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Rotas do Mundo

Pedro around the World... My life, my dreams, my favourite things

Uma Rua de Roma

Julho 16, 2018

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Quero uma rua de Roma 
com seus rubros com seus ocres 
com essa igreja barroca 
essa fonte esse quiosque 
aquele pátio na sombra 
ao longe a luz de um zimbório 
mais o cimo dessa torre 
que não tem raiz no solo 

Em troca darei Moscovo 
Oslo Tóquio Banguecoque 
Fugaz e secreta à força 
de se mostrar rumorosa 
só essa rua de Roma 
em cada nervo me toca 


Por isso a quero assim toda 
opulenta de tão pobre 
com o voo desta pomba 
o ribombar desta moto 
com este bar de mau gosto 
em cuja esplanada tomo 
este espresso após o almoço 
à tarde um campari soda 

Em troca darei Lisboa 
Londres Rio Nova Iorque 
toda a prata todo o ouro 
que não tenho em nenhum cofre 
só no cotão do meu bolso 
e no que a pátria me explora 


Quero essa rua de Roma 
Aqui onde estou sufoco 
Aqui as manhãs irrompem 
de noites que nunca morrem 

 

Quero esse musgo essa fonte 
essas folhas que se movem 
sob o sopro do siroco 
ora tépido ora tórrido 
frente à igreja barroca 
tão apagada por fora 
mas que do altar ao coro 
por dentro aparece enorme 


Quero essa rua de Roma 
casta rugosa remota 
Em troca darei as lobas 
que não aleitaram Rómulo 
mas me deixaram na boca 
o travo do transitório 


Quero essa rua de Roma 
sem conhecer quem lá mora 
além da madonna loura 
misto de corça e de cobra 
que ao longo de tantas noites 
tanta insónia me provoca 
Quanto às restantes pessoas 
inventarei como sofrem 

Quero essa rua de Roma 
Terá de ser sem demora 
Sabemos lá quando rondam 
abutres à nossa roda 
Mas não me lembro do nome 
da rua que assim evoco 
soberba se bem que tosca 
direita se bem que torta 
com um Sol que tanto a doura 
como a seguir a devora 

 

Em troca darei o troco 
do que por nada se troca 
o florescer de uma bomba 
o deflagrar de uma rosa 

 

Quero essa rua de Roma 
Amanhã   Ontem   Agora 
Que importa saber-lhe o nome 
se a trago dentro dos olhos 
Há uma igual em Verona 
Outra ainda mais a norte 
Outra talvez nem tão longe 
num burgo que o mundo ignora 
Outra que apenas se encontra 
onde a paixão a descobre 

 

Mas rua sempre de Roma 
Romana em todo o seu porte 
mistura de alma e de corpo 
aquém   além   do ilusório 
Romana mesmo que em Roma 
não haja quem a recorde 
Onde quer que o sexo a sonhe 
e o coração a coloque 
é lá que todo sou todo 
Aqui não    Aqui não posso 

David Mourão-Ferreira, in 'Os Ramos Os Remos' 

Já ouviste falar do Plantage de Amesterdão?

Março 18, 2018

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Será provavelmente a zona esquecida de Amesterdão pela maior parte dos turistas, mas isso não significa que não tenha muitos pontos de interesse e razões para ser visitada.

 

Além do obviamente visitado Jardim zoológico esta zona é composta por bairros com elegantes mansões e jardins arborizados. A maioria das casas surgiu no século XIX, e eram detidos pela comunidade judaica que associada aos diamantes, por isso Plantage oferece além do luxo muitos memoriais judaicos.

 

O nome desta zona significa a Plantação, pois esta área até ao final do Grachtengordel em 1638 era uma área rural.

 

Ora caso exista disponibilidade de tempo aconselhamos a passar um dia por esta zona, caos o tempo seja curto pelo menos uma manhã para apreciar os pontos mais importantes existentes.

 

Comece o dia por visitar o museu marítimo Het Scheepvaartmuseum com um grande espólio náutico, almoce pela zona e depois rume para o Hermitage de forma a conhecer melhor a história holandesa e russa presente neste museu. Para acabar o dia nada melhor do que um passeio calmo e sereno, sugerimos o Artis ou o jardim botânico.

