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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Para ti...

Março 19, 2018

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A vida trouxe-nos muitas aprendizagens, muitas alegrias, muitas amarguras.

 

Do passado, aquilo que posso dizer é que está ultrapassado, aprendemos com os erros e perdoei. Das coisas boas guardo e recordo, algumas com saudades.

 

Do presente, que continuemos cada vez mais unidos, dificilmente nos entendendo pois somos muito diferentes e ao mesmo tempo muito iguais, mas mesmo assim somos felizes.

 

Do futuro que cá estejas a chatear-me a molécula e eu a ti.

 

Há coisas que me custam dizer por isso apenas: Obrigado por tudo, obrigado por me fazeres acreditar, obrigado por confiares em mim, obrigado por me teres dado liberdade para ser eu, obrigado por todas as coisas que me transmitiste, obrigado pela cultura que me deste, obrigado pelos esforços que fizeste por mim, obrigado pelas mini viagens que faziamos para vermos os nossos castelos e palácios, obrigado pelos livros, obrigado pelo tempo dispendido com as minhas atividades, obrigado por me ires buscar às tantas da manhã de pijama, obrigado pelas horas de rock que ouviamos no teu antigo renault...

 

 

 

O Pai

Março 01, 2017

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Mas onde está o meu relógio? Mas quem és tu? Onde está a minha filha?

São algumas das questões deste Pai. Um pai que sofre de Alzheimer e que se defronta com o desenvolvimento desta doença maldita.

Em o Pai, o autor e a encenação, transporta-nos para algo irreal, maravilhoso, perturbador. Não é o comum espetáculo em que assistimos às situações criadas pelo doente e reacções das pessoas que o rodeiam. Não, desta vez a história está contada de forma a que aquilo a que assistimos, é exatamente a perturbação do doente.

 

Nós somos os olhos deste Pai que não reconhece a filha, nós somos a mente que troca a fisionomia de um ex-genro por um enfermeiro de serviço, somos nós, tudo nós.

A nossa mente que entra em colapso desde o início da peça e que vai em busca do final inesperado (ou talvez não). Somos nós que confundimos o cenário da casa do pai, pelo da filha, pelo do hospital (um fabuloso cenário aliás).

 

São os meus olhos que lacrimejam quando não reconhecemos a Ana, é a minha respiração que vai ficando ofegante ao som ensurdecedor da melodia que abraça a sala.

O Pai é uma peça de teatro do jovem autor Florian Zeller, e trazida por João Lourenço e Vera San Payo de Lemos ao Teatro aberto, numa encenação fenomenal do último. As interpretações são magníficas de todo o pequeno elenco: João Vicente, Patrícia André, Paulo Oom, Sara Cipriano, Ana Guiomar e João Perry.

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Mas é Ana Guiomar, na minha opinião a melhor atriz da sua geração, e o veterano João Perry que sobressaem nos seus papéis. Guiomar não tem nada que se lhe apontar de defeitos, são virtudes, são expressões que esmurraçam os estômagos dos “convidados” no público, é a sua voz, o seu olhar, os seus silêncios. E depois temos o grandioso Perry que só poderei descrever como sublime.

 

“No labirinto em que a vida se transformou, são muitas as encruzilhadas porque as grandes questões da existência irrompem na normalidade do quotidiano. É preciso encontrar soluções para a perda de autonomia, o desvanecer da identidade e da solidão. E continuar a Viver.”

 

Mais um fantástico trabalho do Teatro Aberto, que nos últimos anos nunca me tem defraudado. Maravilhoso!

A Cenografia de António Casimiro e João Lourenço, a Luz de Alberto Carvalho e João Lourenço, os figurinos de Dino Alves e o Video de Luis Soares são imprescindíveis para este espetáculo e que o elevam ao Topo.

Não pense muito e marque bilhete, pois só estará em cena até 12 Março.

 

 

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