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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Contratiempo

Março 17, 2018

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Adrian Doria é um homem de sucesso que detém um emprego de sonho, um casamento feliz, um bebé perfeito e uma amante que concorda com toda esta vida.

 

Num contratempo, Adrian desperta num quarto de hotel e encontra sua amante morta coberta de dinheiro.

 

Ele é o principal e único suspeito por isso recorre à melhor advogada de defesa, Virginia Goodman, para tentar descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior.

 

Toda esta sinopse é reduzida para não permitir entender o desenrolar do filme, no entanto este é um thriller psicológico extremamente bem idealizado, escrito e realizado.

 

Oriol Paulo, demonstra na sua realização que o cinema espanhol está forte e modernizado.

 

De destacar as excelentes interpretações de Mario Casas (adrian), José Coronado (Tomás garrido), Ana Wagener (Virgínia) e Bárbara Lennie (Laura Vidal).

 

Uma excelente sugestão para ver numa destas próximas noites de Inverno.

 

 

Os sabores de Amesterdão

Março 14, 2018

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O clima frio e a proximidade do mar aliado ao espírito de aventura dos holandeses transformaram este povo em excelentes agricultores, pescadores exímios e pessoas que amam pratos quentes e reconfortantes. Tudo isto influencia a cozinha holandesa.

 

A gastronomia típica do país não é em nada parecida com os seus vizinhos franceses apesar de terem um molho com o seu nome (molho holandês), a verdadeira essência desta culinária são o sabor dos produtos que a terra e o mar lhes dão.

 

Assim, a batata, o queijo e o peixe tornam-se reis e senhores da maioria dos pratos típicos. Tentaremos apresentar os pratos de maior destaque e onde os poderá provar.

 

Maatjes Haring: Arenque cru com cebola e pepino picados. É simples, agarra-se pela cauda este peixe abundante e mete-se todo na boca (tipo jaquinzinhos), ou poderá dispô-lo sobre uma fatia de pão (tipo sardinha). O melhor local para provará esta iguaria tão apreciada pelos holandeses é na rua, ou seja, nas muitas barracas que povoam as ruas da cidade.

 

Gerookte Paling: Enguia fumada que chega a Amesterdão de Ijselmeer é servida com torradas e regada com sumo de limão.

 

Patat: são simplesmente batatas fritas (os holandeses adoram estas batatas tal como os belgas) que são servidas num cartucho de papel e que podem ser regadas com qualquer molho, eles preferem a maionese. Há muitas bancas de rua e pequenos restaurantes que as servem, e é raro não ver estes cartuchos nas mãos dos holandeses ou turistas por todas as ruas da cidade. Segundo dizem, as melhores batatas são no Restaurante Vlemickx.

 

Bitterballen: bolinhas de carne é a melhor tradução mas será difícil explicar o que é pois é uma mistura entre almôndega e croquete. São muitas as bancas de rua que as vendem e são servidas com a excelente mostarda holandesa.

 

Erwtensoep: é uma sopa de ervilhas muito espessa que não é do agrado da maioria das pessoas, parece cola para papel parede. O Restaurante Nieuwezids Voorburgwal é especialista neste petisco.

 

Hutspot: a tradução literal deste prato é miscelânea e é isso mesmo que este prato é, um pote de guisado com batatas, carne e cenoura esmagada. Há ianda uma outra versão que é com puré de batata, couve, bacon e salsinhas fumadas a que chamam de Stamppot boerenkool.

 

Kas: Queijo é sem dúvida uma das iguarias holandesas que consegue ser do apreço dos nativos, dos turistas e de todo o mundo que importa em grande escala os maravilhosos queijos holandeses como o Gouda ou o Edam. Existem muitas curas dos queijos e já muitas receitas que misturam o tradicional queijo com ervas aromáticas, trufas, alho e afins. As opções são muitas tantas como as milhares de lojas que as vendem, mas opta por uma de qualidade e se conseguires ir a uma fábrica fora de Amesterdão aproveita, são muito melhores.

 

Para acompanhar com todas estas iguarias os holandeses preferem sempre cerveja. Existem muitos tipos de cerveja mas a Grolsch e a Heineken são as eleitas.

 

As sobremesas também são deliciosas mas sobre isso falaremos num outro post, acompanha tudo em Amesterdamtrip.

