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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Whisky ou whiskey: curiosidades da Irlanda

Agosto 10, 2017

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Irlanda é um país conhecido pela sua cerveja mas não podemos também esquecer o seu Whiskey. Mas afinal será whisky ou whiskey?

 

Pois bem, apesar de significarem exatamente o mesmo existe diferenças que se prende com o país produtor e com a fermentação. Neste caso e a maneira mais simples de compreender será a utilização do “E” se o país produtor tiver um “e” no seu nome. Assim sendo enquanto que na “Sctoland” e no “Canada”se produz whisky na “Ireland” e nos “United States” se produz Whiskey. A outra diferença será o número de fermentações – o whisky com 2 fermentações e o whiskey com 3 (esta aliás será uma das maiores diferenças entre o néctar produzido na Escócia e na Irlanda).

 

O whisky escocês continua a ser o mais famoso do mundo, mas o Whiskey irlandês está a ganhar cada vez mais espaço no mercado mundial. Aliás acredita-se que o whiskey irlandês surgiu em primeiro lugar, no passado século VII, criado por monges quando estes trouxeram do médio oriente o alambique. Foi então criado o “uisce beathadh” – água da vida – hoje em dia whiskey.

 

Se no passado existiam inúmeras destilarias, quase uma por cidade (existiram cerca de 150) a partir da década de 20 com a crise na Irlanda, o pós guerras mundiais, a lei seca nos Estados unidos (um dos principais importadores) e o comércio de outras bebidas alcoólicas, esse numero foi reduzindo substancialmente.

 

As destilarias fundiram-se umas às outras para sobreviver à crise e hoje em dia poderemos considerar que apenas existem 7 grandes destilarias em toda a ilha, 3 na Irlanda do Norte: Busmills, Echlinville e Teeling Belfast Distilerry Company, e 4 na República da Irlanda: Cooley, Tullamore, Dingle Distillery e Midleton company.

 

O whiskey irlandês caracteriza-se por ser fermentado 3 vezes, o que faz com que o seu aroma e sabor se torne mais suave e adocicado. Esta suavidade tem aos poucos conquistado o mundo dos fãs do destilado de malte.

 

 

Mas afinal o que é o whiskey?

O whiskey é uma aguardente obtida através da destilação de um mosto fermentado de cereais como a cevada de malte, centeio e milho e posteriormente envelhecido em barris de diversos tipos de vinho (Porto, Jerez, ou outros).

 

Existem diversos tipos de Whiskey dependendo do tipo de grão utilizado: Whiskey de malte feito maioritariamente com cevada malteada podendo ser um single malt ou vatted malt (enquanto que o single malte deriva apenas da cevada de uma destilaria o vated inclui mistura de malte de várias destilarias), o whiskey de grão que utiliza outro tipo de cereal em maioria na sua composição, o Blended Whiskey que é caracterizado por ser uma mistura de whisky dos tipos anteriores de forma a aproximar-se de um whiskey único ou perfeito (consoante aquilo que procuram criar) e o Whiskey não maltado com cevada sem malte (muito predominante na Irlanda).

 

 

Marcas Irlandesas que deve experimentar

Obviamente que as marcas de whiskey detém dentro da sua alçada diversos tipos de whiskey, consoante o tempo de envelhecimento e o tipo de barril onde é envelhecido, bem como a própria duração do envelhecimento.

No entanto tentamos mostrar-vos algumas marcas para poder depois optar pela sua predileta e qual a gama dentro de cada marca.

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Bushmills

Situada na Irlanda do Norte, na cidade com o mesmo nome, foi a primeira destilaria a obter a licença real para fabricar o seu whiskey que data de 1784. Apesar de ter estado estagnada durante algum período em 2005 começa a laborar de novo e com imensa vitalidade.