 

Pontos de interesse

Het Scheepvaartmuseum: Um museu marítimo a não perder para quem gosta da temática onde poderá encontrar a maior coleção de barcos do mundo. Foi construído em 1656 e transformado em museu no ano de 1973, quando a marinha holandesa deixou o espaço. Além dos muitos artefactos escondidos entre as 4 paredes existem diversas atividades virtuais o que transforma esta atração ideal para quem viaja com crianças.

 

Artis Royal Zoo: um local ideal para descansar da cultura humana e apostar na vida selvagem. São cerca de 900 espécies que vivem num cenário muito naturalista. Além dos espaços habituais zoológicos detém um aquário com mais de 2000 peixes e um planetário.

 

Tropenmuseum: Inserido num esplêndido edifício histórico da cidade este museu dedica a sua exposição ao mundo colonial holandês, misturando objetos invulgares com etnografia, arte popular e contemporânea.

 

Werfmuseum’t kromhout: Um museu que ocupa um dos poucos estaleiros medievais (restaurado) e que conta com uma exposição de maquinaria, motores, instrumentos associados à construção naval.

 

Verzetsmuseum: Uma exposição permanente que alberga uma coleção de documentos que provam o heroísmo da resistência holandesa à ocupação germânica nazi.

 

Hortus Botanicus: o jardim botânico de Amesterdão com mais de 4000 espécies de flores e árvores, muitas delas recolhidas aquando as expedições no século XVII. Desde uma palmeira com 300 anos, várias plantas exóticas e 3 estufas climatizadas.

 

De Burcht: Um edifício histórico que além de uma fachada magistral, talvez por isso lhe chamem do museu castelo, oferece interiores riquíssimos de onde se destaca os azulejos e murais pintados.

 

Hollandsche Schouwburg: Durante a ocupação nazi este teatro serviu para a concentração de milhares de judeus que posteriormente partiam para campos de concentração ou para outros países. Atualmente o seu interior é um jardim memorial de todas as vitimas.

 

Koninklijk Theater Carré: uma sala de espetáculos impressionante, este teatro remonta a 1887, data da sua construção, para albergar o circo carré. Um magnifico trabalho de arquitetura e decoração circense nas suas fachadas.

 

Hermitage: ocupando um antigo lar de idosos este museu dedica a sua colecção à história holandesa e russa

 

Por tudo isto é certo que vais querer visitar o Plantage.

 

Para mais informações dobre esta viagem consulta aqui.

 

 

Um dia pelo Bairro dos Museus de Amesterdão

Março 15, 2018

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Até ao final do século XIX, o Bairro dos Museus encontrava-se fora do limite da cidade, era apenas uma pequena região de herdades e jardins. Após esta data o município declarou toda esta zona como uma área cultural e de arte, devolvendo este pedaço de terra ao povo.

 

Surgiram então grandes museus, uma sala de concertos mundialmente famosa e o maior parque público da cidade além de ruas comerciais.

 

Assim Este local passou a ser obrigatório para todos aqueles que visitam Amesterdão e que amam cultura ou simplesmente relaxar no jardim.

 

Se queres passar um dos teus dias de viagem por aqui deixamos a nossa sugestão: De manhã comece o seu itinerário por um dos principais museus Rijksmuseum ou Van Gong. Salientamos que devido à dimensão do primeiro irá demorar todo o dia, assim selecione o tipo de obra de arte que mais gosta e comece a exploração por aí, eu recomendo começar na pintura do século XVII.

 

Após a visita atravesse a emblemática Museumplein e almoce numa das bancas de rua, preços acessíveis e entra verdadeiramente no espírito da cidade. Claro está que não pode faltar p momento selfie, tente e aproveite a instalação das letras I am Amesterdam em frente ao ringue de patinagem.

 

De tarde aproveite o sossego e calma do Vondelpark para fazer a digestão, e dependendo da época do ano delicie-se com as cores das flores. Sobrando-lhe ainda umas horas poderá entrar num outro museu disponível como o museu de arte moderna Stedelijk, visite o centro equestre, o centro de lapidação de diamantes ou simplesmente gastos um euros na P.C. Hoofstraat, a rua de lojas mais “in” da cidade.