Pakto uma viagem de sabores

Março 08, 2018

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Neste fim de semana fui convidado a visitar um restaurante de sushi em Paço de Arcos, como é algo que aprecio lá fui eu debaixo de uma chuva infernal.

 

Ao chegar ao espaço deparei-me com um micro pequeno restaurante, que apesar de muito pequeno é bastante acolhedor e tem uma decoração muito satisfatória.

 

A ementa é variada e surpreendeu, pois estava apenas à espera de um restaurante de sushi e deparo-me com um restaurante de fusão que faz um mix inteligente entre comida japonesa, peruana e do Hawai.

 

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Dentro deste restaurante podemos viajar por estas três culturas e pela história destas 3 nações que se misturam ao longo dos últimos séculos. Talvez por isso a mixagem na gastronomia funcione também.

 

O ingrediente comum é o peixe, peixe supre fresco e de boa qualidade, os pratos esses são vários mas claro que o sushi, o ceviche, o tártaro e as poké Bowls são as estrelas.

 

Assim fica apenas uma dúvida que será o que escolher para a degustação pois a ementa é variada e rica, tendo desde gyosas, tempuras, sunomono, ceviche vários, sashimi, sushi vários clássicos e de fusão, poké bowls. Assim sugiro que apostem num dos menus de degustação à escolha. Existem 3 opções com preços que variam entre os 15 e os 25 euros.

 

A nossa viagem iniciou com uma sopa Miso que estava cinco estrelas, seguiu-se um carpaccio de atum, Harumakis, poké bowl, variadas peças de sashimi e sushi, Gunkans naturais e braseados.

 

Comum a todos estes pratos duas coisas uma excelente execução e peixe fresquíssimo.

 

Quanto à equipa fomos recebidos de forma calorosa e que nos transmitiu um ambiente familiar, quer pela proprietária quer pelos seus colaboradores. A única melhoria aqui se possível seria uma maior interação dos sushi man, o espaço e a montagem da sala permitem uma aproximação maior aos clientes o que tornaria a experiência ainda melhor.

 

Resumindo, comida 5 estrelas, colaboradores 5 estrelas, peixe 5 estrelas, uma viagem de degustação Maravilhosa.

 

Créditos das fotos Pakto

Lembram-se dos velhinhos Tamagotchi?

Março 04, 2018

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Pois é já passaram vinte anos desde o seu lançamento (originalmente lançado em 1996 no Japão), a maior parte das crianças queriam um bichinho de animação digital para brincar. Hoje em dia, se qualquer miúdo der de caras com um bichinho destes perguntará qual é a graça. Mas nós com os velhinhos telemóveis e bips, o tamagotchi era mais uma revolução.

 

 

Ora como estamos numa era de apreciar produtos “vintage” com relançamentos de produtos dos anos 80 e 90, como por exemplo o lançamento do Nokia 3310 e a Nintendo com a SNES, o Tamagotchi regressou em Setembro passado ao mercado japonês num formato mais pequeno que o original. Em 5 de Novembro, o animal digital passou a ser também comercializado nos EUA, por aproximadamente 15 dólares a unidade.

 

À exceção de tamanho, o dispositivo continuará fiel ao original. A dinâmica de jogo também permanece a mesma: o Tamagotchi simula um animal de estimação que deve ser alimentado, cuidado e limpo como os de carne e osso. Caso contrário, o inevitável acontece e o bichinho digital "morre".

 

No entanto, trazer os produtos antigos está muitas vezes associado a novos produtos. Pois bem, e é isso que a Bandai vai fazer em breve. Tal como o Pokemon Go, a Bandai criou o Tamagotchi Forever – uma app que permite criares o teu “moderno” tamagotchi. A essência é a mesma do passado com algumas novidades para compartilhar nas redes sociais, evolui o bichinho para outros níveis, interagir com outro tipo de jogos, poderá interagir com outros animais virtuais na cidade criada TamaTown.

 

Vamos ver se esta app se torna numa febre como era antigamente.

 

Já pode efetuar o pré-registo na app (que está disponível para android e ios) mas o jogo só chega a comercialização (download grátis, se bem que alguns componentes estará pendente de pagamento posterior) no próximo dia 15 de Março.

 

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Tamagotchi forever promete vingar.