Uma das marcas irlandesas mais famosas no mundo detém uma elevada gama de whiskey desde os Single Malt - com edição limitada de 21 anos amadurecidos em barris de bourbon e Gerez que se caracteriza-se pela sua tonalidade escura e aroma a caramelo e chocolate, o seu sabor detém notas de passas e nozes, até aos Blended que mistura whiskeys maltados com outros grãos mais ligeiros detendo um aroma frutado com notas de baunilha e avelãs.

 

Jameson

Provavelmente o Whiskey irlandês mais famoso do mundo é um Blended Whisky composto por cevada de malte e sem malte. Existe desde 1780 e foi fundida com outras empresas criando em 1966 as Distillers Group Irish.

Elegemos o Jameson 18 anos por ser um blended whiskey que mistura gamas de 18 e 23 anos amadurecidos em barris de Gerez e que posteriormente são misturados e amadurecidos por mais 6 meses em barris de Bourbon. O resultado é um néctar com sabor abaunilhado com notas de mel, canela e avelãs tostadas.

 

Kilbeggan Irish Whiskey

Esta destilaria foi fundada em 1757, no entanto fechou portas em 1957 devido à crise do whiskey irlandês. Em 2007, começa novamente a produzir o whiskey na Destilaria de Cooley que se caracteriza por ter um sabor suave e um aroma forte, este whiskey é envelhecido em barris de Bourbon.

 

Tullamore Dew

A marca existe desde 1829, posteriormente foi fundida com outras companhias e hoje o seu whiskey é destilado em Midleton Company, na cidade de Cork. Caracteriza-se por ter um sabor adocicado e frutado devido a ser um blended, identificamos um ligeiro travo a noz-moscada e mel.

 

Green Spot

A marca pertence aos Irish Distillers, utiliza a destilaria de Midleton para a sua fabricação e caracteriza-se por ser um Whiskey não maltado envelhecido durante 8 ou 9 anos em barris de de Jerez o que lhe confere um sabor complexo com notas de mel e madeira e um pouco mentolado. Pode adquirir este néctar na loja Mitchell & Son em Dublin

 

Midleton Very Rare

Este whiskey é uma edição limitada que existe desde 1984 para comemorar a união das Irish Distillers, é produzido na Midleton em Cork. Apenas existem 50 barris por ano o que encarece o whiskey sendo destinado maioritariamente para colecionadores. Detém um aroma floral relembrando os campos irlandeses e um sabor suave a mel, ervas e amêndoas.

Tyrconnell

Uma marca de 1762 que encerrou portas em 1925. No ano de 1988 as Destilarias Cooley adquiriram a marca e começaram a fabricar novamente este whiskey, caracterizado por ser do tipo single malte e com envelhecimento de 10 anos que lhe confere um aroma fresco e frutado e um sabor doce e suave que no final se torna seco e delicado. Um whiskey bastante medalhado.

 

Redbreast

Esta marca existe desde 1857, mas após um interregno as Irish distillers começam em 1991 a produzir novamente esta bebida. Rebbreast caracteriza-se por ser um whiskey velho (12 ou 15 anos) amadurecido em barris de Jerez com um sabor frutado e a madeira fumada

 

Connemara

Um Whiskey da região de Connemara, costa atlântica, que apesar de existir desde o século 18 é atualmente propriedade da Destilaria de Cooley. Este whiskey de malte (single) é apenas fermentado 2 vezes (como os escoceses) e envelhecido posteriormente em barris de Bourbon durante 12 anos. Caracteriza-se por ser suave e com um sabor encorpado e doce com notas de pistacho, anis e passas.

 

Como não poderia deixar de ser, nesta nossa nova aventura pela ilha esmeralda da Irlanda já está "agendada" a visita a Destilaria de Bushmills, exatamente na localidade com o mesmo nome na Irlanda do Norte.

 

Vamos então à prova!

