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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Im Labyrinth des Schweigens

Maio 15, 2015

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Im Labyrinth des Schweigens, ou O labirinto das Mentiras é um drama histórico baseado em factos reais do pós segunda guerra, numa Alemanha Federal (RFA) que escondia a verdadeira história sobre os factos passados nos campos de concentração, em particular Auschwitz.

Este filme de 2014 realizado por Giulio Ricarelli, e com argumento de Elisabeth Bartel, é um filme alemão com chancela da universal Pictures, daí a sua qualidade de imagem “hollywoodesca”.

Um Drama histórico, que relata a ascensão de um jovem alemão nascido em Frankfurt na sua missiva como advogado do ministério público.

A ação decorre em 1958, onde ainda se desconhecia a verdade sobre os campos de concentração nazi, e que a maioria dos alemães tentava esconder dos mais novos, e os judeus e outros povos tentavam esquecer das suas memórias.

Ao enfrentar-se com a temática Johan Radmann, este jovem advogado, inicia-se num processo gigantesco na tentativa de vingar as vítimas e de culpabilizar todos os militares das SS criminosos.

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Num meandro de um labirinto com mais de 8000 mil homens apenas em Auschwitz parece que a tarefa é impossível.

Mas no meio das mentiras e da escuridão nasce a verdade.

Um grandioso filme, com uma fotografia muito trabalhada e estudada captando a luz difícil de uma Alemanha esquecida. Uma excelente interpretação dos atores em especial de Alexander Fehling, André Szymanski e Friederike Becht.

Uma luta pela justiça.

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Dia Mundial do Teatro: O meu primeiro passo no Teatro

Março 28, 2015

Já lá vão muitos anos desde que a minha paixão pelo teatro despertou... Era bem pequenino, quando assistia às muitas emissões de serieados gravados ao vivo na televisão, e mais tarde com a Grande Noite do La Féria... Eu queria aquilo, representar um sem numero de personagens, cantar dançar, Viver...

Mais tarde na Escola Primária as minhas saudosas professoras Guilhermina Santos e Celeste Sabóia sempre apostaram em mim para abrilhantar as festinhas de Escola. Mas a minha estreia em palco ocorreu no salão dos BVColares durante a 4ª classe.

A partir daí e a viver a alguma distância de Lisboa, portanto longe do meio cultural o Teatro que me surgia seria na Escola, na televisão, em livros que poderia comprar, nos teatros amadores da zona Malveira da Serra e Fontanelas coma as suas revistas...

Quando sigo para a Escola Secundária teria oportunidade de brilhar, mas como há uns anos atrás ainda antes de ter estreado os morangos com açucar, havia muito poucos rapazes interessados em representar a peça escolhida pela encenadora foi "A Casa de Bernanda de Alba", logo fiquei de fora pois não há elenco masculino. 

Não participei, mas mais perto da cultura e com amigas mais velhas já tinha acesso às salas de espetáculo de Lisboa. Obrigado Alda sempre pelo gosto que partilhámos - ainda me recordo tão bem da petição para não deixar o Maria Vitória vir abaixo... Uma coisa é certa apesar do esforço reconhecido pela equipa da Maria João e do José Raposo, não fizemos muito... Ou quem sabe, o teatro continua de pé e a funcionar!!

Por sorte as minhas amigas gémeas Cátia e Célia Ramos e a minha Sónia Louçada convidaram-me para ir uma noite a Almoçageme para experimentar  o grupo de Teatro que estava a começar depois de mais de 20 anos parado.

E lá fui... à noite, sosinho, lembro-me como se fosse hoje, vestia um macacão de ganga (que vintage!) e uma camisola azul e entrei com o pé direito, literalmente, numa casa que não era minha mas que me adoptou...

E lá começamos em 2000 a ensaiar a Maluquinha de Arroios... Foi uma loucura, foi um sitio onde cresci, onde me tornei um homem, eu tinha 16 anos quando comecei. 

Ali constitui uma familia adoptiva, muitos amigos, alguns até já partiram de entre nós...

Quando em Março de 2001 as pancadas de Moliére ecoaram no Cine Teatro José Gomes da Silva em Almoçageme, o meu corpo tremeu, o meu coração saltou, o meu padrinho Domingos Simões deu a deixa e lá entrou o Lourenço de Avelar, Visconde da Maluquinha de Arroios...

O Teatro verdadeiramente tornou-se uma das partes mais importantes da minha vida...

Agora e depois de muitas peças feitas, de muitas peças a que assisti no mundo inteiro, a muitos livros que li, a alguns cursos que fiz, a 3 peças que encenei, a obra tem de continuar...

Obrigado Teatro por fazeres parte da minha Vida!

Viva o Teatro!

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