da cultura da Índia, da ascenção e queda de impérios, de cidades granmdes e orgulhosas, de aventuras do homem". by Jawaharla Nehru

 

Antes de partir nesta Aventura das 1001 Noites, por terras da Índia, é imprescindível conhecer a sua cultura. A justificação para muito do que vou ver é o hinduísmo.

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