Casa Ermelinda Freitas: uma casa de vinhos premiada

Fevereiro 28, 2018

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Apesar de ser um bom apreciador de vinho não sou a pessoa mais entendida na matéria, no entanto ao ler uma pequena noticia sobre os vinhos D. Ermelinda decidi conhecer um pouco melhor esta empresa.

 

A Casa Ermelinda Freitas é uma empresa familiar que vem passando de gerações em gerações. iniciada em 1920 por Deonilde Freitas, continuada por Germana Freitas e mais tarde por Ermelinda Freitas, sempre dedicou especial atenção ao vinho. Pelo desaparecimento precoce do seu marido, Manuel João de Freitas, Ermelinda deu continuidade à empresa com colaboração da sua filha única, Leonor, que embora com formação fora da área vitivinícola, tomou a liderança da empresa reforçando assim a presença feminina na sua gestão.

 

Desde a primeira geração que esta casa aposta na qualidade das vinhas e dos vinhos, que inicialmente eram produzidos e vendidos a granel sem marca própria. Foi com a atual gestão que se deu a grande mudança de se criar marcas próprias. Assim, em 1997, iniciou-se um novo ciclo com o “Terras do Pó” tinto, primeiro vinho produzido e engarrafado da Casa Ermelinda Freitas.

 

Herdando 60 hectares de vinhas de apenas duas castas: Castelão e Fernão Pires, situadas em Fernando Pó na região de Palmela, rapidamente Leonor Freitas com o seu espírito inovador e diferenciador introduziu uma diversidade de castas como a Trincadeira, Touriga Nacional, Aragonês, Syrah, Alicante Bouschet, entre outras.

 

Dada a localização privilegiada da exploração, nela são produzidos alguns dos melhores vinhos da região.

 

As marcas já são muitas nesta casa: Moscateis, Leo D´Honor, Quinta da Mimosa, Terras do Pó, Dona Ermelinda, Dom Campos, Casa Ermelinda Freitas, Vinha do Rosário, Espumantes, M.J Freitas e Dom Freitas.

 

Apresentamos algumas variedades entre moscatéis e espumantes.

 

À D. Leonor Freitas que continue o seu excelente trabalho.

 

Syrah Reserva 2015

Regional Península de Setúbal Reserva

Castas: Syrah

Origem: Vinhas situadas em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentação em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estágio de 12 meses em meias pipas de carvalho americano e francês.

Aconselha-se Guardar Durante 7 anos

Notas de Prova: Vinho de cor granada, concentrado. Aroma confitado a lembrar fruta preta muito madura, alguma especiaria, com toque balsâmico da casta. Na boca é muito cheio, aveludado com taninos presentes muito bem integrados. Final longo e persistente.

Pratos recomendados: Ideal com pratos de carne vermelha, caça, assados no forno, queijos fortes e Foie gras.

 

Terras do Pó Reserva 2015

Regional Península de Setúbal

Castas: Castelão

Origem: Vinha situada em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentação em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estágio de 9 meses em meias pipas de carvalho francês.

Aconselha-se Guardar Durante 10 anos

Notas de Prova: Vinho de cor granada, concentrado, rico em taninos de boa qualidade, muito complexo, com aromas a lembrar frutos vermelhos maduros, muito bem conjugado com a madeira que lhe dá um toque a baunilha. Fim de boca persistente e muito prolongado.

 

Espumante Reserva 2011

Vinho Espumante Branco, D.O. Palmela Reserva

Castas: 50% Chardonnay, 50% Arinto

Origem: Vinha situada em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentado em barricas de carvalho francês e seguido de estágio com batonnage de 6 meses nas barricas. Segunda fermentação realizada em garrafa segundo o método champanhes, seguida de um estágio mínimo de 18 meses em garrafa.

Aconselha-se guardar durante 8 anos

Notas de Prova: Bolha fina e persistente. Vinho de cor amarelo brilhante, frutado, a lembrar citrinos e frutos tropicais, com toque floral a lembrar flores brancas. Boa estrutura e boa acidez que lhe dá frescura e longevidade. Final de boca a lembrar o fruto, fresco e agradável.

Pratos recomendados: Ideal como aperitivo ou a acompanhar carnes gordas.

