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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Os sabores de Amesterdão

Março 14, 2018

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O clima frio e a proximidade do mar aliado ao espírito de aventura dos holandeses transformaram este povo em excelentes agricultores, pescadores exímios e pessoas que amam pratos quentes e reconfortantes. Tudo isto influencia a cozinha holandesa.

 

A gastronomia típica do país não é em nada parecida com os seus vizinhos franceses apesar de terem um molho com o seu nome (molho holandês), a verdadeira essência desta culinária são o sabor dos produtos que a terra e o mar lhes dão.

 

Assim, a batata, o queijo e o peixe tornam-se reis e senhores da maioria dos pratos típicos. Tentaremos apresentar os pratos de maior destaque e onde os poderá provar.

 

Maatjes Haring: Arenque cru com cebola e pepino picados. É simples, agarra-se pela cauda este peixe abundante e mete-se todo na boca (tipo jaquinzinhos), ou poderá dispô-lo sobre uma fatia de pão (tipo sardinha). O melhor local para provará esta iguaria tão apreciada pelos holandeses é na rua, ou seja, nas muitas barracas que povoam as ruas da cidade.

 

Gerookte Paling: Enguia fumada que chega a Amesterdão de Ijselmeer é servida com torradas e regada com sumo de limão.

 

Patat: são simplesmente batatas fritas (os holandeses adoram estas batatas tal como os belgas) que são servidas num cartucho de papel e que podem ser regadas com qualquer molho, eles preferem a maionese. Há muitas bancas de rua e pequenos restaurantes que as servem, e é raro não ver estes cartuchos nas mãos dos holandeses ou turistas por todas as ruas da cidade. Segundo dizem, as melhores batatas são no Restaurante Vlemickx.

 

Bitterballen: bolinhas de carne é a melhor tradução mas será difícil explicar o que é pois é uma mistura entre almôndega e croquete. São muitas as bancas de rua que as vendem e são servidas com a excelente mostarda holandesa.

 

Erwtensoep: é uma sopa de ervilhas muito espessa que não é do agrado da maioria das pessoas, parece cola para papel parede. O Restaurante Nieuwezids Voorburgwal é especialista neste petisco.

 

Hutspot: a tradução literal deste prato é miscelânea e é isso mesmo que este prato é, um pote de guisado com batatas, carne e cenoura esmagada. Há ianda uma outra versão que é com puré de batata, couve, bacon e salsinhas fumadas a que chamam de Stamppot boerenkool.

 

Kas: Queijo é sem dúvida uma das iguarias holandesas que consegue ser do apreço dos nativos, dos turistas e de todo o mundo que importa em grande escala os maravilhosos queijos holandeses como o Gouda ou o Edam. Existem muitas curas dos queijos e já muitas receitas que misturam o tradicional queijo com ervas aromáticas, trufas, alho e afins. As opções são muitas tantas como as milhares de lojas que as vendem, mas opta por uma de qualidade e se conseguires ir a uma fábrica fora de Amesterdão aproveita, são muito melhores.

 

Para acompanhar com todas estas iguarias os holandeses preferem sempre cerveja. Existem muitos tipos de cerveja mas a Grolsch e a Heineken são as eleitas.

 

As sobremesas também são deliciosas mas sobre isso falaremos num outro post, acompanha tudo em Amesterdamtrip.

Pakto uma viagem de sabores

Março 08, 2018

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Neste fim de semana fui convidado a visitar um restaurante de sushi em Paço de Arcos, como é algo que aprecio lá fui eu debaixo de uma chuva infernal.

 

Ao chegar ao espaço deparei-me com um micro pequeno restaurante, que apesar de muito pequeno é bastante acolhedor e tem uma decoração muito satisfatória.

 

A ementa é variada e surpreendeu, pois estava apenas à espera de um restaurante de sushi e deparo-me com um restaurante de fusão que faz um mix inteligente entre comida japonesa, peruana e do Hawai.

 

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Dentro deste restaurante podemos viajar por estas três culturas e pela história destas 3 nações que se misturam ao longo dos últimos séculos. Talvez por isso a mixagem na gastronomia funcione também.

 

O ingrediente comum é o peixe, peixe supre fresco e de boa qualidade, os pratos esses são vários mas claro que o sushi, o ceviche, o tártaro e as poké Bowls são as estrelas.

 

Assim fica apenas uma dúvida que será o que escolher para a degustação pois a ementa é variada e rica, tendo desde gyosas, tempuras, sunomono, ceviche vários, sashimi, sushi vários clássicos e de fusão, poké bowls. Assim sugiro que apostem num dos menus de degustação à escolha. Existem 3 opções com preços que variam entre os 15 e os 25 euros.

 

A nossa viagem iniciou com uma sopa Miso que estava cinco estrelas, seguiu-se um carpaccio de atum, Harumakis, poké bowl, variadas peças de sashimi e sushi, Gunkans naturais e braseados.

 

Comum a todos estes pratos duas coisas uma excelente execução e peixe fresquíssimo.

 

Quanto à equipa fomos recebidos de forma calorosa e que nos transmitiu um ambiente familiar, quer pela proprietária quer pelos seus colaboradores. A única melhoria aqui se possível seria uma maior interação dos sushi man, o espaço e a montagem da sala permitem uma aproximação maior aos clientes o que tornaria a experiência ainda melhor.

 

Resumindo, comida 5 estrelas, colaboradores 5 estrelas, peixe 5 estrelas, uma viagem de degustação Maravilhosa.

 

Créditos das fotos Pakto

Casa Ermelinda Freitas: uma casa de vinhos premiada

Fevereiro 28, 2018

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Apesar de ser um bom apreciador de vinho não sou a pessoa mais entendida na matéria, no entanto ao ler uma pequena noticia sobre os vinhos D. Ermelinda decidi conhecer um pouco melhor esta empresa.

 

A Casa Ermelinda Freitas é uma empresa familiar que vem passando de gerações em gerações. iniciada em 1920 por Deonilde Freitas, continuada por Germana Freitas e mais tarde por Ermelinda Freitas, sempre dedicou especial atenção ao vinho. Pelo desaparecimento precoce do seu marido, Manuel João de Freitas, Ermelinda deu continuidade à empresa com colaboração da sua filha única, Leonor, que embora com formação fora da área vitivinícola, tomou a liderança da empresa reforçando assim a presença feminina na sua gestão.