 

Acompanha toda a viagem e informação relativa à mesa através dos tag #ilhaesmeralda e #irelandtrip

 

Parque Nacional Plitivice - Croácia - em Balkan Adventure

Novembro 09, 2016

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E no 3º dia do nosso roteiro, depois de termos percorrido a Eslovénia entrámos ao final do dia em solo croata, toca de passar a fronteira e dirigirmo-nos a Grabovac, vila essencialmente dedicada ao turismo quer pela proximidade dos Lagos de Plitivice quer pelas muitas estâncias de Ski que se enchem de neve e gentes durante o Inverno.

A viagem ainda foi longa e a noite começara a surgir no horizonte, mas são todas as experiências que nos fazem enriquecer esta viagem, e neste dia tivemos uma fabulosa. Em toda esta aventura além de nós 4 guerreiros lusos, existia a nossa GPS”a”, amiga que num português e croata arranhado nos indicava as melhores estradas a seguir... “e viria direita”... “e viria esquerda”... e “faça a curva bruscamente à direita”...

Foi esta curva brusca à direita que nos colocou no meio das serras e florestas croatas ao longo de uns 28km que demoraram quase hora e meia a fazer... ora se o pessoal se queixa das curvas da nossa serra de Sintra, estas eram gritantes... No caminho apenas sinais de aviso de velocidade máxima, sinais de perigo de animais selvagens e não é que por umas quantas vezes eles apareceram... “Olha um veado!” “olha uma gazela!”... e os bichos a saltar à frente do carro... Perdidos no meio da serra com possibilidade de surgirem ursos à noite. Bonito! Mas tudo correu lindamente e já de noite escura chegámos ao nosso hotel em Grabovac, um hotel simples bem pertinho de Plitivice.

Se quiseres visitar Plitivice logo pela manhã, evitar as filas de turistas na bilheteira, e desfrutar da beleza dos lagos sem muita gente, aconselho mesmo a visitar logo pela manhã, e para isso ter ficado na noite anterior nesta região ajudou muito.

Começa o 4º dia, de manhã bem cedo, com a chegada ao Parque Nacional dos Lagos de Plitivice. Uma breve informação o parque é enorme portanto prepare-se para andar bastante e aprecie as belezas naturais que lhe reservam. Aconselho a informar-se bem qual o percurso que pretende fazer (existem cerca de 6 opções consoante o numero de quilómetros e a dificuldade que queira encontrar, nós optámos pela intermédia que era composta por passeio a pé, barco e comboio), qual a porta do parque que mais jeito lhe dá para o circuito planeado.

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 Mas afinal o que é Plitivice?

Bem é apenas um parque nacional croata que se estende por cerca de 20 mil hectares de bosques e lagos, no coração da croácia. São muitas as cascatas, lagos, abundante vegetação, abundância de aves e de ursos.

Estes lagos dividem-se em dois grupos, os superiores (composto por 12 lagos) e os inferiores (composto por 4 lagos). Os passeios são feitos por passadiços de madeira que cruzam os vários lagos, caminhos de terra nas margens, de barco e até um comboio.

Considerado património natural da humanidade este Parque é realmente de uma beleza indescritível em qualquer altura do ano.

Mas melhor do que falar será melhor ver, e aqui a única maneira é através de fotografia.

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 Depois da visita e de nos degustarmos num restaurante da região (um almoço bem tardio), continuámos o nosso itinerário, agora rumo à costa da croácia, mais propriamente a Zadar. A viagem ainda seria longa pelos imensos túneis que cortam as montanhas, mas foi bela.

Sugestão de Hotel para quem quiser pernoitar por plitivice:

Plitiice Palace – 4 estrelas – 52€ noite

Etno Garden Exclusive rooms – 4 Estrelas – 76.50€ noite

House Jezerka – 3 estrelas – 35.64€ noite

(simulações feitas através de www.booking.pt para um quarto duplo)

O preço de entrada no parque inclui além da entrada, os passeios de barco elétrico e comboio, e o valor reverte para o fundo de conservação da natureza de plitivice. Os preços variam consoante as estações do ano entre 55 e 180 kunas croatas, que são cerca de 7.50€ e 24€.