 

De noite apanhe boleia de um dos muitos barcos bem ali perto e percorra a cidade pelos seus canais.

 

Pontos de interesse

Rijksmuseum: Inaugurado em 1808 pelo rei Luís Napoleão, tendo como inspiração o Louvre, detém uma coleção de arte extensa que foi aumentando ao longo dos anos e que detém atualmente 7 milhões de obras de arte. O edifício que foi construído em 1885 e que alberga o museu atualmente está dividido por 4 andares. Destacamos como principais obras de arte icónicas A ronda da Noite e A noiva judia de Rembrandt, a Leiteira de Vermeer, A Menina vestida de azul de Verspronck.

 

Van Gogh Museum: Instalado no edifício do arquiteto De Stijl, só por si uma obra de arte, alberga uma grandiosa coleção de Van Gogh. As obras mais icónicas do artista estão presentes como o auto retrato a pintar, os comedores de batatas, os girassóis e o Quarto de Arles.

 

Stedelijk Museum: O museu conta com uma coleção impressionante dedicada à arte moderna, desde o século XIX até à atualidade.

 

Concertgebouw: Uma das mais famosas salas de concertos mundiais, construída em 1888 por Van Gendt num estilo neorrenascentista holandês

 

Vondelpark: Fundado em 1864 por cidadãos filantropos, batizaram-no com o nome de um poeta do século XVII Josh Van den vondel. Tornou-se a Meca dos hippies dos anos 60 e 70. Continua hoje em dia a ser um espaço animado com desporto, artistas de rua e os grandes concertos de verão gratuitos que enchem o parque. Aprecie a calma e a beleza da fauna e flora existentes.

 

Coster Diamonds: Desde o século XVI que Amesterdão é um centro importante na lapidação e corte de diamantes quando os judeus portugueses e espanhóis se refugiaram aqui da inquisição. A Coster é uma das poucas oficinas que oferece visitas guiadas para observar classificadores e lapidadores de diamantes. Foi neste local que foi lapidado o grande diamante da coroa inglesa.

 

Museumplein: é a maior praça de Amesterdão e foi projetada em 1972. A sua história é engraçada pois nos anos 50 destruíram a praça para construir uma estrada a que os holandeses chamaram da autoestrada mais pequena da Europa. Entre 1990 e 96 foi projetada e devolvida aos moradores. Não é um exemplo de beleza, mas foi ajardinada e permitiu novas áreas de lazer. De destacar o monumento Inferno de Fogo em homenagem aos ciganos perseguidos pelos nazis e Ravensbrück memorial em memória as mulheres vítimas do holocausto.

 

De Hollandsche Manege: Uma magnifica escola de equitação com as suas áreas construídas num estilo neoclássico que se encontra escondida por detrás de uma fachada fenomenal. Poderá beber um café enquanto ascite a aulas de equitação.

 

P.C Hoofstraat: É a rua comercial mais “in” de Amesterdão, está para a cidade como a nossa Av. Da Liberdade está para Lisboa.

 

Segue todas as dicas para conheceres amesterdão.

 

Breve história de Amesterdão e da Holanda

Março 11, 2018

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O nome da capital dos países baixos está diretamente ligado ao rio Amstel, o seu nome “Aemstelredamme” significa dique do rio Amstel, e surgiu obviamente devido à criação do dique deste mesmo rio que permitiu a criação da cidade. Desde sempre que o rio, os canais e a água estão diretamente ligados a Amesterdão.

 

Em 1125, surgem os primeiros pescadores que se instalaram na foz do rio Amstel e construíram cabanas e aterros para proteção das cheias. O rápido crescimento da população e da importância dos lordes da cidade fizeram com que se iniciasse uma séria de conflitos feudais entre estes e os condes da Holanda.

 

1275, é uma data que celebra o fim das portagens. O Conde Floris V da Holanda, que entretanto governara o território, concedeu aos seus súbditos isenção de portagens no transporte de mercadorias pelo rio através de Haia. Esta ação permite um maior desenvolvimento e procura comercial pela cidade e consequente o aumento da sua importância.