 

Desde a primeira geração que esta casa aposta na qualidade das vinhas e dos vinhos, que inicialmente eram produzidos e vendidos a granel sem marca própria. Foi com a atual gestão que se deu a grande mudança de se criar marcas próprias. Assim, em 1997, iniciou-se um novo ciclo com o “Terras do Pó” tinto, primeiro vinho produzido e engarrafado da Casa Ermelinda Freitas.

 

Herdando 60 hectares de vinhas de apenas duas castas: Castelão e Fernão Pires, situadas em Fernando Pó na região de Palmela, rapidamente Leonor Freitas com o seu espírito inovador e diferenciador introduziu uma diversidade de castas como a Trincadeira, Touriga Nacional, Aragonês, Syrah, Alicante Bouschet, entre outras.

 

Dada a localização privilegiada da exploração, nela são produzidos alguns dos melhores vinhos da região.

 

As marcas já são muitas nesta casa: Moscateis, Leo D´Honor, Quinta da Mimosa, Terras do Pó, Dona Ermelinda, Dom Campos, Casa Ermelinda Freitas, Vinha do Rosário, Espumantes, M.J Freitas e Dom Freitas.

 

Apresentamos algumas variedades entre moscatéis e espumantes.

 

À D. Leonor Freitas que continue o seu excelente trabalho.

 

Syrah Reserva 2015

Regional Península de Setúbal Reserva

Castas: Syrah

Origem: Vinhas situadas em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentação em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estágio de 12 meses em meias pipas de carvalho americano e francês.

Aconselha-se Guardar Durante 7 anos

Notas de Prova: Vinho de cor granada, concentrado. Aroma confitado a lembrar fruta preta muito madura, alguma especiaria, com toque balsâmico da casta. Na boca é muito cheio, aveludado com taninos presentes muito bem integrados. Final longo e persistente.

Pratos recomendados: Ideal com pratos de carne vermelha, caça, assados no forno, queijos fortes e Foie gras.

 

Terras do Pó Reserva 2015

Regional Península de Setúbal

Castas: Castelão

Origem: Vinha situada em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentação em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estágio de 9 meses em meias pipas de carvalho francês.

Aconselha-se Guardar Durante 10 anos

Notas de Prova: Vinho de cor granada, concentrado, rico em taninos de boa qualidade, muito complexo, com aromas a lembrar frutos vermelhos maduros, muito bem conjugado com a madeira que lhe dá um toque a baunilha. Fim de boca persistente e muito prolongado.

 

Espumante Reserva 2011

Vinho Espumante Branco, D.O. Palmela Reserva

Castas: 50% Chardonnay, 50% Arinto

Origem: Vinha situada em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentado em barricas de carvalho francês e seguido de estágio com batonnage de 6 meses nas barricas. Segunda fermentação realizada em garrafa segundo o método champanhes, seguida de um estágio mínimo de 18 meses em garrafa.

Aconselha-se guardar durante 8 anos

Notas de Prova: Bolha fina e persistente. Vinho de cor amarelo brilhante, frutado, a lembrar citrinos e frutos tropicais, com toque floral a lembrar flores brancas. Boa estrutura e boa acidez que lhe dá frescura e longevidade. Final de boca a lembrar o fruto, fresco e agradável.

Pratos recomendados: Ideal como aperitivo ou a acompanhar carnes gordas.

 

Moscatel Roxo Superior 2010

D.O. Setúbal - Moscatel de Setúbal Superior

Castas: Moscatel Roxo

Origem: Vinha situada em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentação em cubas-lagares de inox com temperatura controlada até 1080 de densidade, seguindo-se a adição da aguardente vínica a 77% e maceração pelicular prolongada até Março do ano seguinte. Estágio de 6 anos em meias pipas de carvalho francês.

Aconselha-se guardar durante 50 anos

Notas de Prova: Vinho de cor âmbar vivo e dourado, com aroma a lembrar frutos secos,como avelã, nozes e algumas especiarias. Na boca é muito harmonioso com excelente combinação entre doçura e frescura, que lhe confere um final bastante complexo e prolongado.

Pratos recomendados: Acompanha bem pastelaria fina, doçaria Árabe, como pode servir de aperitivo.

 

Leo d'Honor 2009

D.O. Palmela

Castas: Castelão “Periquita”

Origem: Vinha com mais de 60 anos situada em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentação em cubas-lagar de Inox com maceração pelicular prolongada de 4 semanas

Aconselha-se Guardar Durante 15 anos

Notas de Prova: Aroma profundo e concentrado. A casta Castelão no seu melhor com notas de frutos pretos, compota e especiarias. Complexo na boca com ligeiras nuances a tabaco e chocolate provenientes do estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho bem encorpado, com taninos presentes e um elegante final de boca.

Pratos recomendados: Ideal com pratos de carne estufada, caça, assados no forno, queijos fortes e Foie gras.

 

Gastronomia Orgásmica no Armazém da Alfândega

Fevereiro 23, 2018

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Aquando a minha ultima viagem à região de Aveiro tive duas premissas: visitar os locais que ainda não conhecia e degustar o que de boa gastronomia se faz pela cidade.

 

A “googlar” descobri o Armazém da Alfândega, um restaurante recente com cerca de 1 ano, sediado no Hotel “Histórias por metro quadrado” e que disponibiliza além da sua moderna carta alguns menus de degustação elaborados pelo chef Daniel Cardoso.

 

Pareceu-me um ótimo restaurante com comida de conforto, um ambiente supre agradável e uma carta variada, não me restou dúvidas e reservei mesa. A chamada telefónica que recebi poucos minutos depois do próprio restaurante informava-me que no dia marcado iria existir um evento à porta fechada no restaurante, no âmbito das celebrações do seu primeiro aniversário e que poderia manter a reserva mas teriam custos superiores.

 

Ora, um dia não são dias, e porque não estar presente no 6 hands challenge com o chef e mais dois convidados surpresa? Aceitei e lá estive numa das maiores experiências gastronómicas da minha vida.