 

Moscatel Roxo Superior 2010

D.O. Setúbal - Moscatel de Setúbal Superior

Castas: Moscatel Roxo

Origem: Vinha situada em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentação em cubas-lagares de inox com temperatura controlada até 1080 de densidade, seguindo-se a adição da aguardente vínica a 77% e maceração pelicular prolongada até Março do ano seguinte. Estágio de 6 anos em meias pipas de carvalho francês.

Aconselha-se guardar durante 50 anos

Notas de Prova: Vinho de cor âmbar vivo e dourado, com aroma a lembrar frutos secos,como avelã, nozes e algumas especiarias. Na boca é muito harmonioso com excelente combinação entre doçura e frescura, que lhe confere um final bastante complexo e prolongado.

Pratos recomendados: Acompanha bem pastelaria fina, doçaria Árabe, como pode servir de aperitivo.

 

Leo d'Honor 2009

D.O. Palmela

Castas: Castelão “Periquita”

Origem: Vinha com mais de 60 anos situada em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela.

Vinificação: Fermentação em cubas-lagar de Inox com maceração pelicular prolongada de 4 semanas

Aconselha-se Guardar Durante 15 anos

Notas de Prova: Aroma profundo e concentrado. A casta Castelão no seu melhor com notas de frutos pretos, compota e especiarias. Complexo na boca com ligeiras nuances a tabaco e chocolate provenientes do estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho bem encorpado, com taninos presentes e um elegante final de boca.

Pratos recomendados: Ideal com pratos de carne estufada, caça, assados no forno, queijos fortes e Foie gras.

 

Gastronomia Orgásmica no Armazém da Alfândega

Fevereiro 23, 2018

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Aquando a minha ultima viagem à região de Aveiro tive duas premissas: visitar os locais que ainda não conhecia e degustar o que de boa gastronomia se faz pela cidade.

 

A “googlar” descobri o Armazém da Alfândega, um restaurante recente com cerca de 1 ano, sediado no Hotel “Histórias por metro quadrado” e que disponibiliza além da sua moderna carta alguns menus de degustação elaborados pelo chef Daniel Cardoso.

 

Pareceu-me um ótimo restaurante com comida de conforto, um ambiente supre agradável e uma carta variada, não me restou dúvidas e reservei mesa. A chamada telefónica que recebi poucos minutos depois do próprio restaurante informava-me que no dia marcado iria existir um evento à porta fechada no restaurante, no âmbito das celebrações do seu primeiro aniversário e que poderia manter a reserva mas teriam custos superiores.

 

Ora, um dia não são dias, e porque não estar presente no 6 hands challenge com o chef e mais dois convidados surpresa? Aceitei e lá estive numa das maiores experiências gastronómicas da minha vida.

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O chef Daniel Cardoso convidou para este desafio a 6 mãos os seus colegas do Masterchef Luís Portugal e Lobão. A expectativa estava em alta, sentei-me naquela mesa reservada com o meu nome com vista para a cozinha, o espaço que apesar de pequeno fez-me sentir em casa e em família (não fossem a maior parte dos presentes fornecedores, amigos e clientes habituais da casa), o ambiente escurecido e com algum “glow” transportava-nos para esta nova experiência, a música acompanharia toda a noite dando asas a cada prato apresentado.

 

Estava pronto para este Desafio gastronómico.

 

Esta degustação iniciou com um macarron com tinta de choco e salmão acompanhados com um Herdade da Malhadinha Nova Antão Vaz. Ora que ideia esta de começar uma refeição com uma suposta sobremesa salgada. Resultou. A apresentação embora transportando-nos para os enlatados que muito abundam nesta zona, transportava-nos para um ideal futurista. Talvez seja esta a missão do Armazém da alfândega levar ao futuro a Tradição.

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O chef Luis Portugal, que hoje detém um restaurante em Trás-os-Montes com produção de enchidos, e ao qual prometi uma visita em breve, brindou-nos de seguida com um corneto invertido com sapateira, mel balsâmico, redução de pimento assados e rebentos de coentros.

 

O menu continuou com um prato do chef Lobão que nos transportou até à Ásia com barriga de porco cozinhado em chá de Lúcia lima com espuma de chá e favas crocantes. A acompanhar as entradas de carne a Herdade da Malhadinha, presente no evento, apresentou-nos um monte da Pesseguinha.