Para saberes tudo acompanha em balkanadventure

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Postojna e Predjama: visitas pela Eslovénia

Novembro 04, 2016

A Aventura pela Eslovénia continua rumo ao sul e antes de entrarmos em território croata. As nossas paragens foram a dois dos mais visitados locais deste país: Postojna e Predjama.

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 Postojna é uma aldeia no centro da Eslovénia que detém um conjunto de grutas e cavernas das mais antigas da Europa, estando abertas ao público há cerca de 200 anos. Este local cavernoso é o sistema de grutas e cavernas mais comprido deste país com cerca de 24 quilómetros. Iniciamos a viagem num comboio percorrendo grande parte dos tunéis mas depois para apreciar a grandeza e riqueza deste espaço natural toca a percorrer uns bons quilómetros a pé debaixo de chão.

As cavernas têm algumas riquezas que marcam qualquer visitante, estalagmites gigantescas e estalactites de arrepiar, além de galerias de tamanho absurdo onde é possível caber cerca de 10.000 pessoas e onde se realizam muitos concertos devido à sua extraordinária acústica.

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 Os bilhetes para entrada têm o custo de cerca 23.90€ que incluiu além da descida às grutas a visita ao museu de Postojna e do Zoo “escuro”, uma exposição de animais que habitam as grutas de postojna e onde podemos ver de perto o estranho Proteus, uma espécie de salamandra sem pigmentação da pele e cega.

Depois seguimos até ao Castelo de predjama (predjamski grad), que fica a cerca de 10km de Postojna, um castelo retirado de um qualquer filme do “senhor dos anéis” ou de um conto de fadas. Este reduto é dos mais pitorescos da história da humanidade, que existe há cerca de 700 anos.

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 O castelo está situado “cravado” numa falésia de 123 metros de altura, sobre um vale de uma paisagem estonteante. Em tempos de cavaleiros o castelo oferecia uma defesa extraordinária, sendo praticamente impenetrável e destrutível.

Associado a este castelo existe a lenda do Tunel do Rei Erazem, que comunicaria o interior do castelo num túnel secreto com o topo superior da falésia.

Depois destas visitas, um almoço com vista para o castelo será uma boa opção e depois é caminhar para o próximo destino. Neste mesmo dia entrámos na Croácia e a viagem ainda é longa.

Segue mais da nossa aventura no tag: #balkanadventure

Viagem a Liubliana –Eslovénia em Balkan Adventure

Outubro 27, 2016

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Uma cidade encantadora, calma, limpa e pacífica, escondida na maravilhosa Eslovénia, e banhada pelo rio Lublianica que a divide em 2. De um lado o centro histórico e mais antigo que nos leva ao castelo, do outro o lado mais moderno e centro de negócios.

A cidade é pequena e pouco movimentada, apenas com 220.000 habitantes. Não está nos principais pontos turísticos europeus e por isso aproxima-nos ainda mais dos locais. Quanto mais tempo tiver disponível melhor para se embrenhar na cultura eslovena. Infelizmente o nosso roteiro destinou-nos apenas 1 dia a esta cidade.

No brasão da cidade brilha o dragão pousado por cima do castelo, e esse dragão encontra-se em todas as esquinas da cidade, pontes, candeeiros, bancos de jardim, montras, fachadas e souvenirs para os poucos turistas que por ali deambulam. Reza a lenda que esse dragão no século XI assustava os habitantes, colocava-se na torre do castelo e cuspia o fogo para se proteger. Depois de muitos anos de destruição apaixonou-se por uma doce fêmea e juntos tiveram um dragão artista. Liubliana é isso mesmo, a cidade artista e bela que nasce da junção do amor e de destruição.

Aconselhamos assim a dedicar a manhã ao lado sul do rio e a parte da tarde ao lado norte.

Comece a visita por percorrer de amanhã a ponte dos Dragões (Zmajski Most), as duas estátuas de bronze representando os dragões irão dar-lhe as boas vindas a esta cidade, ao passar por eles entrará quase diretamente no mercado de frescos da cidade – legumes frescos, frutas, alguns produtos como o mel ou sacos de alfazema perfumam a praça.