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O chef Daniel Cardoso convidou para este desafio a 6 mãos os seus colegas do Masterchef Luís Portugal e Lobão. A expectativa estava em alta, sentei-me naquela mesa reservada com o meu nome com vista para a cozinha, o espaço que apesar de pequeno fez-me sentir em casa e em família (não fossem a maior parte dos presentes fornecedores, amigos e clientes habituais da casa), o ambiente escurecido e com algum “glow” transportava-nos para esta nova experiência, a música acompanharia toda a noite dando asas a cada prato apresentado.

 

Estava pronto para este Desafio gastronómico.

 

Esta degustação iniciou com um macarron com tinta de choco e salmão acompanhados com um Herdade da Malhadinha Nova Antão Vaz. Ora que ideia esta de começar uma refeição com uma suposta sobremesa salgada. Resultou. A apresentação embora transportando-nos para os enlatados que muito abundam nesta zona, transportava-nos para um ideal futurista. Talvez seja esta a missão do Armazém da alfândega levar ao futuro a Tradição.

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O chef Luis Portugal, que hoje detém um restaurante em Trás-os-Montes com produção de enchidos, e ao qual prometi uma visita em breve, brindou-nos de seguida com um corneto invertido com sapateira, mel balsâmico, redução de pimento assados e rebentos de coentros.

 

O menu continuou com um prato do chef Lobão que nos transportou até à Ásia com barriga de porco cozinhado em chá de Lúcia lima com espuma de chá e favas crocantes. A acompanhar as entradas de carne a Herdade da Malhadinha, presente no evento, apresentou-nos um monte da Pesseguinha.

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Seguiu-se então uma surpresa, que não estaria presente na carta mas que o chef Luís Portugal fez questão, Alheira com papoila, maionese de lima e coentros, geleia de marmelo, puré de maça e mais uma vez a fabulosa redução de pimento assado (sugeri no final do evento ao Luís que esta redução devia ser comercializada).

 

Iniciaram então a marcha de pratos principais que vieram degustar o nosso palato. O primeiro da autoria do lobão na minha ótica foi uma tentativa falhada, e penso que seja esta também a opinião do autor, mas valeu a tentativa e por vezes para chegar a pratos divinais terão de ser corrigidos alguns problemas: Robalo curado com beterraba e ovas de cabra.

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Daniel apresentou-nos um sonho de bochechas de bacalhau com maionese de lima e ovas de peixe voador. A acompanhar estes pratos a Herdade da Malhadinha com o seu branco.

 

Para terminar a Malhadinha serve-nos o seu famoso tinto para acompanhar o maravilhoso prato do Luís: Cuscos transmontanos de amêijoa cozinhados em caldo de terra e mar com veado, mel e cebolinho. Este prato fez-me arregalar os olhos, e literalmente babar-me, não fosse a maravilha dos cuscos e do veado. Fiquei a conhecer estes cuscos de Trás os Montes, um produto regional feito a partir do trigo de barbela que desconhecia até então.cuscos.jpg

Para finalizar a noite um gelado de coentros, pão-de-ló com sementes de coentros e abacaxi caramelizado acompanhado duma colheita tardia Latest Harvest Malhadinha.

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A noite não ficaria completa sem Daniel nos apresentar a sua sobremesa de autor e que ao que parece é um dos ex-libris daquela casa: a Pavlova. Mas desta vez, foi em modo gigante servida como bolo de aniversário.

 

Para resumir a noite seria mais simples dizer que este desafio foi uma noite gastronómica Orgásmica.

 

A todos os elementos envolvidos felicito o trabalho, aos proprietários do espaço desejo a maior sorte e continuação na sua ascensão, a todos os que não conhecem o Armazém da Alfandega um conselho: Toca a conhecer.

Sal Poente: um pecado de sabores

Fevereiro 20, 2018

Um restaurante em Aveiro que é um verdadeiro sonho para todos os amantes de boa gastronomia.

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Ocupando dois antigos armazéns de sal no Cais de São Roque em Aveiro, considerados património histórico da cidade, este restaurante detém um ambiente elegante e calmo o que se torna ótimo para jantares familiares, de amigos ou de negócios. Aqui a qualidade alia-se à inovação, ao design e à arquitetura.

 

A sua ementa é vasta mas detém dois trunfos importantes: a recriação da cozinha tradicional portuguesa confecionada com rigor e qualidade mas com um twist fabuloso, e o bacalhau: produto estrela do restaurante e da cidade, talvez por isso ambicionam ser o melhor restaurante de bacalhau em Portugal.

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 A cozinha está entregue ao chef Duarte Eira, natural de Vila Real e que figura no Top 5 dos “chefe cozinheiro de 2017”, vencedor do concurso de 2011 “A revolta do Bacalhau”. Duarte tem uma premissa que é “inovar, inovar, inovar”, talvez por isso os pratos que saem da sua cozinha são modernos, joviais, aliando a tradição e o sabor às tendências contemporâneas.

 

O cliente pode optar pelo menu de degustação do chefe ou pelo menu de bacalhau (preços variam entre 50€ e 60€ pax sem vinhos) ou apenas optar por escolher os seus pratos da carta variada e rica.

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A nossa experiência gastronómica iniciou-se da melhor maneira com um amuse bouche do chef: alheira com lima e trufa regada de champanhe.

 

Como entrada optámos pela “Vieira e o Caviar” onde uma vieira corada se derrete em abóbora manteiga, Caviar e Queijo da Serra e pelo “Taco de tártaro de novilho marinhoa”.

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Á nossa mesa chegou posteriormente “A Garoupa e o Choco” onde uma tranche de garoupa se mesclava com choco frito, puré de batata com tinta de choco e pontuado com ervilhas com chouriço glaceadas, e “A caça e a Perdiz” uma junção mágica de peito de perdiz corado com crocante de perdiz, batata doce e legumes.

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Para finalizar “o Limão” e “o Caramelo, o café e a fava Tonka” adoçaram o nosso palato. O primeiro como o próprio nome indica é uma representação do limão em diversas formas e texturas, enquanto o segundo é um leite-creme de fava tonka, café em crumble e creme, redução de baileis e gelado de caramelo salgado.

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Esta experiência foi fabulosa, os preços não são os mais baratos mas sem dúvida aconselhável a todos os mortais. Serviço mesa e cozinha 5 estrelas. Um dos melhores restaurantes onde já marquei presença.

 

Degustar aqui no Sal Poente torna-se pecado...