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Seguiu-se então uma surpresa, que não estaria presente na carta mas que o chef Luís Portugal fez questão, Alheira com papoila, maionese de lima e coentros, geleia de marmelo, puré de maça e mais uma vez a fabulosa redução de pimento assado (sugeri no final do evento ao Luís que esta redução devia ser comercializada).

 

Iniciaram então a marcha de pratos principais que vieram degustar o nosso palato. O primeiro da autoria do lobão na minha ótica foi uma tentativa falhada, e penso que seja esta também a opinião do autor, mas valeu a tentativa e por vezes para chegar a pratos divinais terão de ser corrigidos alguns problemas: Robalo curado com beterraba e ovas de cabra.

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Daniel apresentou-nos um sonho de bochechas de bacalhau com maionese de lima e ovas de peixe voador. A acompanhar estes pratos a Herdade da Malhadinha com o seu branco.

 

Para terminar a Malhadinha serve-nos o seu famoso tinto para acompanhar o maravilhoso prato do Luís: Cuscos transmontanos de amêijoa cozinhados em caldo de terra e mar com veado, mel e cebolinho. Este prato fez-me arregalar os olhos, e literalmente babar-me, não fosse a maravilha dos cuscos e do veado. Fiquei a conhecer estes cuscos de Trás os Montes, um produto regional feito a partir do trigo de barbela que desconhecia até então.cuscos.jpg

Para finalizar a noite um gelado de coentros, pão-de-ló com sementes de coentros e abacaxi caramelizado acompanhado duma colheita tardia Latest Harvest Malhadinha.

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A noite não ficaria completa sem Daniel nos apresentar a sua sobremesa de autor e que ao que parece é um dos ex-libris daquela casa: a Pavlova. Mas desta vez, foi em modo gigante servida como bolo de aniversário.

 

Para resumir a noite seria mais simples dizer que este desafio foi uma noite gastronómica Orgásmica.

 

A todos os elementos envolvidos felicito o trabalho, aos proprietários do espaço desejo a maior sorte e continuação na sua ascensão, a todos os que não conhecem o Armazém da Alfandega um conselho: Toca a conhecer.

Sal Poente: um pecado de sabores

Fevereiro 20, 2018

Um restaurante em Aveiro que é um verdadeiro sonho para todos os amantes de boa gastronomia.

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Ocupando dois antigos armazéns de sal no Cais de São Roque em Aveiro, considerados património histórico da cidade, este restaurante detém um ambiente elegante e calmo o que se torna ótimo para jantares familiares, de amigos ou de negócios. Aqui a qualidade alia-se à inovação, ao design e à arquitetura.

 

A sua ementa é vasta mas detém dois trunfos importantes: a recriação da cozinha tradicional portuguesa confecionada com rigor e qualidade mas com um twist fabuloso, e o bacalhau: produto estrela do restaurante e da cidade, talvez por isso ambicionam ser o melhor restaurante de bacalhau em Portugal.

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 A cozinha está entregue ao chef Duarte Eira, natural de Vila Real e que figura no Top 5 dos “chefe cozinheiro de 2017”, vencedor do concurso de 2011 “A revolta do Bacalhau”. Duarte tem uma premissa que é “inovar, inovar, inovar”, talvez por isso os pratos que saem da sua cozinha são modernos, joviais, aliando a tradição e o sabor às tendências contemporâneas.

 

O cliente pode optar pelo menu de degustação do chefe ou pelo menu de bacalhau (preços variam entre 50€ e 60€ pax sem vinhos) ou apenas optar por escolher os seus pratos da carta variada e rica.

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A nossa experiência gastronómica iniciou-se da melhor maneira com um amuse bouche do chef: alheira com lima e trufa regada de champanhe.

 

Como entrada optámos pela “Vieira e o Caviar” onde uma vieira corada se derrete em abóbora manteiga, Caviar e Queijo da Serra e pelo “Taco de tártaro de novilho marinhoa”.

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Á nossa mesa chegou posteriormente “A Garoupa e o Choco” onde uma tranche de garoupa se mesclava com choco frito, puré de batata com tinta de choco e pontuado com ervilhas com chouriço glaceadas, e “A caça e a Perdiz” uma junção mágica de peito de perdiz corado com crocante de perdiz, batata doce e legumes.

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Para finalizar “o Limão” e “o Caramelo, o café e a fava Tonka” adoçaram o nosso palato. O primeiro como o próprio nome indica é uma representação do limão em diversas formas e texturas, enquanto o segundo é um leite-creme de fava tonka, café em crumble e creme, redução de baileis e gelado de caramelo salgado.