De seguida dirija-se ao castelo para conhecer este património e para obter a mais bela vista de Liubliana. Tem duas formas para o fazer ou vai subindo a colina a pé (são alguns minutos de esforço) ou apanhe o funicular e rapidinho está no topo. Os preços do funicular e entrada do Castelo são de 10€ (inclui entrada no castelo, na torre, exposição da história da Eslovénia e Museu das marionetas). Chegando ao Castelo de Liubliana (Ljubjanski Grad) apercebe-se que entrou num edíficio bastante antigo construído no século XV, uma praça fortificada de onde se erguem a igreja do castelo, a torre, e onde existem alguns museus para visitar como o das marionetas ou exposições temporárias de diversos artistas eslovenos.

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 Depois do Castelo perca-se pelo casco velho da cidade e vá apreciando a Catedral da cidade, mais conhecida como Catedral de São Nicolau, que mistura o estilo gótico e o barroco na sua construção e onde pode apreciar as torres sineiras gémeas bem como a sua cúpula verde-esmeralda; o Edífico da Câmara Municipal a Igreja de São Tiago e a beira rio repleta de bares e restaurantes onde poderá degustar típicos pratos eslovenos para o almoço.

Da parte da tarde dedique o seu tempo ao lado norte do rio, aqui a área é maior e poderá ter de fazer algumas escolhas se o seu tempo for limitado. Atravesse a ponte antiga dos Sapateiros (Cevlkaski most), possivelmente a ponte mais antiga da cidade e descubra o Museu da Cidade e o edifício do Teatro Krizanke. Tem ainda vários edifícios icónicos para apreciar como a Universidade de Liubliana, a Casa da Ópera, o Teatro Nacional, o salão de Ballet Nacional, a Igreja da Santissima Trindade e a Praça do congresso.

Para finalizar o dia nada como ir até à Igreja franciscana da anunciação (Franciskanska cerkev marijinega oznanjenja) na praça principal (Preseren trg), com a sua imponente fachada cor de rosa, construída em 1660 onde pode apreciar arquitetura barroca. No seu interior pinturas impressionistas de Matej Sternen; e à Ponte Tripla (Tromostovje) que liga através de 3 pontes unidas os dois lados da cidade.

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 Se a época do ano assim o permitir, e claro se tiver tempo aproveite de faça um passeio de barco pelo rio Liublianica, uma forma diferente e bela para conhecer a cidade.

“Vivam todos os povos que anseiam pelo dia em que a discórdia será erradicada do mundo e em que cada um dos nossos compatriotas seja livre, e em que o vizinho não seja um diabo mas sim um amigo” palavras de France Preseren o maior poeta esloveno que dá o seu nome à praça principal, autor do hino nacional homenageado na estátua visível.

E será aqui que terminará o dia, vendo os últimos raios de sol despedirem-se da cidade, as luzes iluminaram as ruas e as pontes, e ao fundo a Lua beijar o castelo de Liubliana.

Acompanha tudo em balkan Adventure

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O País dividido e multicultural da Bósnia e Herzegovina

Setembro 09, 2016

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 Bósnia e Herzegovina é um país nos Balcãs, com data de independência em 1992, após ter pertencido à Jugoslávia, situado no leste Europeu, fazendo fronteira com Croácia, Sérvia, Montenegro e banhada numa pequena parte pelo maravilhoso Mar Adriático. O país está dividido em 2 partes completamente autónomas a republica Srpska (Sérvia) e a Federação da Bósnia e Herzegovina, esta ultima divide-se pela Bósnia na parte setentrional com a sua região de montanhas e florestas, e a Herzegovina, na parte meridional com montanhas e agricultura.