 

Irish Beer and Stout

Agosto 17, 2017

 

 

 

 

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Todos as bebemos mas muita das vezes nem sabemos ao certo o que são. Na Irlanda é uma das bebidas de eleição e ganham muito relevo na economia nacional.

 

 

 

O que é cerveja?   

 

Antes de começar a falar sobre cerveja, seria interessante defini-la para que não haja dúvidas sobre o que ela é: Cerveja é uma bebida alcoólica carbonatada, produzida através da fermentação de materiais com amido, principalmente cereais maltados como a cevada e o trigo. A sua preparação inclui água como parte importante do processo e algumas receitas levam ainda lúpulo e fermento, além de outros temperos, como frutas, ervas e outras plantas.

 

Dentro desta definição de cerveja encontram-se diversas variedades, de acordo com fatores como método de produção, ingredientes usados, cor, sabor, aroma, receita, história, origem e assim por diante.

 

 

 

 

 

LAGERS

 

As Lagers são as cervejas mais consumidas no mundo, originarias da Europa Central no século 14, são cervejas de baixa fermentação ou fermentação a frio (de 6 a 12ºC), com graduação alcoólica geralmente entre 4 e 5%. As lagers dividem-se em diversos sub-tipos:

 

 

 

Pale Lagers: Lagers claras, as mais comuns.

 

 

Dark Lagers: Lagers escuras também são bastante comuns.

 

 

 

Vienna: de cor castanha avermelhada, tem corpo médio e um sabor suave e adocicado de malte levemente queimado

 

 

 

Bock: A palavra Bock é resultado da quebra da palavra EinBeck, cidade natal deste tipo de cerveja. Por tradição são avermelhadas. Possuem um complexo sabor maltado devido às misturas de maltes de Viena e Munique.

 

 

 

Marzen: Produzidas na Bavaria durante o mes de março (März em alemão) especialmente para a Oktoberfest, as Märzen podem ser claras ou escuras e ficam entre 4,8 a 5,6% de álcool.

 

 

 

Malt Liquour: é um termo surgido nos Estados Unidos para classificar as lagers fortes que têm alto teor de álcool devido à adição de açúcar, enzimas ou outro ingrediente em complemento ao malte.

 

 

 

 

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ALES

 

O que a difere das Lagers é o tipo de fermentação, que é feita em temperaturas mais altas, geralmente entre 15 e 24ºC. É um processo antigo de fabricação, o que fez com que as cervejas do tipo Ale fossem as únicas disponíveis até meados do século XIX, quando foi inventada a baixa fermentação (Lager). Dada essa “antiguidade”, aliada principalmente à fermentação a quente, os sabores complexos, maltados e lupulados das cervejas Ale são incomparavelmente mais percetíveis, sendo cervejas mais encorpadas e vigorosas. Pale Ales: São as Ales claras, com graduação alcoólica até 6%. Foram criadas para competirem com as cervejas Pilsen durante a Segunda Guerra Mundial, portanto compartilham a característica de serem mais suaves.

 

 

 

Amber Ale: Diferenciando-se em coloração principalmente, mas também acompanhando em corpo e potência. Uma variante sua é a Red Ale, muito comum na Irlanda talvez por isso muitos consideram este tipo a Irish Red Ale.

 

 

 

Altbier: ou simplesmente Alt, proveniente da região de Düsseldorf na Alemanha, seguem o estilo antigo de produção de Ales, antes mesmo do surgimento das Lagers. É muitas vezes considerada uma ligação enter as cervejas Ales e as Lagers, por ser feita com fermento de Ale porém fermentada em temperatura de Lagers.

 

 

 

Strong Ales: Denominação genérica que inclui uma variada gama de cervejas que podem ser claras ou escuras. Possuem alto teor alcoólico, que vai de 6 e pode chegar a 12%. Podem ser saborosas e balanceadas, “inserindo” harmoniosamente o álcool no conjunto, ou podem ser simplesmente fortes e desbalanceadas, evidenciando a gradação alcoólica.

 

 

 

Belgian Strong Ales: Produzidas principalmente na Bélgica, estas possuem algumas caracerísticas diferenciadas que as fazem cair em um agrupamento diferenciado.

 

 

 

Kölsch: Do berço alemão de cervejas e de coloração dourada, é normalmente mais doce e com menos lúpulo que as suas irmãs. Em muitas receitas leva vários grãos, inclusive trigo.

 

 

 

WeissBier: é uma cerveja feita a base de trigo e característica do sul da Alemanha, região da Baviera. São cervejas claras e opacas, onde sobressai o trigo com o qual foram produzidas, bem como sabores frutados (banana e maça), cravo e florais. Bastante refrescantes e de graduação alcoólica moderada (entre 5 e 6%), são opacas e normalmente não filtradas. Produzem, em geral, um creme denso e persistente.

 

 

 

 

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STOUT

 

Cervejas negras opacas, dotadas de forte sabor de chocolate, café e malte torrado, pouca carbonatação. Sua origem remonta à época em que parte da produção das cervejarias inglesas era destinada à Rússia e aos países bálticos. Para suportar a viagem, essas cervejas possuíam – assim como possuem hoje – alto teor alcoólico, variando de 8 a 12%. Sua representante mais famosa é a Guinness.

 

 

 

PORTER

 

Normalmente confundida com as Stouts, mas tem razão para o ser: o nome Stout surgiu de uma diminuição do nome "Stout Porter", usado para classificar as Porters mais fortes. Portanto, a Porter é uma cerveja mais suave que sua parente Stout, normalmente com 1 a 2% a menos de álcool. Para se ter uma ideia de como uma coisa levou à outra, a cervejaria Guinness produzia Porters até 1974.

 

 

 

 

Elegemos as melhores 10 cervejas irlandesas que não pode deixar de experimentar, há para todos os gostos:

 

 

 

Guiness Blonde American Lager – tipo Lager

 

 

 

Guiness Draught – tipo Stout

 

 

 

Harp Lager – tipo Lager

 

 

 

Kilkenny Irish Cream Ale – tipo Ale

 

 

 

Murphy’s Irish Red – tipo Red Ale

 

 

 

Murphy’s Irish Stout – tipo Stout

 

 

 

O’Hara’s Celtic Stout – tipo stout

 

 

 

O’Hara’s Curim Gold Irish Wheat – tipo Red Ale

 

 

 

Smithwick’s Irish Ale – tipo Red Ale

 

 

 

The Porterhouse Brewing Co. Oyster Staut – tipo Porter

 

 

 

Como não podia deixar de ser e de forma a conhecer melhor todo o processo da fabricação da Cerveja, nada melhor do que visitar a fábrica de uma delas. E neste caso a opção caiu sobre a fábrica da Guiness em Dublin, com direito a vista e prova das muitas das suas cervejas.