 

O Milagre de Amesterdão em 1345, trouxe à cidade peregrinos e a importância da igreja. Reza a história que numa casa em Kalvestraat um padre deu os últimos sacramentos a um moribundo, este não conseguiu ingerir a hóstia e por isso lançaram-na ao fogo. No dia seguinte encontraram-na intacta. O corpo de Cristo que supostamente não derretera no fogo deu importância religiosa à cidade.

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1519 é o ano em que Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico e primeiro de Espanha, herda de sua avó a casa de Habsburgo, casa esta que nos tempos medievais dominava os condados da Holanda. Amesterdão devido à sua ligação ao mar e ao rio torna-se num importante porto para este rei, e com a chegada dos países do Novo mundo espanhol, esta cidade torna-se o segundo porto comercial mais importante da Europa, só ficando atrás de Lisboa.

 

1566 é o ano que marca a mudança e a revolução, cansados do rei católico espanhol e do aumento do protestantismo dá-se uma série de rebeliões em todos os países baixos que destroem igrejas. No entanto, Amesterdão já primando pela liberdade e tolerância manteve-se um pouco à parte desta revolução. Apenas em 1578 se verifica a instalação do protestantismo como religião na cidade numa manifestação pacífica a que chamam de Alteração chefiada por Guilherme de Orange, desde essa data que a cidade torna-se numa capital protestante de uma república holandesa proibindo o culto católico em público mas tolerando o culto em privado.

 

1609 é o ano que marca o inicio da Era de Ouro de Amesterdão, uma era onde a riqueza chegou em força à cidade e com ela os vários movimentos arquitetónicos e artísticos que transformaram a cidade num berço de arte. Criam-se novos canais e casas luxuosas nas suas margens – Grachtengordel – considerado hoje em dia pela Unesco como Património Mundial. Erguem-se nomes como Rembrandt e Hendrick.

 

1634 é o ano que marca a entrada da cotação da tulipa na bolsa de Amesterdão. Começa a época da “tulipomania” com a importação dos bolbos da Ásia desde os finais do século XVI, a flor torna-se numa fonte de negócio e riqueza por toda a Holanda.

 

Durante todos os anos de presença protestante Amesterdão era a capital de uma república de 7 províncias unidas dos países baixos. Esta situação perdurou até 1806 quando Napoleão Bonaparte conquista o país e o torna num reino – o reino dos países baixos – e instalou o seu irmão Luis Napoleão como seu rei.

 

Esta situação durou apenas 5 anos devido à má governação de Luís e em 1810 o reino dos Países Baixo passa a integrar o grande império francês de Napoleão.

 

Com a Guerra de Waterloo em 1815, assiste-se à divisão do império napoleónico pelos anteriores sucessores, criando assim o Reino dos Países Baixos (que até 1830 contava com a Bélgica e o Luxemburgo) e devolvendo o reino à coroa holandesa aos príncipes de Orange e surgindo o rei Guilherme I – casa real que hoje em dia ainda governa a cidade e o país.

 

Desde essa data até 1940, uma secessão de reis e rainhas governaram o país sempre permitindo a máxima tolerância e liberdade, tendo como principal ponto de interesse o desenvolvimento da industria, do comércio e a reocupação holandesa na sua colónia asiática – Indonésia.

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Em 1940, os nazis invadem o país e obviamente Amesterdão não foi exceção, no entanto é de ressalvar que apesar de restritiva, a vida em Amesterdão não sofreu como a maior parte das cidades holandês que foram completamente destruídas. Os judeus que ocupavam a cidade tiveram de fugir ou se esconder (falaremos mais sobre o assunto quando falarmos de Anne Frank). A comunidade judaica tinha um grande peso na população e estava integrada desde que sairão de Portugal e Espanha no tempo da aquisição. Como curiosidade a sinagoga principal da cidade é a sinagoga Portuguesa.

 

Com o final da 2ª Guerra Mundial, a casa real que fugira para Inglaterra regressa mas em 1948 a rainha Guilhermina sente necessidade de abdicar a coroa em prol da sua filha Juliana devido ao fim das colónias holandesas.

 

Desde essa data até à atualidade a Holanda volta a ganhar importância comercial com a adesão à CEE, à Nato, aos Benelux, à união Europeia, ao Euro. Sempre presente a sua tolerância religiosa, a coroa é laica sem qualquer religião associada. Os edifícios anteriormente religiosos da coroa passam a albergar museus e centros humanitários.