Neste país pode encontrar paisagens das mais variadas, sendo que as montanhas de elevada dimensão, os lagos e as cascatas serão as mais impressionantes. Assim pode subir à montanha mais alta denominada de Monte Maglic com 2386 metros, nadar no rio Una, observar as cascatas de Kravice, saborear as muitas florestas e parques naturais.

O clima é variado na zona costeira um clima mediterrâneo com temperaturas amenas e nas montanhas um clima continental (que chega a atingir temperaturas gélidas). Um país de elevada precipitação.

Apenas com pouco mais de 3.8 milhõesde habitantes, e um território considerável (51197km2) detém apenas cerca de 76 habitantes por Km2.

Apenas 44% da população considera-se bósnia, sendo que a maioria são expatriados da Sérvia (31%) e da croácia (17%). A religião está representada na proporção dos países de origem assim temos de considerar que 90% dos bósnios são Islâmicos, 88% dos croatas são católicos e 99% dos sérvios são ortodoxos. Complexidade racial e religiosa o que em tempos causaram tantas guerras.

Tendo como capital Sarajevo, Mostar é a capital da zona Herzegovina. A sua economia baseia-se na agricultura, tal como no passado, o que continua a ser considerado um dos países mais pobres da Europa. Detém como moeda oficial o Marco Conversivel que equivale a perto de metade do euro (cambio 1E = 1,945 BAM).

A gastronomia montenegrina está bastante influenciada pela principal economia do país, ou seja a agricultura e a pecuária, assim os alimentos produzidos quer cereais, legumes ou frutas, bem como o gado torna-se na principal fonte de inspiração dos pratos tradicionais. Além obviamente da influência árabe presente na religião e na gastronomia.

Como pratos típicos temos então o Cévapi, uma espécie de “pita” feita num pão sírio grosso (somun) recheado de pequenas linguiças de carne de vaca e cordeiro; Kajmak um queijo coalhado; Ayran – bebida rala de iogurte; Pastéis de Carne – uma espécie de crepes recheados com carne de cordeiro; Pasulj – uma sopa com a tradicional linguiça, depois pode ainda encontrar espetadas de carne.

As Rotas do Mundo passarão por Kravice, Mostar, Zanick e Sarajevo

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O país das Montanhas Negras

Setembro 05, 2016

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 Montenegro é um pequeno país montanhoso com data de independência em 2006, após ter pertencido à Jugoslávia, situado no leste Europeu, fazendo fronteira com Croácia, Albânia, Kosovo, Bósnia Herzegovina e banhada pelo maravilhoso Mar Adriático.

Neste país pode encontrar paisagens das mais variadas, sendo que as montanhas de elevada dimensão, os lagos e as cascatas e a planície junto ao adriático serão as mais impressionantes. Assim pode subir à montanha mais alta denominada de Zla Kolata com 2534 metros, percorrer a maior praia de nome Velika Plaza (13km), nadar no lago Skadar, observar as cascatas do rio Tara (1300 metros), saborear as muitas florestas e parques naturais.

É de salientar que o Montenegro é o único país que detém fiordes no sul da Europa (Mediterrâneo).

O clima é variado na zona costeira um clima mediterrâneo com temperaturas amenas e nas montanhas um clima continental (que chega a atingir temperaturas gélidas). Um país de elevada precipitação.

Apenas com pouco mais de 700 mil habitantes, e um território considerável (13810km2) detém apenas cerca de 50 habitantes por Km2.

Apenas 43% da população considera-se montenegrina, sendo que a maioria são expatriados da Sérvia (32%) sendo maioritariamente cristã (sendo 75% ortodoxos) adotando como língua oficial o montenegrino, apesar de 50% da população só falar o sérvio.

A tentar entrar na União europeia desde a sua independência, continua a ter um aumento ligeiro na economia muito sustentada pelo turismo. Apesar de não pertencer à UE detém como moeda oficial o Euro.

A gastronomia montenegrina está bastante influenciada pela cozinha italiana e pela cozinha turca devido aos motivos históricos. Na zona costeira proliferam os pratos típicos mediterrâneos com muito peixe e frutos do mar, a norte devido ao frio e à proximidade com a Sérvia os guisados e a sopas “consistentes” serão os pratos habituais.