 

 

 

Experimenta e acompanha toda a aventura através dos tags #ilhaesmeralda e #irelandtrip

 

 

 

 

Sabores da Irlanda

Agosto 16, 2017

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De borrego e cordeiro na Primavera, a peixe e marisco no Verão, guisados e sopas no Outono e Inverno, e claro, a batatas em qualquer altura do ano, os sabores da Irlanda são simples, caseiros e cozinhados consoante as estações doa no e os alimentos que as mesmas proporcionam.

Podemos dizer assim que a comida típica irlandesa voa consoante as estações doa no, os produtos frescos e sazonais predominam a mesma, o que torna tudo fresco e saboroso.

Mas existem pratos que são obrigatórios de provar pois traduzem tudo o que a Irlanda e os Irlandeses são.

 

Guisado Irlandês

Um prato simples que conjuga a carne de cordeiro ou borrego com os mais frescos vegetais (cebolas, cenouras, por vezes couve) e batatas num guisado que dura horas a cozinhar. Comida familiar e de conforto para aquecer todos os dias frescos.

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Colcannon

Poderemos traduzir como puré de batata. A batata desde o século 16 que é um dos principais alimento dos irlandeses e o puré deste alimento misturado com couves, manteiga e natas são um dos pratos mais famosos por todo o país. Depois surge a variante Champ que é feita com “spring onions”.

 

Marisco

Visitar a Irlanda fora do Verão é sinónimo de degustar com os melhores marisco de toda a costa e dos rios irlandeses. Mexilhões, ameijoas, Ostras e lagostins.

Em Setembro Galway acolhe o Festival da Ostra e como não podia deixar de ser estaremos presentes para degustar esta iguaria.

 

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Soda Bread

Nada mais simples do que um pão onde na receita leva bicarbonato de soda e “buttermilk”. As receitas são inúmeras desde pão doce com açúcar, mel ou frutos secos até aos salgados com cereais e sementes. Para acompanhar com tudo.

 

Boxty

Traduzindo do irlandês “arán bocht tí” este prato significa pão de casa pobre, que não é nada mais nada menos do que batata. Ou seja Boxty é principalmente feito de batata ou puré de batata sob diversas formas, basicamente servia para aproveitar os desperdícios do dia anterior ou para cozinhar quando a produção de batata era demasiada e poucos outros alimentos haviam disponíveis.

Existem 2 tipos diferentes de Boxty: Boxty Dumplings - em forma de “dumplings” que é puré de batata misturado com farinha e sal e depois frito em manteiga, em forma de panquecas que podemos ver em boxty on the pan – fritas na frigideira ou boxty in the oven – cozinhadas no forno.

Acompanham com bacon, ovos ou salmão fumado e creme fraiche.

 

Bacon com Couves

Um prato de tacho onde mistura bacon, couves e batatas que cozinham durante horas. O porco é marinado durante um dia e depois posto a cozinhar em conjunto com as batatas, no final adiciona-se as couves. Um molho fresco de salsa é o acompanhamento perfeito.

 

Salmão

Nos meses de Abril e junho o salmão selvagem torna-se numa das principais iguarias na Irlanda, no entanto já não existem em quantidades extremas. O salmão continua no entanto a ganhar força com o salmão fumado de diversas zonas do país em especial de Connemara.

 

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Black and White Pudding

Não é um pudim mas sim enchidos. A diferença entre o Negro e o branco é o sangue que é misturado nos enchidos. Black pudding o mais popular que é utilizado nos guisados, diversos pratos e ao pequeno-almoço típico irlandês é um chouriço de sangue.

 

Coddle

Não deixa de ser um assado no forno com chouriços, bacon, batatas e cebolas. Um prato simples criado com aquilo que a terra dá. É um prato da classe trabalhadora mas que com um twist facilmente se torna numa iguaria de bradar aos céus.

 

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Barmbrack

Um pão doce que é feito com passas e sultanas e aromatizado com folhas de chá. É servido co manteiga fumada e uma chávena de chá. Este pão doce é o bolo do Halloween, que consoante o corte da sua fatia poderá adivinhar o futuro.

 

A gastronomia irlandesa é ainda mais do que isto mas sem dúvida que a simplicidade dos alimentos e a forma de cozinhar nos fazem sentir em casa.

 

Hoje em dia, muitos restaurantes de renome deram um pequeno twist às receitas sem perder o caracter irlandês, mas dando-lhes novas técnicas. Elegemos assim os melhores restaurantes para provar comida irlandesa:

 

The woolen Mills Eating House – Dublin

Kai Café – Galway

Farmgate Café – Cork

An Port Mór Coutry Mayo – Westport

1826 Adare – Limerick

Gregan’s Castle – Burren, Coutry Clare

Mourne Seafood Bar – Belfast

Newforge Dining Room – Armagh

The Brewer’s House – Dungannon, Coutry Tyrone

The Fumbally – Dublin

 

Se achas que estes pratos são uma delicia porque não aproveitas voas até à Irlanda e comprovas.

 

Segue toda aventura através dos Tags: #ilhaesmeralda e  #irelandtrip

Whisky ou whiskey: curiosidades da Irlanda

Agosto 10, 2017

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Irlanda é um país conhecido pela sua cerveja mas não podemos também esquecer o seu Whiskey. Mas afinal será whisky ou whiskey?

 

Pois bem, apesar de significarem exatamente o mesmo existe diferenças que se prende com o país produtor e com a fermentação. Neste caso e a maneira mais simples de compreender será a utilização do “E” se o país produtor tiver um “e” no seu nome. Assim sendo enquanto que na “Sctoland” e no “Canada”se produz whisky na “Ireland” e nos “United States” se produz Whiskey. A outra diferença será o número de fermentações – o whisky com 2 fermentações e o whiskey com 3 (esta aliás será uma das maiores diferenças entre o néctar produzido na Escócia e na Irlanda).