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Esta experiência foi fabulosa, os preços não são os mais baratos mas sem dúvida aconselhável a todos os mortais. Serviço mesa e cozinha 5 estrelas. Um dos melhores restaurantes onde já marquei presença.

 

Degustar aqui no Sal Poente torna-se pecado...

 

Watsu – A terapia de Shiatsu aquática

Janeiro 04, 2016

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Watsu ou Water-Shiatsu é uma técnica de hidroterapia profundamente relaxante criada na Califórnia por Haroll Dull em 1980. Mas em Portugal chega bastante mais tarde, por volta do ano 2000. Esta Terapia conjuga movimentos combinados com massagem e pressões em pontos de acupressão fundamentados no Zen-shiatsu, enquanto se flutua o recetor numa piscina com água a 35 graus.

 

Alda Lopes uma pessoa criativa, que gosta de aprender, de escutar, de ler e escrever, e de pintar descobriu o Watsu por mera coincidência em 2003. Como ela própria menciona “o Watsu chegou sem grande alarido, quase sem se anunciar e, mal fomos apresentados, pegou-me ao colo. Esse momento, veio a revelar-se mais tarde, mudaria a minha vida para sempre”. Para Alda, que além de terapeuta de Watsu é professora de Natação, a água é o seu meio e a terra é o seu centro.

 

Rotas – Alda, descreve o Watsu em 3 palavras.

A.L. – Presença, escuta e amor incondicional

 

Rotas - Mas como surgiu o Watsu na tua vida?

Alda Lopes – Em 2003 trabalhava numa piscina como professora de natação, e essa piscina organizou um curso de Watsu Basic. Os meus colegas que já tinham feito uma formação, como conheciam a professora convidaram-me para ir então a um curso de 16 horas. Eu não sabia o que era, nunca tinha ouvido falar em tal coisa. Mas, como era uma formação dentro de água, quis experimentar e conhecer. Foi Mágico. Descobri algo que me fez mudar a forma como via as pessoas e a utilização da água como ferramenta de trabalho.

 

Desde aí, Alda não mais parou, já detém mais de 800 horas de formação, deixou de ser aluna e passou a ser formadora além obviamente de terapeuta profissional. O seu trabalho com o Watsu tem sido bastante ativo. Nos últimos anos foi responsável pela organização dos cursos e workshops regulares e temáticos em Portugal, e dinamiza toda a comunidade de Watsu no nosso país em conjunto com os seus colegas Rui Granja e Nuno Rainha.

 

Rotas – Como se pode caracterizar o Watsu?

A.L. – O Watsu é aplicada em todo o mundo em hospitais, clínicas e spa’s, e tem duas vertentes: a terapêutica, em que o paciente recebe sessões com maior ou menor frequência, focadas na sua situação clínica, na sua limitação física ou psicológica; e a vertente de bem-estar, em que o cliente acaba por ser mais ocasional, vem apenas receber uma sessão para o seu bem-estar, para aliviar tensões ou stress.

 

Rotas – Como é a técnica desta Terapia?

A.L. – Resumidamente, o watsu utiliza a leveza do corpo na água para libertar a coluna vertebral, mobilizando articulações, facilitando alongamentos musculares suaves de modo alternativo aos utilizados em terra. Estes movimentos rítmicos, similares a uma dança, são executados em harmonia com a respiração no intuito de despertar a regeneração de corpo e mente. A técnica utilizada não se revê exclusivamente no toque. A forma de contacto que o trabalho na água requer, permite uma conexão muito profunda com o recetor, sobretudo pelo acompanhamento da cadência respiratória e fluxo natural do corpo. O sentimento de “presença”, confiança e liberdade de movimentos combinados com os benefícios terapêuticos da água aquecida, permitem uma abordagem que podem influenciar todos os níveis do nosso ser.

 

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O Watsu para muitos desconhecido, pode servir apenas para relaxar mas é na sua vertente terapêutica que faz mais sentido, em conjunto com um sem número de benefícios quer a curto prazo quer a longo prazo.

 

Apenas numa sessão terapêutica os benefícios são imediatos, como o reequilíbrio emocional e mental; o reequilíbrio dos fluxos energéticos; o alívio de tensão e dores musculares, a diminuição da espasticidade e da dor crónica.

