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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Dia Mundial do Teatro: O meu primeiro passo no Teatro

Março 28, 2015

Já lá vão muitos anos desde que a minha paixão pelo teatro despertou... Era bem pequenino, quando assistia às muitas emissões de serieados gravados ao vivo na televisão, e mais tarde com a Grande Noite do La Féria... Eu queria aquilo, representar um sem numero de personagens, cantar dançar, Viver...

Mais tarde na Escola Primária as minhas saudosas professoras Guilhermina Santos e Celeste Sabóia sempre apostaram em mim para abrilhantar as festinhas de Escola. Mas a minha estreia em palco ocorreu no salão dos BVColares durante a 4ª classe.

A partir daí e a viver a alguma distância de Lisboa, portanto longe do meio cultural o Teatro que me surgia seria na Escola, na televisão, em livros que poderia comprar, nos teatros amadores da zona Malveira da Serra e Fontanelas coma as suas revistas...

Quando sigo para a Escola Secundária teria oportunidade de brilhar, mas como há uns anos atrás ainda antes de ter estreado os morangos com açucar, havia muito poucos rapazes interessados em representar a peça escolhida pela encenadora foi "A Casa de Bernanda de Alba", logo fiquei de fora pois não há elenco masculino. 

Não participei, mas mais perto da cultura e com amigas mais velhas já tinha acesso às salas de espetáculo de Lisboa. Obrigado Alda sempre pelo gosto que partilhámos - ainda me recordo tão bem da petição para não deixar o Maria Vitória vir abaixo... Uma coisa é certa apesar do esforço reconhecido pela equipa da Maria João e do José Raposo, não fizemos muito... Ou quem sabe, o teatro continua de pé e a funcionar!!

Por sorte as minhas amigas gémeas Cátia e Célia Ramos e a minha Sónia Louçada convidaram-me para ir uma noite a Almoçageme para experimentar  o grupo de Teatro que estava a começar depois de mais de 20 anos parado.

E lá fui... à noite, sosinho, lembro-me como se fosse hoje, vestia um macacão de ganga (que vintage!) e uma camisola azul e entrei com o pé direito, literalmente, numa casa que não era minha mas que me adoptou...

E lá começamos em 2000 a ensaiar a Maluquinha de Arroios... Foi uma loucura, foi um sitio onde cresci, onde me tornei um homem, eu tinha 16 anos quando comecei. 

Ali constitui uma familia adoptiva, muitos amigos, alguns até já partiram de entre nós...

Quando em Março de 2001 as pancadas de Moliére ecoaram no Cine Teatro José Gomes da Silva em Almoçageme, o meu corpo tremeu, o meu coração saltou, o meu padrinho Domingos Simões deu a deixa e lá entrou o Lourenço de Avelar, Visconde da Maluquinha de Arroios...

O Teatro verdadeiramente tornou-se uma das partes mais importantes da minha vida...

Agora e depois de muitas peças feitas, de muitas peças a que assisti no mundo inteiro, a muitos livros que li, a alguns cursos que fiz, a 3 peças que encenei, a obra tem de continuar...

Obrigado Teatro por fazeres parte da minha Vida!

Viva o Teatro!

Hotel Royal já estreou

Fevereiro 23, 2015

Quase 12 meses passaram desde que meti na cabeça que queria criar uma comédia musical tendo como pano de fundo os loucos anos 20. E foi assim que começou, um dia surgiram uns personagens, depois outros e por fim a peça ficou completa.

No final do mês de Março apresento então o texto de Hotel Royal: De pernas ao léu aos meus atores e atrizes e começamos a ensaiar.

Quase ao mesmo tempo começo em busca de músicas que completem esta obra, e a escolha recaiu em muitas musicas associadas a espetáculos da Broadway e do Cabaret Francês. Depois decidi incluir alguns números musicais mais atuais e também alguns números de homenagem como pró exemplo a Edite Piaf e a Carmen Miranda.

Os cenários segundo os meus fracos desenhos começaram a ser construídos, as danças a serem coreografadas, os vestidos de gala a serem costurados.

Ao ver, a peça que agora estreou, tudo parece tão fácil e simples, mas não é assim.

São muitas horas de ensaio (durante o fim de semana) para decorarem textos e criarem os seus personagens. São muitas horas com martelos, agulhas e tintas e afins para realizar todo o meu sonho.

Mas finalmente, no passado dia 21 de Fevereiro, eu e o meu grandioso Grupo Cénico Pérola da Adraga, lá conseguimos abrir as portas do nosso Hotel Royal, para uma estreia arrepiante, fabulosa e com uma plateia esgotada.

Agora continuaremos em cena, esperando por todo o público.

 

“Há muito, muito tempo, era assim que podia começar a nossa história mas por acaso não começa.

Hotel Royal é uma comédia musical da autoria de Pedro Carvalho cuja ação se desenrola nos

loucos anos 20 num hotel imaginário, sediado na Sintra Antiga .É neste hotel que vão surgindo e deambulando todos os personagens, quer hóspedes quer empregados.

Numa bela tarde, quando nada fazia esperar, desapareceu uma joia de muito valor de D. Carlota, viúva endinheirada que adora ser bajulada. É com a ajuda da gerente Elisa que arquitetam um plano para resolver este mistério e mandam vir de Lisboa um agente de investigação.

É aqui que surge Setas, policia judiciário muito trapalhão que com a sua falta de habilidade vai tentar restituir a joia roubada. No Hotel encontra-se com Pascoal, um amigo de longa data, barbeiro/manicure do estabelecimento hoteleiro e que trata as conversas alheias por tu. Estes dois seres trazidos do mundo da comédia, tentam disputar o amor de D. Carlota, ambicionando algum rendimento extra, o que origina uma guerra entre ambos e consequentes momentos hilariantes. A juntar-se aos 3, chega ainda Veríssimo, empresário nortenho do calçado com a sua brutalidade e estupidez natural.

No Hotel existem ainda outras personagens, que fazem do local uma verdadeira caixinha de surpresas: Valéria a sedutor irresistível, Crisálida a falsa paralítica, Saavedra o explorador africano, Edite a estrela das revistas do Parque Mayer. Como em todas as grandes comédias portuguesas não faltam o romance e as relações amorosas. No nosso caso o triângulo amoroso entre Katie uma atriz da Broadway americana, Rodrigo um bom vivant e Vera a menina endinheirada e rejeitada.

Este espetáculo musical é assim, acompanhado com muitos momentos dançados e cantados ao vivo a relembrar as grandes revistas do Parque Mayer e os grandes números musicais da Broadway. Pelo palco, além de muitos originais, vão passar grandes recriações de Carmen Miranda, Edite Piaf e algumas músicas bem conhecidos do nosso panorama musical.

As penas, os brilhos, o guarda-roupa de mais de 200 _gurinos abrilhantados por um excelente desenho de luz e um riquíssimo cenário, complementam este espetáculo.

É por isto tudo que esperamos por si no Hotel Royal : De pernas ao Léu!”

Próximos Espetáculos: 28 de Fevereiro - 21H30, 15 de Março - 16H30, 21 de Março 21H30, 04 de Abril - 21H30.

Até já!

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