 

O whisky escocês continua a ser o mais famoso do mundo, mas o Whiskey irlandês está a ganhar cada vez mais espaço no mercado mundial. Aliás acredita-se que o whiskey irlandês surgiu em primeiro lugar, no passado século VII, criado por monges quando estes trouxeram do médio oriente o alambique. Foi então criado o “uisce beathadh” – água da vida – hoje em dia whiskey.

 

Se no passado existiam inúmeras destilarias, quase uma por cidade (existiram cerca de 150) a partir da década de 20 com a crise na Irlanda, o pós guerras mundiais, a lei seca nos Estados unidos (um dos principais importadores) e o comércio de outras bebidas alcoólicas, esse numero foi reduzindo substancialmente.

 

As destilarias fundiram-se umas às outras para sobreviver à crise e hoje em dia poderemos considerar que apenas existem 7 grandes destilarias em toda a ilha, 3 na Irlanda do Norte: Busmills, Echlinville e Teeling Belfast Distilerry Company, e 4 na República da Irlanda: Cooley, Tullamore, Dingle Distillery e Midleton company.

 

O whiskey irlandês caracteriza-se por ser fermentado 3 vezes, o que faz com que o seu aroma e sabor se torne mais suave e adocicado. Esta suavidade tem aos poucos conquistado o mundo dos fãs do destilado de malte.

 

 

Mas afinal o que é o whiskey?

O whiskey é uma aguardente obtida através da destilação de um mosto fermentado de cereais como a cevada de malte, centeio e milho e posteriormente envelhecido em barris de diversos tipos de vinho (Porto, Jerez, ou outros).

 

Existem diversos tipos de Whiskey dependendo do tipo de grão utilizado: Whiskey de malte feito maioritariamente com cevada malteada podendo ser um single malt ou vatted malt (enquanto que o single malte deriva apenas da cevada de uma destilaria o vated inclui mistura de malte de várias destilarias), o whiskey de grão que utiliza outro tipo de cereal em maioria na sua composição, o Blended Whiskey que é caracterizado por ser uma mistura de whisky dos tipos anteriores de forma a aproximar-se de um whiskey único ou perfeito (consoante aquilo que procuram criar) e o Whiskey não maltado com cevada sem malte (muito predominante na Irlanda).

 

 

Marcas Irlandesas que deve experimentar

Obviamente que as marcas de whiskey detém dentro da sua alçada diversos tipos de whiskey, consoante o tempo de envelhecimento e o tipo de barril onde é envelhecido, bem como a própria duração do envelhecimento.

No entanto tentamos mostrar-vos algumas marcas para poder depois optar pela sua predileta e qual a gama dentro de cada marca.

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Bushmills

Situada na Irlanda do Norte, na cidade com o mesmo nome, foi a primeira destilaria a obter a licença real para fabricar o seu whiskey que data de 1784. Apesar de ter estado estagnada durante algum período em 2005 começa a laborar de novo e com imensa vitalidade.

Uma das marcas irlandesas mais famosas no mundo detém uma elevada gama de whiskey desde os Single Malt - com edição limitada de 21 anos amadurecidos em barris de bourbon e Gerez que se caracteriza-se pela sua tonalidade escura e aroma a caramelo e chocolate, o seu sabor detém notas de passas e nozes, até aos Blended que mistura whiskeys maltados com outros grãos mais ligeiros detendo um aroma frutado com notas de baunilha e avelãs.

 

Jameson

Provavelmente o Whiskey irlandês mais famoso do mundo é um Blended Whisky composto por cevada de malte e sem malte. Existe desde 1780 e foi fundida com outras empresas criando em 1966 as Distillers Group Irish.

Elegemos o Jameson 18 anos por ser um blended whiskey que mistura gamas de 18 e 23 anos amadurecidos em barris de Gerez e que posteriormente são misturados e amadurecidos por mais 6 meses em barris de Bourbon. O resultado é um néctar com sabor abaunilhado com notas de mel, canela e avelãs tostadas.

 

Kilbeggan Irish Whiskey

Esta destilaria foi fundada em 1757, no entanto fechou portas em 1957 devido à crise do whiskey irlandês. Em 2007, começa novamente a produzir o whiskey na Destilaria de Cooley que se caracteriza por ter um sabor suave e um aroma forte, este whiskey é envelhecido em barris de Bourbon.

 

Tullamore Dew

A marca existe desde 1829, posteriormente foi fundida com outras companhias e hoje o seu whiskey é destilado em Midleton Company, na cidade de Cork. Caracteriza-se por ter um sabor adocicado e frutado devido a ser um blended, identificamos um ligeiro travo a noz-moscada e mel.

 

Green Spot

A marca pertence aos Irish Distillers, utiliza a destilaria de Midleton para a sua fabricação e caracteriza-se por ser um Whiskey não maltado envelhecido durante 8 ou 9 anos em barris de de Jerez o que lhe confere um sabor complexo com notas de mel e madeira e um pouco mentolado. Pode adquirir este néctar na loja Mitchell & Son em Dublin

 

Midleton Very Rare

Este whiskey é uma edição limitada que existe desde 1984 para comemorar a união das Irish Distillers, é produzido na Midleton em Cork. Apenas existem 50 barris por ano o que encarece o whiskey sendo destinado maioritariamente para colecionadores. Detém um aroma floral relembrando os campos irlandeses e um sabor suave a mel, ervas e amêndoas.

Tyrconnell

Uma marca de 1762 que encerrou portas em 1925. No ano de 1988 as Destilarias Cooley adquiriram a marca e começaram a fabricar novamente este whiskey, caracterizado por ser do tipo single malte e com envelhecimento de 10 anos que lhe confere um aroma fresco e frutado e um sabor doce e suave que no final se torna seco e delicado. Um whiskey bastante medalhado.

 

Redbreast

Esta marca existe desde 1857, mas após um interregno as Irish distillers começam em 1991 a produzir novamente esta bebida. Rebbreast caracteriza-se por ser um whiskey velho (12 ou 15 anos) amadurecido em barris de Jerez com um sabor frutado e a madeira fumada

 

Connemara

Um Whiskey da região de Connemara, costa atlântica, que apesar de existir desde o século 18 é atualmente propriedade da Destilaria de Cooley. Este whiskey de malte (single) é apenas fermentado 2 vezes (como os escoceses) e envelhecido posteriormente em barris de Bourbon durante 12 anos. Caracteriza-se por ser suave e com um sabor encorpado e doce com notas de pistacho, anis e passas.