 

São dos primeiros países a pronunciar-se a favor da despenalização das drogas leves, do casamento homossexual da despenalização do aborto, do combate à corrupção e ao crime.

 

Hoje em dia, o Reino da Holanda é liderado pelo rei Guilherme Alexandre.

 

Por tudo isto, Amesterdão é uma das cidades com menor crime no mundo, mais segura, mais rica, com melhor qualidade de vida e felicidade.

Roteiro de Amesterdão

Março 10, 2018

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Amesterdão é a capital da Holanda ou países Baixos, ambos os nomes podem ser considerados para denominar este país europeu, detém cerca de 1.6 milhões de habitantes em pouco espaço.

 

A cidade torna-se assim cara para viver e conhecer devido à sua muita procura hoteleira e pouca oferta face à procura, mas existem preços para todos os bolos e espíritos viajantes.

 

Amesterdam, é então a cidade conhecida pelo Bairro Vermelho, pelo cheiro a marijuana que sai das Coffe Shops, pelos seus canais, pelas suas casas magnificas, pelo museu Van Gogh, pela casa da Anne Frank, pelas suas bicicletas, pela Cerveja Heineken e pelo mercado das flores, mas acima de tudo por ser a cidade da liberdade e da tolerância.

 

Aqui é se livre, aqui todos se respeitam, aqui a criminalidade é baixa, aqui há felicidade e acima de tudo, tolerância pelos outros tenham a raça, a crença ou a orientação sexual que tiverem.

 

Poderia colocar tudo num único post mas acho mais interessante dividir as temáticas por vários, para que se conheça verdadeiramente Amesterdão.

 

Assim dividi a cidade por 7 zonas de forma a que explores a cidade mais próxima da realidade, para que conheças os pontos mais importantes, as atrações turísticas e alguns segredos. Serão elas O Anel do Canais Ocidental, o Anel de Canais Central, o anel dos canais, o bairro dos museus, o Plantage, a Nova Baixa e o Bairro Velho.

 

Tentarei dar algumas sugestões de festas, lojas, bares, restaurantes e hotéis para te puderes orientar e fazer algumas contas à viagem, bem como algumas informações adicionais sobre alguns locais, história, tradições e gastronomia.

 

Agora é só acompanhares tudo e viajar connosco para conhecer Amesterdão.

Uma Viagem ao Bairro Vermelho de Amesterdão

Março 09, 2018

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Um mundo vermelho de prostitutas nas suas montras, clientes com tesão que procuram divertimento e amor, crianças que por ali percorrem as ruas para irem à escola, igrejas que outrora albergavam a religião cristã no centro da vida boémia.

 

Tudo isto pode parecer estranho mas não é. Este é o bairro Vermelho de Amesterdão.

 

Amesterdão desde os primórdios da cidade que é uma terra virada para o mar com pescadores e marinheiros. Era o centro da vida comercial marítima, os seus portos recebiam diariamente milhares de homens desejosos de comida, bebida e companhia.

 

Ora esta é a principal razão para ter surgido o Bairro Vermelho nesta cidade, atrás de oportunidade de negócio começam a instalar-se tabernas para alimentar os muitos marinheiros, tascos para lhes dar de beber e mulheres para aquecerem os homens nas frias noites de inverno.

 

Naquela cidade as jornas rapidamente se esfumaçavam, e por ordem de prioridade as meninas que se sentavam nos joelhos dos marinheiros dentro das tabernas faziam os mesmos não gastar tanto dinheiro em bebida.

 

Ao fim de pouco tem essas mesmas meninas foram expulsas de dentro das tabernas e postas na rua. A prostituição de rua comum a todas as grandes metrópoles do século XV era enorme mas em Amesterdão o frio também e a perseguição policial.

 

Rapidamente essas mulheres começaram a hospedar-se nos prédios da zona e ali começaram a atender os clientes. Os homens já sabiam sempre que viam ramos de flores nas janelas, lá dentro encontrariam rameiras.