 

A longo Prazo, ou seja após várias sessões os benefícios do Watsu focam-se na melhoria nos padrões do sono; o reequilíbrio das emoções e da mente; a melhoria das funções do sistema imunitário; a diminuição muito significativa da dor física crónica e da dor emocional.

 

Com tantos benefícios tentamos perceber afinal para quem se destina o Watsu.

 

A.L. – A todos. Mesmo todos. Porque é maravilhoso, porque em cada sessão é sempre diferente. Mas diria que os melhores resultados são muito reveladores em patologias relacionadas com a dor crónica, fibromialgias, insónias, hiperatividade, artrite e reumatismo, Parkinson, paralisia cerebral, AVC, lesões musculoesqueléticas e o Stress físico, mental e emocional.

 

Rotas – Sendo o Watsu uma terapia que pode ser benéfica para tantos pacientes de doenças complicadas, porque não está mais dinamizado?

A.L. – Em Portugal, a comunidade de Watsu ainda é pequena. Temos terapeutas profissionais, alunos no seu percurso formativo, curiososos e amantes de watsu que vêm ao nosso encontro nos workshops e temos pacientes que vêm receber sessões com maior ou menor frequência. Depois temos ainda uma série de profissionais da medicina, fisioterapia e terapeutas de outras áreas que nos ajudam na divulgação e nos enviam pacientes quando acham que podemos ajudar. (...) A divulgação tem vindo a melhorar mas reconheço que ainda temos muito que fazer. Somos poucos terapeutas – em parte porque a formação é longa e dispendiosa... E há pouca piscinas também, porque o Watsu precisa de água quente, cerca de 35 graus, e as piscinas de natação não podem manter a água nessa temperatura, só mesmo as piscinas terapêuticas.

 

Rotas – Então quais são as necessidades para o crescimento do Watsu em Portugal?

A.L. – Eu diria que havendo mais terapeutas, a possibilidade do Watsu crescer, é maior. Por outro lado, uma maior aposta na divulgação e na procura de novos espaços que possam abraçar o Watsu também ajudaria. E, por fim, a existência de uma entidade oficial – uma instituição, uma associação – acho que faria muito sentido e toda a diferença.

 

Mesmo ainda com uma fraca presença em Portugal, o número de pacientes e clientes tem vindo a crescer. Perguntámos se seria uma terapia cara, e realmente concluímos que está acessível à maior parte dos portugueses comparativamente com uma sessão de fisioterapia ou mesmo um qualquer tratamento de termas ou Spa. Por isso convidamos todos a experimentar, vai entrar num mundo aquático novo e de certeza que se vai sentir muito melhor seja qual for a sua patologia.

 

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Rotas – Quais são os teus sonhos e ambições?

A.L. – Quero poder ter sempre a força interior e física necessárias para poder dar sessões de Watsu. É um desejo meu profundo e muito sério. Quero poder sempre viver momentos únicos e mágicos na minha e na vida de outras pessoas, como até aqui. Quero poder sempre dar e receber, poder sempre flutuar e ser flutuada.

 

Sempre que dou uma sessão de watsu a alguém que nunca teve essa sensação, sinto-me feliz e agradeço ter sido eu a escolhida para essa honra, nessa hora de vida. Ter alguém nos meus braços é qualquer coisa de fantástico. Poder fazer alguém sentir-se bem consigo mesmo e com o mundo; poder assistir ao momento em que alguém se encontra ou se perde dentro de si mesmo; poder flutuar um corpo que nunca flutuou; poder ajudar alguém a diminuir a dor física ou psicológica... no fundo... poder Ser e Estar presente, escutar e aceitar quem temos nos braços na sua totalidade e sem julgamentos.

 

Para saber mais sobre o Watsu poderá consultar o site da comunidade portuguesa em www.watsu.pt ou a página de Facebook – Watsu Portugal – uma página muito ativa onde são partilhadas todas as atividades nacionais e internacionais que se vão fazendo.

Se por acaso queres experimentar ou oferecer um voucher a algum familiar ou amigo nada melhor do que falares com a terapeuta Alda Lopes através do e-mail alda@watsu.pt ou contato telefónico 968392552.

 

Descubra e flutue neste novo mundo do Watsu.

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