 

Como não poderia deixar de ser, nesta nossa nova aventura pela ilha esmeralda da Irlanda já está "agendada" a visita a Destilaria de Bushmills, exatamente na localidade com o mesmo nome na Irlanda do Norte.

 

Vamos então à prova!

 

Acompanha toda a viagem e informação relativa à mesa através dos tag #ilhaesmeralda e #irelandtrip

 

Os sabores da Índia

Março 01, 2017

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 A gastronomia indiana é, de facto, uma junção das variadas culinárias regionais dos vários povos que habitam a Índia. Apesar de ser caracterizada por muita diversidade, tem algumas tendências gerais na maioria das culinárias indianas.

 

Uma grande parte da gastronomia indiana toma a forma de “caril”, pedaços de carne, legumes, verduras, ou outros alimentos temperados – tipicamente em um molho temperado. (Na verdade, a palavra “caril” originalmente denominou o molho). O “pó de caril” que se encontra no ocidente é uma criação recente que não é indiana, mas que foi inspirada pelas várias misturas de especiarias que são normalmente utilizadas na Índia – garam masala é a mistura mais famosa do norte, enquanto a mistura utilizada para preparar o condimento sambar se destaca no sul.

 

Muito comum também é o thali, um prato grande com várias tigelinhas pequenas em que são colocados “caris” e “chutneys” de legumes e verduras, dal (lentilhas), iogurte, molhos, entre outras iguarias. Vem acompanhado em norma por arroz e os tradicionais pães Naan. O thali é muito popular na Índia por oferecer uma variedade de comidas em um prato só, geralmente por um preço económico. A comida que os indianos comem geralmente é muita temperada, aproveitando da riqueza de especiarias e ervas que se encontram no país.

Entre as especiarias indianas mais comuns estão: açafrão, canela, cardamomo, coentros, cominhos, cravinho, curcuma, erva-doce, gengibre, hortelã, louro, mostarda, noz-moscada, pimentas várias. Alho, gengibre, coco, tamarindo, e vários tipos de chilis também estão entre os temperos indianos predominantes. Alguns estrangeiros acham que toda comida indiana é picante, e é verdade, mas isso varia muito entre as diferentes regiões do país.

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Os indianos comem sempre com a mão direita (nunca a esquerda), geralmente utilizando pão (no norte) ou arroz (no sul) como “talher”. A mão esquerda é utilizada para coisas “sujas” – então nunca se usa para comer. No norte, a pessoa usa o polegar e os dedos da mão direita para separar um pedaço do pão, e depois usa esse pedaço de pão para pegar os pedaços de carne, legumes, etc.

 

Os pães indianos são achatados – os mais comuns são roti, chapati, naan, e paratha. Nos restaurantes, é comum para todos na mesa dividirem toda a comida, cada um colocando um pouco de cada coisa nos seus pratos para comer com os pães. No sul, a pessoa usa os dedos da mão direita para fazer uma bolinha de arroz com os legumes, molhos, iogurte, etc.

 

Também muito comum na gastronomia do sul é o dosa, um tipo de crepe que pode ser feito de vários grãos diferentes e recheado com misturas ou simplesmente molhado com sambar e/ou chutney (uma classe de molhos que são comuns em várias regiões do país, feitos de tomate, coco, hortelã, ou outras ervas e frutas).

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A Índia é o país com a maior taxa de vegetarianismo no mundo (entre 20-40% da população); a religião hindu tem muita influência nisso. No entanto existe divergências nas várias comunidades da Índia – o vegetarianismo é menos comum nos estados do litoral, no nordeste, e entre os muçulmanos do país inteiro, e mais comum entre os jainistas e todos os hindus.

A vaca é sagrada na religião hindu, então a carne de vaca não é muito comum na Índia – as carnes mais comuns são as de frango e cabra. Peixe e camarão também são muito populares, sobretudo nas regiões litorais do país, como Kerala, Goa, e Bengala Ocidental. A carne de porco não é muito comum na maioria da Índia – os hindus acham o porco um animal sujo e os muçulmanos também não comem.

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A bebida preferida dos indianos é o chá, que bebem com muito leite e açúcar, e tipicamente também com especiarias como cardamomo ou gengibre. É servido em copinhos pequenos, em quase todas as esquinas do país.

 

Para aqueles que não são muito conhecedores dos pratos indianos, uma pequena lista d epratos típicos e de expressões que vão predominar nos menus dos diversos restaurantes:

Achar - Conservas que frequentemente acompanham as refeições na maior parte da Índia. Nas diferentes regiões do país, são feitas de uma grande variedade de legumes e frutos;

Aloo (ou alu) - Batata

Appam - Um tipo de panqueca muito comum no sul da Índia, feita de arroz com leite de coco.

Barfi - Um doce tradicional denso à base de leite condensado e açúcar, frequentemente com outros sabores como castanha de caju ou coco.

Biryani - Um prato muito popular de arroz com frango, cabra, camarão, ovo, ou legumes, e muitas especiarias. 

Chaat - Um termo geral para vários tipos de salgados típicos bastante temperados.

Chai - O chá típico indiano é feito com muito leite e açúcar, e também com especiarias como cardamomo e gengibre.

Chana - Grão-de-bico.  

Chapati - Um tipo comum de pão achatado indiano.

Chhole Bhature - Um prato que consiste em uma preparação de grão-de-bico em um molho temperado, com um tipo de pão frito chamado bhatura. 

Chutney - Um de vários molhos usados na Índia como condimentos. 

Dal - Lentilhas e outras leguminosas. 

Dosa - Um tipo de crepe muito popular no sul da Índia – e também em restaurantes no país inteiro que têm comida do sul no cardápio.  Um dosa pode ser feito de vários tipos diferentes de grãos e recheado com vários tipos de recheios (ou não).  O dosa básico é feito a base de arroz fermentado com um tipo de dal.

Garam Masala - Uma mistura de especiarias que é muito comum na culinária indiana, especialmente no norte.  Um garam masala típico tem cominho, cravo, canela, cardamomo, pimenta preta, noz-moscada, louro, e às vezes outros ingredientes.