 

O bairro foi desenvolvendo-se e atrás dos pecadores chega a igreja, mas inicialmente sem sucesso, pois os homens vinham à procura de pecado, e as prostitutas precisavam de pecar para viver.

 

Mas como em Amesterdão tudo pode ser um negócio, rapidamente a igreja fez uma parceria com as meninas, elas teriam de pecar os corpos dos homens para posteriormente eles irem pedir absolvição à igreja e esta salvar as almas dos mesmos.

 

Assim rapidamente tudo começou a funcionar até a igreja. Agora um homem mal aportava em Amesterdão dirigia-se à igreja, pagava o seu perdão, depois comia, bebia e pecava.

 

As rameiras deixaram de pôr os seus ramos às janelas para passarem a pôr os seus corpos.

 

Hoje é um dos pontos turísticos da cidade mas muito há que descobrir por entre estas ruas e canais. Aqui mulheres trabalhadoras independentes fazem um serviço legal e pagam impostos sobre o mesmo.

 

Com segurança e higiene qb, os homens conseguem aquilo que querem, como diria uma criança que mora na zona: Aquelas mulheres tratam de homens tristes para ficarem contentes.

 

E como é habitual na comunidade holandesa e em especial em Amesterdão, tudo é tolerante, tudo merece respeito, a minha liberdade é enorme e só acaba quando choca com a tua liberdade, por isso para ires ao Bairro Vermelho livremente não magoes a liberdade de quem lá anda, nem as prostitutas, nem os clientes, nem os residentes.

 

Aquelas montras vermelhas (ou azuis: em caso de transgenero ou travesti) estão ali à espera de quem as visitar. Eu aconselho todos a ir, especialmente a conhecer o que as motiva, a tentar descobrir mentiras que contam sobre o bairro vermelho, a tentar perceber.

 

Eu acho que percebi e por isso gostei tanto do bairro vermelho.

 

Acompanha todas as experiências por Amesterdão

Guia Viagem Miami: Key West

Março 07, 2018

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Key West é um dos mais conhecidos Keys da Florida, é a ilha mais excêntrica e mais estranhamente bela.

 

Nesta ilha a orientação é bastante simples, nada a divide, não há baixa ou periferia, não há zona cultural ou boémia, tudo se mistura. aliás é bastante simples, se de um lado da estrada existem galerias de arte luxuosas, vilas caribenhas e festivais literários do outro bares com jovens a embebedar-se, desfiles e festas gay ou simplesmente lojas com t-shirt cómicas e absurdas.

 

Enquanto que nas outras keys existe um ambiente familiar e calmo, aqui a loucura impera. Desde sempre um destino para a comunidade gay e artística.

 

Revelamos aquilo que não pode perder:

Mallory Square – A avenida das festas e bares. De dia a calma dos habitantes e turistas mais velhos que fazem as suas compras nas lojas instaladas nas casas típicas coloniais das caraíbas, assim que o sol se põe homens que engolem fogo, música e diversão.

 

Duval Street – A mais louca rua de Key West em que os espetáculos de drag Queens se mistura com as bebidas luminosas, néon, teatros, cinema e lojas de roupa kitsch.

 

Hemingway House – casa colonial espanhola onde viveu Hemingway de 1931 a 1940

 

Florida Keys Eco discovery Center – museu da biodiversidade dos keys da Florida

 

Fort Zachary Taylor Historic state Park – parque publico onde ainda restam as ruínas de um forte e é conhecido amplamente por uma das melhores praias da ilha.

 

Key west Cemetery

 

Nancy Forrester’s Secret Garden

 

Little White House

 

Bahama Village – um bairro típico das Bahamas

 

Casa Antigua

 

Key west Lighthouse – o farol da ilha onde poderás subir os 88 degraus e ter uma vista impressionante.

Southernmost Point – provavelmente o ponto mais turístico de toda a ilha, este bidon gigante vermelho e preto marca o ponto mais a sul dos Estados unidos da América. Dali a 90 milhas consegue-se alcançar Cuba.

 

Dicas

Se pensas que Key West é um paraíso dos trópicos com excelentes praias poderás estar enganado, para isso qualquer dos keys que passarás para cá chegares serão melhores. Existem poucas praias públicas e não são as melhores do mundo. Assim tens duas soluções vais a uma das melhores South Beach, Higgs Beach ou smathers Beach, ou vais a um clube privado para beberes um copo, alugas uma cadeira e poderás aí sim usufruir das melhores praias privadas.