Como pratos típicos temos então a Kacamak: uma espécie de gnocci, Japraci: vaca e arroz, Brav u Mlijeku: Cordeiro cozinhado com leite, Popeci: bife de vitela com queijo e presunto, Cufte: almôndegas. As sobremesas ganham expressão com influências turcas e gregas com o Baklava, os pasteis de mel e nozes, e os Krempita: pasteis de baunilha.

As Rotas do Mundo passarão por Perast, Baía de Kotor, Podvgorica e Budva

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Jugoslávia: A Próxima Paragem

Agosto 31, 2016

Os dias vão passando e começou o countdown para as Rotas do Mundo partirem em descoberta de um novo destino, desta vez elegendo alguns dos Países pertencentes à Antiga Jugoslávia.

Os mais antigos sabem bem do que falo, mas os mais novos perguntam onde fica esse país?

Esse país, que neste momento já não é um país fica no sul da Europa, mais propriamente ente a Itália e a Grécia. Um território que sempre viveu com fortes tensões políticas e guerras civis, que pertenceu ao império austro-húngaro e que após a primeira guerra mundial nasce como país.

A sua criação originou na anexação de vários territórios compostos por “tribos” culturais diferentes, o que desde cedo originou divergências extremas. Um período, com pouco mais de 20 anos de história de lutas ideológicas e algumas revoluções à mistura, que terminou com a chegada da Invasão de Hitler.

Após a 2ª Guerra Mundial, e a vitória dos aliados a força socialista/ comunista manteve este território na sua esfera política. Era mais uma Republica socialista Soviética.

A instabilidade continua desde 1945 até 1989 com a queda do regime comunista. A partir daí começam a surgir eleições livres nas respetivas republicas.

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Em 1990, surgem os primeiros países independentes desta multiculturalidade: Croácia e Eslovénia. Em 1991, tornam-se independentes a Macedónia e a Bósnia.

Tudo parecia estar a correr bem, mas a perda de territórios a incorreta divisão de fronteiras, faz com que guerras civis se estendam até 1999, já bem perto da atualidade, com guerras onde até existiram presença de militares portugueses, como é o caso do Kosovo.

Apenas em 2006, o Montenegro e o Kosovo tornam-se independentes da Sérvia.

Agora são 7 países com boas relações diplomáticas, alguns pertencentes à União europeia, alguns adotaram o Euro como moeda oficial, sendo eles: Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Macedónia, Montenegro, Sérvia e Eslovénia.

As Rotas do mundo passarão por 5 destes países: Eslovénia, Croácia, Montenegro, Bósnia e Sérvia (excluímos Kosovo e Macedónia, que ficarão para uma próxima etapa dos Balcãs).

Serão muitos quilómetros, serão muitas fronteiras, serão vários tipos de moeda, serão muitas línguas, serão diversas paisagens: Serras, montanhas, planícies, lagos, cascatas, praias, cidades, ilhas, mares, rios, frio, calor, mundos turísticos e paraísos selvagens.

As rotas do Mundo prometem fotos, vídeos e um acompanhamento o mais diário possível do roteiro.

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Check Trip List

Novembro 27, 2015

Ontem ao ver um documentário num dos muitos canais temáticos disponíveis na cabo, tomei eu próprio a iniciativa de efetuar uma lista dos locais que pretendo obrigatoriamente visitar antes de morrer. São alguns, portanto é melhor começar já em 2016 a cortar alguns da lista...

Oceânia:

Austrália

Nova Zelândia

Fiji

Ásia:

China

Japão

Índia

Vietname

Malásia

Europa:

Escócia

Holanda

Itália

Grécia

Rússia

África:

Quénia

Egito

Etiópia

Moçambique

Tanzânia

América

América:

Perú

Chile

Argentina

Costa Rica

Estados Unidos América

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