Ghee - Um tipo de manteiga clarificada, utilizado em uma grande variedade de pratos indianos.

Gulab Jamun - Uma sobremesa doce que é muito popular na Índia – bolas à base de leite, cobertas com um xarope doce feito de açúcar, cardamomo, e água de rosas.

Idli - É um tipo de bolinho feito de farinha de arroz, tipicamente consumido com chutney e sambar.

Jeera rice - Arroz com cominho.

Kesar - Açafrão.  

Kheer - Um tipo de arroz-doce, muito popular como sobremesa na Índia.

Khichdi - Um prato muito popular, feito de arroz com dal (lentilhas). 

Kofta - Bolas de carne moída temperada, embora versões vegetarianas também sejam muito comuns na Índia hoje em dia.

Kulcha - Um tipo de pão achatado indiano, especialmente comum no estado de Punjab.

Kulfi - Um tipo de gelado tradicional indiano, mais denso que os nossos gelados. 

Laddu - Vários tipos de bolinhas doces. 

Lassi - Um tipo de bebida de iogurte.  A versão com manga é especialmente popular entre estrangeiros na Índia.

Masala - Literalmente “mistura” – no contexto de comida, a palavra masala geralmente refere-se a uma mistura de especiarias ou outros temperos.

Mirch - Pimenta.  

Mutter Paneer é um prato de ervilhas com paneer em um molho temperado.

Mutton - é carne de cabra.

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Naan - Um tipo comum de pão achatado indiano.

Paneer - O tipo de queijo mais comum na Índia.  Geralmente cortado em cubinhos e servido em um molho temperado, frequentemente com legumes, embora existam pratos “secos” com paneer também.  Paneer é utilizado como uma alternativa a carne nas versões vegetarianas de muitos pratos tradicionais.

Paratha - Um tipo comum de pão achatado indiano.

Pav Bhaji - Uma mistura de legumes

Pongal - Um prato à base de arroz

Pulao - Um prato de arroz com vários legumes.

Puri - Um tipo de pão indiano tradicional

Rajma - Um tipo de feijão. 

Rasgulla, Rasmalai - Doces tradicionais da região de Bengala.

Rogan Josh - Um prato tradicional de Kashmir (Caxemira), feito de carne de cordeiro ou cabra.

Roti - Um tipo comum de pão achatado indiano.  Tandoori roti é feito em um forno chamado tandoor; 

Sambar - Um condimento tradicional do sul da Índia, às vezes picante, a base de legumes.  

Samosa – A tradicional Chamuça, é um salgado tipicamente recheado de uma mistura de batatas, cebolas, ervilhas, e várias especiarias.

Tandoor - Um tipo de forno tradicional indiano, utilizado para pães (tandoori roti), frango (tandoori chicken), e vários outros pratos.

Tava - Um tipo de panela tradicional indiana.

Tulsi - Um tipo de manjericão indiano.

Vada Pav - Um tipo de sanduíche típica de Bombaim (mas que agora se encontra no país inteiro), com um tipo de “hambúrguer” frito de batata (batata vada) em um pãozinho (pav).  É uma típica “comida da rua” e o lanche mais popular de Mumbai.

Vindaloo - Também chamado de “Vinha de Alhos” em português, o vindaloo é um caril tradicional da ex-colónia portuguesa de Goa.  O nome vem do prato português “carne de vinha-d’alhos”.  Tradicionalmente é feito com carne de porco, embora muitos restaurantes fora de Goa utilizem outras carnes. 

 

Acompanha tudo em Aventura das 1001 noites.

Degust’AR: o restaurante monumental de Évora

Fevereiro 01, 2017

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 O Restaurante Degust’AR encontra-se perto do Aqueduto de Évora, mais propriamente no Edifício do Palácio Sepúlveda, hoje em dia transformado no boutique Hotel M’Ar de Ar, tem um ambiente requintado, confortável e intimista.

Debaixo dos tetos em abóbada, os arcos de ferradura e alguns frescos pontuais, vai degustar iguarias que têm como ponto de partida a cozinha alentejana mas que o chefe António Nobre lhe deu um twist e a desenvolveu tendo em conta as características e sabores mediterrâneos.

Enquanto aguarda pela sua mesa ou hora de marcação pode degustar um vinho alentejano da enorme garrafeira existente.

A carta é variada com entradas para partilhar com sabores alentejanos como por exemplo a farinheira de porco, o carpaccio de cação, queijo de Évora gratinado ou cogumelos frescos. Tem ainda à sua disposição pratos vegetarianos, pratos de peixe como bacalhau ou salmão, pratos de carne com os bifes de raça mertolenga, novilho, pato ou carré de borrego.

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 O preço médio ficará em 22€ por pessoa sem bebidas incluídas. No entanto, se tiver possibilidade arrisque o menu de Degustação por 44€ com vinhos alentejanos.

Uma seleção do Chefe completa que irá levá-lo aos céus. Inicia esta experiência com o couvert tradicional: azeitonas marinadas com citrinos e orégãos, azeite virgem, pão alentejano, pão de passas e pão de azeitonas, manteigas aromatizadas e paté do chefe; de seguida delicie-se com as entradas: corneto salgado com creme de queijo fresco, pasta de sapateira em massa folhada estaladiça e salada ibérica com vinagre de ervas alentejanas e vieiras em cama de tinta de choco com rebentos de coentros; segue-se um pequeno amouse bouche do chefe: creme de espargos verdes com tiras de presunto.

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Os pratos apresentados foram os seguintes: salmonete corado na frigideira, espuma e supremos de laranja com migas de poejo e hortelã da ribeira e Naco de novilho de raça mertolenga (DOP) com crosta de farinheira, ragôut de batata com cogumelos frescos, folhas de espinafres e castanha confitada.

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Para terminar apresentaram a pré-sobremesa gelado de hortelã em cama de maça e para finalizar um misto de sobremesas típicas: encharcada, gelado de limão, sericaia e fidalgo.

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A noite foi regada com vinho Eugénio Andrade branco fresco e vinho montes claros tinto e branco.

Aconselho vivamente a visitar e provar todos os sabores . Uma experiência gastronómica que não vai esquecer.

Pontuação

Comodidade 4/5

Atendimento 5/5

Preço 4/5

Comida 5/5

Bebidas 4/5

Relação qualidade/preço 4/5

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