 

Como ir?

Temos três opções para ti dependendo do tempo que disponibilizas para a tua viagem. Para ir até Key West só tens duas opções como meio de transporte ou autocarro ou carro, assim poderás alugar um ou em alternativa meteres-te dentro de um autocarro de passeio ou público (existem excursões diárias de Miami que podes efetuar por 1 ou 2 dias)

Aconselho a passares umas noites aqui, a animação é garantida.

 

Acompanha a nossa viagem a Miami

Guia Viagem Miami: Key Biscane & Virginia Key

Março 05, 2018

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Tal como a sul do estado da Florida existem imensas ilhas designadas de Keys, também em Miami existem muitas ilhas algumas delas (as maiores em dimensão) também recolhem o nome de Keys.

 

Ora estes Keys são ilhas que se encontram ligados ao continente através de intervenção humana com a construção de pontes e viadutos. Virginia Key e Key Biscane são pontos que não podem faltar numa visita a Miami.

 

Para chegar a este destino tem diversas opções, através de autocarro partindo de Brickel ou de downtown, alugando um carro, ou desde Vizcaya Museum percorrer a pé as 7 milhas de pontes e ilhas – esta estrada Rickenbacker causeway ligará primeira Virginia Key e depois Key Biscane terminando no Farol do Cabo da Florida.

 

Uma coisa é certa a vista para o horizonte de Miami é brutal bem como os inúmeros parques públicos e praias.

 

Pontos de Interesse

Bill Baggs Cape Florida State Park: Como o próprio nome indica é o parque que alberga o Cabo da Flórida e o seu farol, sendo a estrutura mais antiga deste estado americano.

 

Biscayne Community Center & village Green Park: Um parque público com uma área enorme para crianças.

 

Crandon Park: Um parque com cerca de 1200 acres que se estende por 3 quilómetros ao lado da praia. Um paraíso, consideradas das melhores praias dos EUA.

 

Marjory stoneman Douglas Biscayne Nature Center: Um centro de natureza para conhecer a típica floresta subtropical do sul da Florida e a enorme fauna marinha.

 

Miami Sea Aquarium: Um ponto obrigatório, o sea aquarium conhecido em todo o mundo quer por albergar o show de orcas, o túnel dos tubarões, tartarugas marinhas bem como o raro mamífero manatim.

 

Sugestões

Caso consigas o que aconselho verdadeiramente é a levares algo para comeres e beberes durante este passeio dentro da mala e ires desfrutando dos muitos parques que vais encontrar fazendo um pic-nic.

No entanto, também existem bons restaurantes onde petiscar. Como é o caso de Boater’s Grill ou do Oasis Restaurant.

 

Sabe tudo sobre Miami

Guia Viagem Miami: Coconut Grove

Março 03, 2018

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 creditos fotografia wlrn.org

 

Muito antes de os arranha-céus espalharem o horizonte e constituíam o núcleo urbano movimentado de Miami, a aldeia de Coconut Grove era uma pequena comunidade à beira-mar, aninhada ao sul do atual centro da cidade.

 

Primeiro estabelecido por pioneiros das Bahamas, o bairro começou o seu passado há mais de cem anos. No final da década de 1870, os bahameses atravessaram as águas Flórida e começaram a trabalhar no Pousada Peacock .

 

Esta comunidade próspera fez muitas contribuições valiosas para o bairro, incluindo a capacidade de construir casas simples e resistentes que poudessem suportar tempestades e a estação chuvosa, muitas dessas casas ​​ainda estão em pé.

 

O mais antigo bairro de Miami que mantém os traços das Bahamas aliado à modernidade americana. Situado a sul da zona universitária de Coral Gables o bairro enche-se de juventude para usufruir dos muitos locais de cultura, lazer e entretenimento.

 

Pontos de Interesse

AC Fine Art: Um dos museus preferidos com pinturas de Sali, Picasso, Wharhol e Lichtenstein.

 

Barnacle Historic State Park

 

Coconut Grove Playhouse: O centro de Grove, um dos teatros mais antigos da região, onde poderá apreciar grandes interpretações de musicais e peças da Broadway pela companhia local.

 

Vizcaya Museum & Gardens: A norte de Cocconut Grove um local obrigatório de visitar como esta vila italiana que faz lembrar um ovo de fabergé. Adornado com jardins majestosos florentinos.

 

Nomeado em homenagem a um dos litorais mais cativantes na costa espanhola, o Museu Vizcaya e  captura a extravagância europeia de cair o queixo em um contexto americano encantador. O emblema da propriedade – “The Caravel” (A Caravela) – celebra um navio usado durante a “Era da Exploração”. Ao iniciar a sua exploração desse ícone histórico de Miami, vai ver uma imagem do mítico viajante "Bel Vizcaya" na entrada, marcando o início de uma viagem memorável à frente.

 

Dentro da casa principal

Demorou anos para aperfeiçoar os mais de 70 quartos da mansão, 34 dos quais transbordam de tesouros do século 15. De notar os elegantes pisos de mármore, refletindo um arco-íris de luz, irradiando pelas portas de vidro manchadas. Entre na sala de pequeno-almoço e maravilhe-se com o motivo, projetado para representar a troca de ideias durante a "Era da Exploração", combinando cerâmica chinesa com paisagens marinhas napolitanas. Por fim, n o salão Cathay, você sentirá o gosto das acomodações luxuosas apreciadas por magnatas famosos do cinema. Mas qualquer viagem a Vizcaya seria incompleta sem um passeio por seus jardins do Éden.

 

Os jardins

A melhor das fotografias não pode transmitir a serenidade dos 4 hectares dos jardins de Vizcaya. De muitas maneiras, os jardins formais relembram o layout de Versailles da França. Os arbustos bem aparados organizam as passarelas em padrões geométricos hipnotizantes. Colunas grossas, labirintos exuberantes e estátuas clássicas também emprestam sua estética europeia, mas Vizcaya engloba exclusivamente seus arredores tropicais também. Aqui, palmeiras, orquídeas raras e calcário cubano infundem o clima mediterrâneo palaciano com o faro característico de Miami.

 

Com opções de passeios personalizados e bilhetes a preços acessíveis, há muitas maneiras de fazer parte do legado de Vizcaya. A propriedade fica aberta todos os dias das 09:30 às 16:30, exceto terças-feiras, Natal e Ação de Graças. Para obter mais informações, visite vizcayamuseum.org.

 

O bairro de Coconut Grove é mais um bairro a visitar nesta imensa Miami.

Guia Viagem Miami: Little Haiti

Março 02, 2018

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Se nunca estiveste em Port-au-Prince, capial do Haiti, então tens uma fantástica hipótese de conhecer esta cultura aqui por Miami, basta subir um pouco mais a norte de Wynwood e encontrarás o bairro Little Haiti onde concentra a grande comunidade de emigrantes deste pais caribenho.

 

Rapazes jovens desnudos ou em camisolas de alça ouvem rap francófono nos seus rádios dos anos 80, lindas mulheres ajeitam seus cabelos e pintam de vermelho os seus lábios grossos em frente das botanicas, que por sua vez não vendem plantas mas sim são lojas de vodou.

 

Estas Botanicas são se dúvida uma das maiores atrações, deveriam ver o corropio quer de locais quer de turistas que se entusiasmam ao ler nas montras que resolvem problemas conjugais, matérias de amor, trabalho, saúde e até processos de imigração (não percebo como, mas enfim).

 

Poderás achar piada, mas tenta manter a serenidade e não demonstres desrespeito. Cada um acredita no que quer e vive a vida como quer.

 

A zona é uma das mais pobres de Miami e por isso a segurança sente-se por cada passo que dás. Não aconselhável ao escurecer excepto se acompanhado por locais.

 

No entanto, é super aconselhável que passes uma tarde por aqui. Novas realidades fazem bem ao crecsimento humano e aventuras são sempre boas para contar.

 

Além do mais e caso consigas ganhar coragem existem noites temáticas (algumas vezes por mês) na Big Night in Little Haiti, com musicas caribenhas e rap, festas estas que duram até o sol raiar.

 

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